Paulo Menezes assume cargo de presidente do Metrô interinamente

Atual diretor de finanças e relações com investidores e ex-presidente da companhia no governo Alckmin, executivo ficará no cargo após a saída de Silvani Pereira nesta terça-feira, 3, e até a indicação de um novo executivo
Paulo Menezes já atuou como presidente do Metrô na gestão Alckmin (GESP)

O Metrô de São Paulo tem um novo presidente, ainda que interino. Nesta terça-feira, 3, Paulo Menezes Figueiredo, atual diretor de finanças e relações com investidores, assumiu o cargo enquanto o governador Tarcísio de Freitas e o secretário dos Transportes Metropolitanos, Marco Assalve, não apontam um sucessor para Silvani Pereira.

O agora ex-presidente pediu seu desligamento da companhia nesta semana, após o novo governo assumir. Silvani estava no cargo desde janeiro de 2019, no início da gestão Doria, por indicação do ex-secretário Alexandre Baldy.

Já Paulo Menezes não é um estranho nessa posição. O executivo foi presidente do Metrô durante parte da gestão de Geraldo Alckmin (PSB), entre setembro de 2015 e janeiro de 2019, quando foi substituído justamente por Silvani Pereira.

Silvani Pereira deixou o cargo de presidente do Metrô nesta terça-feira, 3 (CMSP)

Após deixar o cargo, Menezes permaneceu como assessor da Comissão de Monitoramento de Concessões e Permissões (CMCP), da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, até retornar ao Metrô em fevereiro de 2022 já como diretor de finanças e relações com investidores, área que também atuou em 2015, antes de ser indicado à presidência. Ele também acumula passagens pelos comitês de privatizações e parcerias público-privadas do estado e na EMTU, na área financeira.

Headhunter

Após anunciar a intenção de fundir as secretarias de Transportes Metropolitanos e Habitação, o novo governador Tarcísio de Freitas chegou a afirmar que contrataria uma empresa de headhunter para escolher os novos presidentes do Metrô e da CPTM, algo inusitado.

No entanto, a definição do secretário de Transportes Metropolitanos foi tradicional: ele manteve Assalve no cargo, profissional que seria indicado de um deputado do PL, partido que apoia o governo.

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