São Paulo deverá contar com três Trens Intercidades até 2034, prevê governo
Além da linha para Campinas, prevista para 2031, gestão estadual acredita que outros dois projetos possam ficar prontos logo em seguida
O governo do estado pretende viabilizar a operação de três linhas de trens intercidades no começo da década de 2030. Campinas, Sorocaba e São José dos Campos seriam as prioridades.
A informação foi dada por Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos de São Paulo, durante o podcast realizado pela Revista Ferroviária.
Durante a conversa, Benini expôs um cronograma sobre as entregas dos próximos trens regionais de passageiros no estado.
O TIC entre São Paulo e Campinas (Eixo Norte) será o primeiro a sair do papel, como esperado. A previsão é de que o serviço possa operar em 2031.
A TIC Trens, operadora do novo serviço, demonstrou interesse em acelerar etapas do projeto.

O TIC entre São Paulo e Sorocaba (Eixo Oeste) deverá ser o próximo a ser leiloado. A expectativa do governo é entrar no novo serviço entre os anos de 2031 e 2032.
O projeto já consta das prioridades da Secretaria de Parcerias em Investimentos, inclusive.
Já o TIC entre São Paulo e São José dos Campos (Eixo Leste) virá na sequência. A estimativa do governo é de operação em meados de 2033 e 2034.
A ferrovia é considerada adequada para trens de média velocidade, mas ainda não há uma decisão quanto ao melhor trajeto até o Vale do Paraíba.
A estação terminal na capital também pode ficar entre Penha, favorita, e Gabriela Mistral, dependento do percurso escolhido.
Benini, no entanto, não fez previsões para o TIC Santos, que é o mais complexo de sair do papel. O projeto passa por avaliações sobre a tecnologia para vencer a Serra do Mar e chegar ao litoral.

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Malha ociosa e padronização
O secretário ainda revelou o interesse do estado de São Paulo na malha ferroviária ociosa, ou seja, aquela que não tem mais tráfego de trens de carga.
As conversas com o governo federal poderiam levar ao repasse da posse destes trechos considerados antieconômicos pelas empresas de carga, viabilizando serviços ferroviários de passageiros.
Outro ponto de interesse é a padronização do sistema Intercidades. Segundo Benini será adotado como padrão a bitola larga de 1,60 m em toda a rede ferroviária do estado.
