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Quase dois anos após promessa, portas de plataforma começam a ser montadas em Chácara Klabin

Estação terminal da Linha 5-Lilás é uma das mais movimentadas do ramal, mas só deve contar com fachadas operacionais em 2021 em vez de 2019
Portas de plataforma sendo montadas em Klabin (STM)

Uma das quatro estações mais movimentadas da Linha 5-Lilás, Chácara Klabin começou a ter as portas de plataforma instaladas nos últimos dias após um período de preparação. Estação terminal do ramal, a parada serve como conexão com a Linha 2-Verde, operada pelo Metrô, e teve um movimento diário em julho de 30 mil passageiros, segundo a ViaMobilidade, número bem abaixo dos 81 mil usuários que passaram em média por ela em fevereiro, antes da pandemia.

A estação é uma das oito paradas que estão com os trabalhos em execução no momento, juntamente com Alto da Boa Vista, que já está em testes, Moema, em fase final de montagem, Campo Belo (montagem das estruturas) e outras quatro estações do trecho antigo que estão sendo preparadas. Veja abaixo o vídeo divulgado pela STM com a situação do serviço.

Seguindo o período de tempo de outras estações, Chácara Klabin deve passar a contar com as fachadas no início de 2021. São dois anos a mais do que a previsão divulgada pelo ex-secretário Clodoaldo Pelissioni, que chefiava a Secretaria dos Transportes Metropolitanos no governo Alckmin. Em outrubro de 2018, durante a inauguração da estação São Paulo-Morumbi, o executivo prometeu que Klabin seria uma das próximas estações a receber as PSDs.

“Santa Cruz , Brooklin e a instalação de Chácara Klabin. E a operação (das PSD) para março do ano que vem para Klabin. Subsequentes até o início de 2020 todas instaladas”, afirmou Pelissioni na época.

A gestão Doria tem dito que o trabalho de instalação de todas as portas de plataforma deverá ser encerrado em 2021. Ele é realizado pela Bombardier dentro do contrato de instalação do sistema de sinalização CBTC que está em funcionamento desde 2017.

Trens da Frota F

Outra pendência de longa data, o retorno ao serviço da Frota F de trens, continua sem previsão de ser concluída. O Metrô e a Bombardier liberaram as oito composições para a ViaMobilidade, que segue testando algumas unidades em meio à operação normal, porém, sem embarque de passageiros. A composição 506 foi recentemente vista circulando no ramal.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

2 Comentários

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  • Equipamentos que reforçam a segurança, mas quem é de bastidor, sabe que essas portas são um dos maiores motivos de falha do ramal.

    Imagine que um trem só parte com portas fechadas (24 no total) e uma dá falha? Imaginem 48 portas por prestação de serviço?

    Resultado será falhas constantes nos próximos meses.

    • Você não é de bastidor. Seu comentário está totalmente fora da realidade.

      As portas de plataforma são projetadas para ter uma confiabilidade de 99,95% na operação. Falhas durante o período inicial de operação são comuns em todos os equipamentos, são até esperadas e previstas pela “curva da banheira” da engenharia.

      As portas de plataforma, depois do período inicial de operação, são equipamentos com baixo índice de falhas. O ganho operacional trazido pelas portas se reflete em uma operação mais confiável e segura.

      As falhas atuais da Linha 5 se devem pelos atrasos do Metrô e da Bombardier na conclusão da instalação dos sistemas de sinalização, frota e portas de plataforma. Com um sistema incompleto, a chance de falhas é sempre maior.

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