Prefeitura de São Paulo altera traçado e atualiza VLT por VLE em material de divulgação
Mudança de modal do novo serviço na região central busca uma implantação mais ágil e redução de custos
Após anunciar a mudança de modal, substituindo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo VLE (Veículo Leve Elétrico) para atendimento ao Centro de São Paulo, a Prefeitura atualizou o material de divulgação deste projeto, inclusive dos “trens” do serviço.
Como divulgado em primeira mão por este site no começo de abril, o prefeito Ricardo Nunes contou que a escolha de um ônibus articulado, guiado por marcações digitais no piso, foi uma medida que deve gerar quase 50% de custos em relação ao projeto original.
Houve a redução de R$ 4 bilhões para cerca de R$ 2,1 bilhões, além de diminuir impactos e necessidades técnicas que encareceriam o projeto.

No material de divulgação atualizado é possível perceber que o VLE, embora seja uma espécie de ônibus, lembra muito um trem de VLT, mas com pneus e sem circular em trilhos.
A SP Urbanismo também mostrou o conceito do totem de sinalização da parada e o “ponto/estação” do serviço que será realizado com duas linhas, mantendo a ideia original.

O total de paradas foi ampliado para 37 somando as duas linhas, atendendo a região do Bom Retiro, Luz, Anhangabaú, 25 de Março, Sé, Parque Dom Pedro II, mas com uma mudança de traçado importante na Linha II Jequitibá.
A linha agora deixa de ser via dupla para passar pelos dois sentidos em frente à Câmara Municipal e tem o sentido de volta agora pela Rua Direita, Praça do Patriarca e parada em frente a prefeitura, que antes não seria atendida pelo Bonde.

Ainda sim, as conexões integradas com sistema de trilhos, Metrô e trem, e BRT da Radial estão garantidas. Isto inclusive é um diferencial se comparado ao BRT ABC que não possuirá integração tarifária com os trilhos.
Denominado “Bonde São Paulo”, o serviço deve contar com aporte financeiro do Governo do Estado em forma de apoio ao projeto e tem a previsão de ser tocado através de uma PPP, a Parceria Público Privada.

Olha… faltam palavras
Que legal, um ônibus sabor VLT. Ao invés de fazer um modal que pudesse requalificar o centro, o prefeito sem visão de futuro prefere “economizar” com esse ônibus com skin de trem.
Que grande projeto, um ônibus! Ricardo Nunes é um péssimo prefeito mesmo.. o vlt seria maravilhoso. Isso aí só vai destruir o péssimo asfalto da cidade já que é muito mais pesado que um ônibus convencional…
pior é ficar preso nos congestinamentos junto com os carros…
Péssimo prefeito? Você foi muito bonzinho aqui.
Outra coisa.. divulgam um trem enorme com vários carros pra ludibriar a população? Esse tal veículo possui até hoje só duas articulações (ônibus biarticulado)… É UM ÔNIBUS, não Bonde.
Aliás, podem ser até 6 carros, na composição
Não cabe nem 4 carros, imagina 6….
Sem trilhos colega, como isso vai fazer curva? Faltou as aulas de física?
E pior… Passando pela RUA DIREITA 🤣
Não há parada no Terminal Pque. D. Pedro, nem com Terminal Mercado. Não há conexão com Metrô Pedro II, nem com BRT Radial.
E com a tal (vergonha) Time Square fechando a São João do Paissandu pra frente aos domingos (é isso?), como fica a operação das 2 linhas nesse dia?
Pode ficar tranquilo, que isso daí não vai ter parada em lugar algum. Felizmente nem sairá do papel!
Como referência, basta olhar a “obra do BRT Radial”, que não passa de uma buraqueira estagnada e enfeitada por tapumes na av Alcântara Machado.
Sem falar da outra m…. há anos parada, que é a “obra de requalificação” do corredor na Estrada de Itapecerica.
Ah sim, tem também a promessa descumprida do tal “corredor verde” no maquiado porém esburacado corredor da av 9 de Julho.
Ou seja, tudo lorota! O problema é a buraqueira que fica aberta a tirulo de “obra”, sem que nada mais seja feito.
O proximo prefeito(a), caso seja alguém minimamente sério, vai ter muito trabalho pra consertar tanta k-h-da deixada pelo atual…
Esse corredor verde da 9 de Julho é uma vergonha.
Realmente, parece piada que simplesmente pintaram a via com uma faixa verde, sendo que ela ta toda esburacada e sem fazer uma mínima manutenção. Fora que no mínimo deveriam ter reformado todos os pontos antigos, não só 4. Ridículo.
A atual gestão da prefeitura de São Paulo odeia o Centro.
Impossível suportar esse prefeito. O VLT no Rio e na Baixada Santista, exemplos apenas do Sudeste, conseguiram revitalizar e requalificar grandes partes dos centros desses cidades, tirando carros das ruas e criando um transporte muito melhor e de alta qualidade. Este ônibus (que ele tenta rebatizar como “VLE”) vai rapidamente só virar outro ônibus nas ruas de São Paulo, que não vai mudar nada, mesmo se tentarem colocar uma “casca” de VLT por volta da estrutura.
