Após uma longa espera, o governo do estado assinou contrato para construção da segunda fase do VLT da Baixada Santista nesta segunda-feira, 6. O novo trecho de 8 km ligará a linha na altura da avenida Conselheiro Nébias ao bairro de Valongo, no centro histórico da cidade. As obras serão tocadas pela Queiroz Galvão, construtora que fez parte da Move São Paulo, concessionária que abandonou as obras da Linha 6-Laranja do Metrô, e custarão aos cofres públicos R$ 217,7 milhões.

O prazo de construção é de 30 meses e inclui além das vias e 14 estações de parada, quatro subestações, sistema de rede aérea, sinalização viária, urbanização e duas pontes sobre o canal 1. A expectativa do governo é que o novo trecho transporte cerca de 35 mil pessoas por dia.

Ao todo, o sistema VLT da Baixada Santista deverá ter 27 km, dos quais apenas 11,5 km estão em operação entre São Vicente e o Porto de Santos. Há ainda um terceiro trecho em estudo, que ligará a área insular de São Vicente à área continental. Quando estiver concluído, o VLT deverá transportar diariamente 95 mil passageiros por dia com um frota de 33 composições.

O VLT paulista é o único ramal do gênero no estado e foi lançado no começo da década aproveitando o leito da antiga ferrovia da Fepasa que ligava os munícipios da Baixada Santista. Suas obras tiveram início em 2013 e já no ano seguinte houve início da operação assistida num pequeno trajeto. A operação em toda sua extensão ocorreu em 2017.

O serviço do VLT é realizado pela concessionária BR Mobilidade, formada pelos grupos Viação Piracicabana e Comporte Participações, de empresários ligados à companhia aérea Gol.

Ao contrário do primeiro trecho, a segunda fase do VLT terá vias com apenas um sentido por conta do pouco espaço para segregação das vias.

Mapa de implantação do VLT da Baixada Santista (EMTU)