Saiba o status das obras de expansão do Metrô e da CPTM

Especial mostra em que estágio está a expansão da rede metroferroviária em São Paulo

Para acompanhar a evolução dos projetos de expansão da rede metroferroviária o site mantém esse post atualizado com o status de cada linha bem como um indicador sobre o andamento das obras.

Atualizado em 13 de fevereiro de 2020.

Confira como estão as obras:

Estação Água Rasa, uma das que fazem parte do escopo da PowerChina

Linha 2-Verde
Projeto: expansão no sentido leste, com 14,5 km de extensão entre Vila Prudente e a cidade de Guarulhos, com 13 estações.
Status: ordem de serviço emitida

A extensão da Linha 2 é um dos mais importantes projetos de expansão do Metrô por permitir um certo reequilíbrio nos deslocamentos. Além de ligar parte de Guarulhos com a malha férrea, a Linha 2 terá a função de dividir o fluxo de passageiros do eixo Leste onde hoje a Linha 3 e a Linha 11 sofrem para levar milhões de passageiros. O governo, no entanto, fará o trecho em duas fases, a primeira de 8,3 km até a estação Penha, com oito estações.

Situação

A gestão Doria decidiu retomar o projeto de expansão da Linha 2-Verde, porém, até a estação Penha numa primeira fase. Em 17 de janeiro de 2020, o governo emitiu a ordem de serviço para início das obras, finalmente. Espera-se que os canteiros comecem a ser viabilizados nos próximos meses. Já o trecho até Guarulhos depende de desapropriações, disse o secretário Alexandre Baldy.

Túnel de estacionamento ao lado da estação Vila Sônia (CMSP)

Linha 4-Amarela
Projeto: entrega da fase 2 da Linha, compreendendo mais quatro estações e ampliação do pátio.
Status: parcialmente inaugurada e parte em andamento

Depois de passar anos sendo tocada de forma lenta e mais um ano em processo de relicitação, a segunda fase da Linha 4-Amarela voltou a ser construída em agosto de 2016.

Em 2018, o Metrô finalmente entregou duas estações há tempos prometidas. A primeira foi a estação Higienópolis-Mackenzie foi aberta em janeiro. Colada à faculdade Mackenzie, a nova parada deve apresentar um movimento considerável. Em abril foi a vez de Oscar Freire, mas nesse caso a estação foi entregue com apenas um acesso – o secundário só foi concluído em julho de 2019.

A estação São Paulo-Morumbi, que voltou a ampliar a extensão da Linha 4, foi aberta em outubro de 2018. Agora os esforços são no sentido de concluir a estação Vila Sônia até o final de 2020, que terá um novo terminal de ônibus.

O governo também tenta alterar o contrato de concessão com a ViaQuatro para que seja possível que a empresa execute a construção do trecho até Taboão da Serra.

Linha 5-Lilás

Projeto: reforma e ampliação da estação Santo Amaro

Status: iniciada

Após entregar a estação Campo Belo, o projeto de ampliação da Linha 5 foi concluído. No entanto, uma obra importante ficou a cargo da ViaMobilidade, concessionária que opera o ramal, a reforma e ampliação da estação Santo Amaro.

Situação

As obras foram iniciadas no dia 27 de janeiro, segundo a ViaMobilidade. O prazo de conclusão é de até dois anos quando a circulação será ampliada em cerca de 4 mil m².

Linha 6 Laranja: Acciona deve retomar obra em 2020 (GESP)

Linha 6-Laranja
Projeto: nova linha subterrânea ligando a região da Brasilândia a estação São Joaquim, com 15,3 km de extensão e 15 estações
Status: parada

É, sem dúvida, o maior ‘abacaxi’ do governo do estado. Vendida como solução para acelerar a expansão do metrô, a PPP da Linha 6-Laranja acabou tornando-se um grande problema. Não só não acelerou as obras, que ficaram em banho maria enquanto eram resolvidos os casos de desapropriação como o consórcio vencedor, o Move São Paulo, não obteve financiamento do BNDES por ter entre seus sócios empresas investigadas na Lava Jato, incluindo a Odebrecht. Sem dinheiro, a Move São Paulo interrompeu a obra em 5 de setembro de 2016.

O que parecia ser um desfecho positivo em fevereiro acabou tornando-se uma péssima notícia. O grupo formado pelos chineses da CREC, a japonesa Mitsui e a RUASinvest, que havia acabado de entrar na sociedade, acabou desistindo de comprar a Move São Paulo. Com isso, o governo do estado já previa ter de realizar outra licitação após iniciar o processo de caducidade do contrato.