Também acho ridículo a desculpa de preço. 4 bilhões para 2 bilhões é uma grande diminuição, mas a qualidade e o efeito diminuirá ainda mais. Entre 2021 e 2024 Nunes destinou 7 bilhões de reais para fazer recapeamento de asfalto, e 4 bilhões (ou seja, o preço TOTAL do plano do VLT) em um ano, 2023. Esse gasto foi feito sorridentemente pelo prefeito, mas um projeto de mobilidade urbana e de urbanismo como o VLT é impossível por causa de preço?? Acho isso injustificável, mas ele obviamente não atua em prol da população dessa cidade em que vivemos.
Pior ainda que eu tenho certeza que nesse custo de implantação que ele está divulgando, ele não está contando o fato de que esse VLE gerará uma manutenção enorme de asfalto no futuro, pois é muito mais pesado que um ônibus convencional. Pela qualidade de recapeamento que é feita na cidade, isso vai ser desastroso, mas talvez seja a intenção do prefeito mesmo, que sempre tenha colegas para receber fazendo manutenção constante…
Na realidade uma rua urbana em SP atende a carga de ~8T por eixo e esse TLT (Trem Leve Teleguiado) tem peso de ~7T por eixo
Pior, passando por ruas que acabaram de receber o novo calçamento que em tese é para durar ANOS.
Está equivocado (a). A nova tecnologia de veículos elétricos que estão estudando não tem absolutamente nada a ver com ônibus. São muito similares aos VLTs. Apenas o sistema de rolamento não é sobre trilhos, mas sobre pneus especiais. A plataforma é basicamente semelhante.
Ganha-se muita velocidade e custo na implantação. Está sendo replicado mundo afora pois traz muitas vantagens.
“Entretanto, são veículos muito pesados, capazes de causar danos ao pavimento, o que sugere a necessidade de reforço das vias. O fabricante alega que podem operar em qualquer estrada sem tratamento especial e que podem ser instalados em poucos dias. Este estudo analisa os impactos dessa tecnologia no pavimento. Os autores constataram que os trens sem trilhos pesam entre 32 e 85 toneladas, o que os coloca entre os veículos mais pesados já utilizados em vias urbanas. Uma inspeção independente em locais onde o sistema opera revelou danos ao pavimento, contradizendo alegações de implantação “em um fim de semana”.”
Sugiro a leitura: https://viatrolebus.com.br/2025/10/bonde-sem-trilhos-e-solucao-australianos-discordam/
Pois é. Basta verificar a durabilidade do piso em corredores e faixas pra ônibus comuns que, mesmo feitos em concreto, exigem manutenções e reparos constantes. Dez toneladas por eixo não é pouco!
Imagine então uma faixa de asfalto tendo que suportar tráfego constante de pseudo-bondes ainda mais pesados que os ônibus comuns.
Não será segregado cara…..
Eduardo, obrigado por o seu comentário. Discordo com essa premissa da similaridade desse veículo a um bonde ou VLT de verdade. O VLT tem muitos benefícios urbanisticos por conta da natureza semi permanente dos trilhos (vimos isso no Rio de Janeiro), tem capacidade mais alta, podem ter trilhos com grama, podem ser até 70m e contam com um trajeto previsível que se integra muito bem com áreas pedestrianizadas (calçadões). Sim, esse veículo também segue um trajeto previsível, mas menos visivel para pedestres.
Na maioria de VLTs que funcionam bem mundo afora, esses também operam em via segregada como no Rio ou com preferência na rua, como a linha 2 de Santos: entendo que esse VLE não seria assim de acordo com o projeto disponibilizado pela Prefeitura. Além disso, o BUD de Curitiba, o exemplo brasileiro dessa tecnologia, não parece ficar alinhado igual um VLT na plataforma com piso baixo. Também nem é autônomo: todos os ART (Autonomous rapid transit) no mundo inteiro ainda operam com motoristas, e também conta com as qualidades de um ônibus para os passageiros por conta de não ter trilhos e usar pneus, ou seja, uma suspensão pior. E nem falaremos do peso incrível, que vai causar muitos danos no asfalto paulistano, notório por ser ruim, que vai gerar ainda mais prejuízo, fazer o governo gastar ainda mais com recapeamento (algo que o prefeito já ama fazer) e possívelmente fará o sistema frequentemente ficar parado por conta de arrumar esses problemas.
Concordo com você que essa tecnologia está sendo implantada bastante no resto do mundo, mas é pela mesma razão dos BRT: barato e uma solução “OK” para certas situações. Por exemplo, em Campeche no México, a implantação foi realmente muito rápida. Mas isto não quer dizer, de jeito algum, que essa tecnologia é a melhor ou comparável aos bondes e os VLTs. Por 2 bilhões de reais, seria melhor criar mais BRTs, mesmo sendo um modal que eu não acho particularmente inspirador, pelo menos é algo que conhecemos e sabemos que funciona mesmo. Ironicamente, o BRT e o BUD ambos foram inaugurados no Brasil em Curitiba, mas escolhemos o modal errado para copiar. Mas esta é apenas minha opinião, e de fato amaria mudar de ideia daqui 2-4 anos quando ele for implantado, porque isso significaria que o VLE deu certo. Infelizmente não acho que isso acontecerá.
