Metroviários de SP mantêm mobilização e convocam nova assembleia para 3 de março

Votação de 24 horas reuniu cerca de 1.300 participantes e confirmou continuidade das ações da categoria

Trens das linhas 1, 2 e 3: reforço de frota no futuro (CMSP)

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que a assembleia realizada no dia 11 de fevereiro decidiu manter o estado de mobilização da categoria. A votação, aberta por 24 horas, registrou cerca de 1.300 participantes, segundo a entidade.

De acordo com o sindicato, os trabalhadores aprovaram a continuidade das reivindicações relacionadas ao Plano de Carreira, ao pagamento dos chamados “steps” — mecanismo de progressão salarial —, à realização de concurso público e à oposição à terceirização de atividades de manutenção, especialmente nos pátios.

Na assembleia anterior, a entidade havia colocado em votação a realização de novo encontro no dia 24 de fevereiro, com possibilidade de paralisação no dia seguinte. No comunicado divulgado após o encerramento da votação, o sindicato passou a mencionar apenas uma nova assembleia no dia 3 de março, sem referência a eventual greve.

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Entre as ações aprovadas estão a manutenção do boicote ao novo Plano de Carreira, mobilizações internas nas linhas e áreas operacionais, atividades de diálogo com usuários nos pátios e concentração no Fórum da Barra Funda no dia 23 de fevereiro, durante julgamento de ação civil pública que trata da terceirização. Também foi indicada a participação em ato unificado com outras categorias em 20 de março.

O sindicato ainda voltou a criticar a abertura de concurso interno para operador de trem, afirmando que ingressou com ação judicial para questionar critérios adotados pela companhia. Segundo a entidade, o pedido liminar foi negado, mas o processo segue em tramitação.

O movimento ocorre em meio ao estado de greve anunciado no início da semana. A categoria reivindica abertura de negociações sobre o Plano de Carreira, pagamento dos steps sem limite de 1% da folha salarial, revisão de critérios de promoção e realização de concurso público, após sucessivos programas de desligamento desde 2016.

A entidade reúne funcionários que mantém as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, sob operação pela companhia estadual.