Ao assumir o governo, a gestão Doria decidiu suspender a efetivação da caducidade e buscou incentivar a Move São Paulo a encontrar um novo sócio ou comprador.

Situação

No final do ano passado, o governo do estado anunciou que a construtora espanhola Acciona havia fechado um acordo inicial com a Move São Paulo para assumir o projeto. Em 7 de fevereiro de 2020, foi confirmado que as duas empresas chegaram a um entendimento e agora é aguardada a análise de várias instâncias do governo para que um novo contrato seja redigido e assinado, abrindo espaço para a retomada das obras em 2020.

Estação Mendes-Vila Natal obras avançam com previsão de conclusão no final de 2020 (GESP)

Linha 9-Esmeralda
Projeto: extensão entre Grajaú e Varginha.
Status: em andamento

A mais simples das obras do governo do estado, a expansão da Linha Esmeralda até Varginha, incluindo a futura estação Mendes-Vila Natal, é mais um caso de gestão atrapalhada. Sem grandes desapropriações, com a via já existente, a obra segue em ritmo lento, para prejuízo de milhares de pessoas. O problema nesse caso foi contar com uma verba do governo federal que não chegou, entre outro motivos, porque o tipo de licitação feito pela CPTM não ser permitido pelo governo federal.

Situação

Em maio do ano passado, a estação Mendes-Natal foi retomada enquanto a estação Varginha ainda dependia de repasses do governo federal que finalmente foram liberados em janeiro, mas a previsão de entrega foi postergada para 2022.

O primeiro trem da Série 2500 na estação da Luz (CPTM)

Linha 13-Jade
Projeto: nova linha da CPTM que liga o aeroporto de Guarulhos à Linha 12-Safira.
Status: inaugurada

Em operação desde abril de 2018, a Linha 13-Jade conecta parcialmente o Aeroporto de Guarulhos à rede metroferroviária com três serviços, o comum até a estação Engenheiro Goulart, o Connect, até Brás, e o Airport Express, até Luz, mas com tarifa diferenciada.

Situação

Embora a parte civil esteja entregue, a Linha 13 ainda passa pela implantação e testes de sistemas, para que o intervalo entre os trens atinja o padrão – hoje ele é de 20 minutos. No entanto, um novo aditivo atrasou a conclusão do sistema de controle para o segundo semestre de 2020.

A boa notícia é que no dia 3 de fevereiro, a CPTM colocou em operação o primeiro de oito trens da Série 2500 fabricados pelo consórcio Temoinsa-Sifang na China.

Doria conseguiu convencer o governo federal a dar um desconto para a GRU Airport, concessionário do aeroporto, para que ela tire do papel o “people mover” que ligará a estação Aeroporto Guarulhos ao terminal aerooportuário. Prometido para 2021, o projeto no entanto está bastante atrasado e somente em fevereiro de 2020, a GRU enviou à ANAC as propostas que recebeu de interessados em implantar a linha.

Obras da estação Jardim Colonial devem ser concluídas em 2021 (CMSP)

Linha 15-Prata
Projeto: extensão entre Vila União e Jardim Colonial.
Status: em obras

O primeiro monotrilho de grande porte brasileiro teve mais quatro estações abertas em abril de 2018. São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União foram inauguradas em meio à poeira e ainda muito a fazer. Desde janeiro de 2019, o trecho opera comercialmente e tem ampliado sua demanda mês a mês, e ganhou mais uma estações em agosto – Jardim Planalto.

Situação

O governo do estado finalmente entregou as três estações prometidas para 2018. Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus passaram a funcionar em horário reduzido em dezembro de 2019 e no início de 2020 começaram a operar em todo o horário do Metrô.

As obras agora se concentram na estação Jardim Colonial, 11ª do sistema, que será entregue em 2021, e também em melhorias nas vias como extensões para aumentar o número de trens nos horários de pico. O governo também está avançando com os estudos para levá-la até Ipiranga e após Jardim Colonial.

A  concessionária ViaMobilidade – Linha 15, que já deveria ter assumido a operação do Metrô, acabou tendo a licitação anulada provisoriamente pela Justiça após ação do Sindicato dos Metroviários. O governo deve recorrer.

Estação Morumbi da Linha 17 em janeiro de 2020 (CMSP)

Linha 17-Ouro
Projeto: nova linha de monotrilho cuja primeira fase ligará o aeroporto às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda.
Status: em andamento

O monotrilho da Zona Sul é, sem dúvida, um exemplo claro de projeto mal planejado e executado. Seu percurso passa por áreas complicadas, incluindo córregos, áreas ocupadas por habitações provisórias, cemitério e avenidas que ainda não saíram do papel, além de um trecho beirando o rio Pinheiros e de difícil execução. Não fosse apenas isso, foi licitado sem que os projetos estivessem prontos, mas quis aproveitar as verbas destinada às obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014, sem sucesso.