Replicado mundo afora??? Em quantas e quais cidades???
Fora alguns testes experimentais em cidades chinesas e europeias (a maioria deles já descontinuados), nada mais se sabe a respeito…
Por exemplo, esse modelo.
Aliás, parece que está sendo considerado para o RJ, também.
Atua em prol das construtoras, isso sim.
Ai a especulação imobiliária no centro vai fazer disso um grande mousse, achar que esse modal vai ser um sucesso, levantar mais prédio e achar que tá tudo bem. Fica vendo!
Terrível! Não pode sair um projeto horrível desses!
Além do modal, fartamente criticado, o traçado não passa do corredor que já existe.
Uma das maiores funcionalidades era justamente ter dois sentidos, resolvendo a dificuldade de se viajar contra rótula na Maria Paula. Ir da Sé para a República na “contra mão”, só pedestre pode – o bonde consertaria esse erro histórico.
no dia que ele perceber que Millenium II, 2007, com piso baixo central é mais barato ainda, vai a loucura.
e não fazer nada então…nossa senhora. O ícone da economia de recursos
Exatamente! Esse projeto na verdade está caro demais, pq são ônibus caríssimos, que só duas empresas no mundo fabricam e sem ganho real comparado com um ônibus convencional.
Pois é.
Seria então melhor voltar com aquelas linhas de trólebus antigas, conectando todos os terminais e demais modais do centro a um custo muito menor SE ESSA GESTÃO soubesse pensar em “economia”.
É a volta do “Metrô na Superfície” do Rio de Janeiro 😆 🚌 🚍
Substituição de transporte sobre trilhos, por um ônibus gourmet, por uma suposta redução de custos e ganho de tempo de implementação… Soa familiar? Para quem não entendeu, veja o caso do grande ABC, que perdeu o monotrilho para “ganhar” um BRT que, em 5 anos, ainda não concluiu.
Exatamente! BRT ABC 2.0. com ônibus “gourmet”.
Prefeitura gastou milhões com os estudos do VLT, e agora faz isso, dinheiro do pagador de impostos jogado no lixo. Ricardo Nunes é um medíocre e corrupto.
E o TCM nada faz, impressionante.
Já que o que importa acima de tudo é reduzir custos e tempo de implantação, sem considerar os outros benefícios, vamos parar de investir em trens e metrôs !
político no Brasil tem pensamento curto, o que não vai gerar resultado durante o mandato, não compensa
Se no Rio de Janeiro há VLT no centro por que não em São Paulo? Se é para fazer isto então é melhor não fazer nada.
A sorte do Rio de Janeiro é que na época em que se projetou e se construiu o VLT carioca, o ônibus-gourmet ainda não era ofertado comercialmente e ninguém falava nele.
Em compensação, após a idéia-asno do governador paranaense em “apresentá-lo” ao Brasil, no Rio de Janeiro cogitou-se até em “requalificar” o sistema-BRT substituindo os atuais ônibus por essa geringonça-de-perfumaria.
A sigla deveria ser OMB (onibus metido a besta)
>>>…Ônibus Metido à Bonde.
O VLT como seria e foi mostrado aqui neste site, embora mais caro, na minha opinião, seria mais vantajoso, econômico e seria um plus para o centro de SP. Esse VLE não passa de mais uma linha de ônibus cara para congestionar ainda mais a cidade. Pra gastar mal, melhor seria não gastar.
Vim do futuro e digo “é cilada Bino!!!”
Isso aí não se compara em nada ao VLT!!!
Nem na capacidade, nem no conforto, nem na durabilidade, nem na confiabilidade.
Honestamente, se for pra não adotar o VLT, então que se faça um corredor com faixas segregadas para modernos trólebus articulados, requalificando-se a rede aérea já existente.
Bem mais funcional, com maior capacidade e conforto, além de bem mais confiável, do que o tal busão-disfarçado-de-bonde.
Mas a sacada desse prefeito é exatamente essa, o público leigo nem vai saber diferenciar direito o VLE do VLT, principalmente na propaganda, considerando que metade dos paulistanos tem medo de andar no centro e nunca irão usar esse modal. É o famoso gato por lebre, mas não se engane, ele sabe exatamente o que está fazendo.
TREM COM PNEUS! POR ISSO A MUDANÇA DO NOME. SE NÃO, FICARIA MUITO ESCANCARADA A FALSIDADE IDEOLÓGICA, O ESTELIONATO. A cidade e o Estado mais ricos e populosos da América do Sul, têm governanças vergonhosas. Falta de capacidade para governar, inovar para melhor e para gerir. Por isso privatizam tudo. E fazem contratos que só prejudicam os cofres públicos.