Por dentro da estação Santa Marina da Linha 6-Laranja

Futura estação é a mais adiantada do ramal de 15,3 km e está preparada para receber a visita do tatuzão até o final do ano
Região das plataformas da Estação Santa Marina (Jean Carlos)

A estação Santa Marina, ua mais adiantadas da Linha 6-Laranja com quase 40% de progressão, será a primeira a receber a tuneladora Maria Leopoldina, responsável pela escavação do tramo sul da linha, que deverá ser reativada até o final de agosto.

O site pode acompanhar de perto a evolução das obras da estação Santa Marina.  O empreendimento conta com um avanço significativo no que se refere às obras civis e escavação.

Apesar da ausência de informações técnicas aprofundadas sobre a obra, é possível observar que importantes pontos da estação já estão tomando forma. A estação será composta basicamente por quatro níveis distintos, sendo eles:

  • Acesso (nível terreo)
  • Linha de bloqueios
  • Mezanino
  • Plataformas

Para melhor compreender os avanços das obras, iremos dividir a análise através destes quatro pontos, que são importantes para entender o dinamismo da estação.

Acesso

Neste primeiro momento a região do acesso principal serve como área de apoio técnico-administrativo e de logística. É possível constatar a presença de inúmeros materiais metálicos e equipamentos de apoio que auxiliam os funcionários na execução das obras.

Além disso, é importante ressaltar os cuidados relacionados à segurança do trabalho. Durante todo o percurso era possível visualizar as áreas seguras devidamente demarcadas. Avisos através de placas orientam os funcionários sobre as regras e principalmente o acesso dos locais.

Linha de bloqueios

Após entrar na estação o passageiro chegará até o primeiro nível do subsolo onde estão localizadas as linhas de bloqueios. Nesta área é possível visualizar que as lajes estão praticamente finalizadas.

Em determinados pontos é possível constatar a presença da manta de PVC que faz a impermeabilização da estrutura e as ferragens que constituem a armadura do que possivelmente seja o revestimento secundário da vala.

O local apresenta diversos pilares em fase de acabamento. Possivelmente o método construtivo adotado teve influência direta na “deformação” destas estruturas que estão sendo aos poucos conformadas em seu formato de projeto.

Existem grandes aberturas na laje superior, o que poderia indicar até certo ponto uma possibilidade do uso de luz natural. Na laje inferior há espaços dedicados para a instalação das escadas rolantes.

Mezanino

A situação do mezanino se assemelha em muito a encontrada na área dedicada à linha de bloqueios. Tanto a laje inferior como a superior estão em bom estado. Os pilares neste nível já estão em um estágio melhor no que se refere ao acabamento.

Surpreende a volumetria do espaço, bastante amplo e com possibilidade de exploração comercial. Atualmente muitas estações têm dado ênfase em espaços maiores para uma posterior exploração, o que dará maior fôlego financeiro à operação da linha.

Parte destas áreas certamente deverá ser utilizada como salas técnicas, locais onde estarão alocados diversos equipamentos de apoio para dar suporte pleno à estação em todos os âmbitos.

Assim como no nível térreo, as áreas estavam bem demarcadas e cobertas por equipamento de segurança, garantindo um nível mínimo de acidentes na obra.

Plataformas

O último nível da estação é a região das plataformas, onde o passageiro irá realizar o embarque nos trens. O local já está praticamente preparado para receber a tuneladora, que deverá romper a parede norte, caminhar pelo leito da estação até atingir a parede sul, onde continuará a escavação.

A parede norte, aparentemente, ainda deverá ser preparada para receber a tuneladora. Quando comparada com a parede sul é possível notar a ausência do formato circular e dos furos.

É possível ainda identificar espaços por onde deverão ser implantadas escadas fixas, rolantes e o nível das plataformas. Geralmente abaixo das plataformas estão localizados porões com cabeamentos da estação. Na estação Santa Marina o espaço dedicado será maior, o que possibilitará um trabalho mais confortável por parte das equipes técnicas.

Visão Geral

Observando a obra como um todo, é possível afirmar que a parte mais robusta do trabalho está praticamente concluída. O corpo da estação já tomou forma e praticamente há pouco a ser escavado.

Após a chegada do tatuzão a estação deverá receber um maior cuidado na região das plataformas. Ainda será necessário realizar toda a implantação dos sistemas de energia, hidráulico e demais sistemas.

A expectativa é de que a Acciona possa finalizar os trabalhos em 2025 e iniciar a operação da Linha 6-Laranja pela concessionária LinhaUni.

Total
24
Shares
1 comment

Comments are closed.

Previous Post

Viagem entre São Paulo e Campinas pelo Trem Intercidades pode custar 63 reais

Next Post

Linha 1-Azul operou com 40 trens durante fim de semana com sistema CBTC

Related Posts