Para fechar a sequência desastrosa, o governo congelou as duas fases restantes da linha, uma que ligará o monotrilho à Linha 1-Azul no Jabaquara, e outra que passará pela região do Morumbi, incluindo Paraisópolis indo até a avenida Francisco Morato, onde se conectará à Linha 4-Amarela. Os dois trechos passam por comunidades carentes, mas envolvem a contrapartida da prefeitura da cidade. Na gestão Haddad, no entanto, as obras previstas foram suspensas.

Situação

Após anos de disputas judiciais e idas e vindas, o Metrô rescindiu contrato com o consórcio Monotrilho Integração, composto por Andrade Gutierrez, CR Almeida e Scomi. Em maio de 2019, a empresa lançou uma licitação para obras complementares da Linha 17 que foram vencidas pela Constran. No entanto, outras participantes recorreram e a decisão só foi tomada no início de 2020, com veredicto favorável ao Metrô. A empresa deve iniciar seus trabalhos no primeiro semestre de 2020.

Outra licitação, para os sistemas e trens de monotrilho, teve como melhor proposta a realizada pelo consórcio Signnaling, composto pelas empresas T´Trans, Bom Sinal e Molinari e que não têm um projeto próprio de monotrilho. Em vez disso, propuseram concluir os trabalhos da Scomi, assumindo seu espólio.

Em fevereiro de 2020, o Metrô excluiu o Signalling por questões financeiras e técnicas e apontou a chinesa BYD como vencedora. No entanto, semanas depois tanto o Signalling quando o consórcio CQCT, formado por empresas chinesas ligadas à CRRC, entraram com recurso administrativo para reverter a decisão.

Linha 18-Bronze
Projeto: nova linha em monotrilho que ligará o ABC Paulista às linhas 10-Turquesa e 2-Verde na estação Tamanduateí.
Status: cancelada

Segunda PPP de metrô do estado, a Linha 18-Bronze estava desde 2014 aguardando um empréstimo para o governo do estado executar as desapropriações do trecho. O valor deveria ter vindo originalmente de um repasse do PAC, mas o governo federal, endividado, só ficou na promessa. Sem essa verba, o governo do estado tentou obter autorização para um empréstimo no exterior, mas foi proibido pelo Ministério da Fazenda por conta da situação fiscal. Quando obteve o aval, no entanto, ainda assim a gestão Alckmin não conseguiu fechar um financiamento.

Situação

Após prometer tirar a Linha 18 do papel, o governador João Doria anunciou o cancelamento do projeto. Em vez de metrô, o ABC terá um BRT, corredor de ônibus com pistas expressas. Apesar de prever que o modal seria executado em menos tempo que o monotrilho, o governo do estado até fevereiro de 2020 não havia apresentado nenhum dado concreto sobre o projeto. A mais recente promessa é que isso ocorra até o fim do semestre.

O trajeto da Linha 19-Celeste

Linha 19-Celeste

Projeto: ligação subterrânea de metrô pesado entre Guarulhos e a região do Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo
Status: projeto básico e levantamentos

É a prometida linha que irá do centro de Guarulhos até o Anhangabaú na primeira fase. A gestão Doria tem dado atenção para esse ramal liberando a contratação do projeto básico e de estudos do solo e de desapropriações.

Situação

Trata-se de um projeto complexo e caro, estimado em R$ 15 bilhões e que deve ser oferecido à iniciativa privada. Nos últimos meses, o Metrô contratou empresas para realizarem os estudos que darão base para a produção do projeto básico, condição para o lançamento do edital.

O percurso estimado da Linha 20-Rosa

Linha 20-Rosa

Projeto: ligação subterrânea de metrô pesado entre São Bernardo do Campo e a Lapa
Status: parada

A Linha 20 era uma proposta de PPP do governo Alckmin cuja primeira fase ligaria a Lapa a Moema passando pela avenida Faria Lima. Mas o projeto foi considerado muito caro e acabou colocado na geladeira. Ao cancelar a Linha 18, o governo Doria tirou o projeto da linha Rosa do limbo, agora com a meta de incluir também a segunda fase, que vai da região de Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, até Moema.

Situação

Até mais cara que a Linha 19, a Linha 20-Rosa ainda não passa de um estudo simples. A expectativa é que em 2020 sejam contratados os projetos funcional e básico que darão subsídios para uma futura licitação. Um valor para isso foi adicionado ao orçamento do estado este ano, mas até aqui o Metrô não contratou nenhum serviço.

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Publicado por
Ricardo Meier

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