Motiva já possui interesse de investidores em serem sócios da divisão de trilhos

Companhia confirma conversas preliminares, mas diz que ainda estrutura possível modelo para atrair sócios

Novo uniforme dos agentes de segurança na Linha 4-Amarela
Novo uniforme dos agentes de segurança na Linha 4-Amarela (Divulgação Motiva)

A Motiva revelou que vem sendo procurada por investidores interessados em participar de uma eventual plataforma dedicada ao transporte de passageiros sobre trilhos, iniciativa que ainda está em fase inicial de avaliação pela companhia.

A informação foi compartilhada durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre, realizada em 30 de abril, quando executivos detalharam que não há, por ora, um processo formal em andamento.

Segundo o vice-presidente de finanças e relações com investidores, Rodrigo Alves, a empresa discute diferentes caminhos para estruturar a operação. “É um movimento que pode ser muito importante, mas ainda não estamos com processo na rua e estamos discutindo o ângulo estratégico”, afirmou.

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De acordo com o executivo, o interesse parte de perfis variados, incluindo investidores de longo prazo, como fundos de pensão, além de grupos com atuação no setor de infraestrutura ou com experiência em receitas acessórias. “Estamos sendo ativamente provocados por investidores que têm interesse”, disse.

Imagem divulgada pela Motiva de como será a nova pintura dos trens na Linha 4-Amarela (Divulgação)

A eventual sociedade envolveria a divisão de trilhos da Motiva, que reúne ativos relevantes no país, como as concessões das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, do metrô de São Paulo, além das linhas 8-Diamante, 9-Esmeralda e 17-Ouro, sob gestão da ViaMobilidade. Também fazem parte desse portfólio o Metrô Bahia e o VLT do Rio de Janeiro.

Os dados operacionais apresentados pela companhia indicam crescimento nessa frente. No primeiro trimestre de 2026, o segmento de trilhos registrou aumento de 2,6% no número de passageiros transportados, com avanço na receita média e nas receitas acessórias .

Além disso, o braço ferroviário respondeu por um EBITDA ajustado de R$ 587 milhões no período, com margem de cerca de 60%, conforme a apresentação divulgada pela empresa .

A movimentação ocorre em meio a um processo de concentração dos ativos em torno da nova marca da antiga CCR, que está substituindo a estratégia de concessionárias dedicadas a uma ou duas linhas.

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Santiago
Santiago
1 mês atrás

Isso pode muito mais um problema do que alguma solução.
Tais candidatos a sócios estão na verdade buscando remunerações financeiras, e aí é que o bicho pega:
Para melhor remunerar esses capitais, será necessário aumentar o lucro líquido da operação.
E pra aumentar cada vez mais esse lucro liquido…adivinhem!!! Cortes de despesas operacionais e/ou aumento de valores dos repasses/subsídios pelo estado.

Mais lucros ao concessionário às custas de mais panes, mais incidentes, mais atrasos e insegurança operacionais, e uma conta ainda maior para o governo às custas do nosso dinheiro.

Daniel
Daniel
1 mês atrás
Responder para  Santiago

Parece que as despesas operacionais já vêm sendo cortadas, pelo que se nota na estação Paulista, da linha 4 amarela: o lixo leve, composto de cabelos e pequenos papéis, flutua pelo chão ou estacionado nos cantos, compondo um cenário nojento entre os pés dos usuários. Isso não existe em estações bem maiores, como a estação Sé do metrô. Uma vergonha! Com a criação dessa nova cultura (isso não existia no Metrô) daqui a pouco os lixos encontrados serão outros…

Marcelo
Marcelo
1 mês atrás

Enquanto isso, o Tranqueira de Freitas…..