Tatuzão Cora Coralina recebe estrutura de reação em preparativo para reinício de escavações

Equipamento está posicionado na estação Aricanduva da Linha 2-Verde, de onde partirá em direção à Guilherme Giorgi

Cora Coralina e a estrutura de reação na parte inferior
Cora Coralina e a estrutura de reação na parte inferior (Reprodução)

A tuneladora Cora Coralina ganhou um ‘suporte’ fundamental para reiniciar as escavações dos túneis da Linha 2-Verde. O consórcio responsável pela sua operação instalou a estrutura de reação, um anteparo metálico que serve como apoio para que o tatuzão possa se movimentar enquanto está em ambiente aberto.

A enorme peça foi flagrada em imagens que circulam nas redes sociais. Cora já foi arrastada dias atrás para a posição de emboque, ou seja, bem em frente à parede onde reiniciará seus trabalhos. O destino é a estação Guilherme Giorgi que, bastante adiantada, já está preparada para recebê-la.

A segunda etapa de escavações do tatuzão, o único no momento em atividade em São Paulo, recomeçou no final de dezembro a partir da futura estação Penha. De lá, o equipamento avançou até o VSE Soares Neiva, um trecho de 330 metros coberto em cerca de um mês.

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Após isso, no entanto, houve algumas dificuldades com o solo pouco antes de chegar à Aricanduva, o que atrasou o trabalho. Cora Coralina acabou rompendo a última parede do percurso em 13 de abril e desde então passa por serviços de manutenção antes de retomar a operação.

Túnel escavado pelo tatuzão no sentido Penha (Reprodução)

Dois tatuzões em direções opostas

O avanço da tuneladora é importante para que a expansão da Linha 2-Verde não atrase mais. Em tese, o trecho de quatro estações, incluindo Santa Isabel, Guilherme Giorgi, Aricanduva e Penha, deve ser entregue em 2028 mas o prazo não é seguro, na opinião deste site.

Ao mesmo tempo, a estação Penha precisa liberar sua vala de fundo para que ela seja concluída. Para isso não só Cora Coralina deve encerrar as escavações – já que todo material extraído é retirado por lá -, mas outra tuneladora, Hebe Camargo, terá de iniciar trabalhos no sentido de Guarulhos.

Isso deve ocorrer no segundo semestre, como prevê o Metrô. Será uma situação similar à dois tatuzões da Linha 6-Laranja, que partiram do VSE Tietê e lá despejavam terra e outros materiais escavados.