O Metrô de São Paulo realizou na tarde desta terça-feira, 20, a sessão pública de recebimento das propostas da licitação do anteprojeto de engenharia e projeto funcional e estudo de impacto ambiental da Linha 20-Rosa. O certame teve a participação de 10 consórcios que apresentam suas propostas comerciais sem detalhes dos serviços. O valor mais baixo foi pedido pelo consórcio GPO-GEOCOMPANY-GEOTEC, formado pelas empresas GPO Sistran Engenharia, Geocompany Tecnologia Engenharia e Meio Ambiente e GEOTEC Consultoria Ambiental, que propôs um custo de R$ 5.315.227,80.

A proposta ficou pouco mais de R$ 100 mil mais barata que a do consórcio Projetista Linha 20 Nova Engevix/Ambiente Brasil, formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos e Ambiente Brasil Engenharia, que pediram R$ 5.416.223,09.

Agora o consórcio vencedor terá um prazo de cinco dias úteis para apresentar a planilha de serviços e preços, que trará os detalhes quantitativos e custos unitários da proposta. Só então o Metrô analisará e então homologará o grupo como vencedor caso não haja irregularidades. A Sistran já participou de vários trabalhos com o Metrô e a CPTM, entre eles o projeto básico e executivo da Linha 15-Prata.

Mudanças de traçado e novas estações

A diretriz do Metrô prevê que a Linha 20-Rosa terá cerca de 31 km de extensão, uma das mais longas de São Paulo, e 24 estações que farão conexão com outras 10 linhas de metrô e da CPTM, além do malfadado “BRT” do ABC, que substituiu o projeto da Linha 18-Bronze.

Mapa de estações da Linha 20-Rosa

As novidades do traçado provisório são a inclusão da estação Santa Marina, da Linha 6-Laranja, e a mudança do trecho após a futura estação Alfonsina, que agora seguirá em direção à estação Santo André, da Linha 10-Turquesa. Essas alterações são bem-vindas já que potencializam as possibilidades de trajeto para os passageiros ao incluir um ramal próximo à Lapa e na outra ponta liga o Corredor ABD e o centro de Santo André, em vez seguir para a estação Prefeito Saladino, como havia sido sugerido anteriormente.

Por cruzar duas das mais movimentadas rodovias que chegam à capital, a Linha 20 deverá prever uma conexão para que usuários da Via Anchieta e Rodovia dos Imigrantes possam acessar o ramal, evitando deslocamentos sobre pneus dentro da região central da metrópole.

A importância dessa linha pode ser medida pelo fato de que ela atenderá cerca de 1 milhão de pessoas por dia, mas também passa por um eixo onde também existe 1 milhão de empregos, ou seja, terá um carregamento máximo de 32 mil passageiros por hora sentido, mais baixo e que significa que muitos usuários embarcarão e desembarcarão pelo caminho. Em outras palavras, a linha perimetral é o oposto do que é a Linha 3-Vermelha, radial e pendular, e que mais causa dificuldades operacionais porque os passageiros permanecem por muitas estações a bordo dos trens.

Veja os valores das propostas:

Metrô recebeu propostas de R$ 5,3 milhões a mais de R$ 13,5 milhões (CMSP)

 

 

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