Tatuzão “Hebe Camargo” começa a tomar forma na estação Penha
Maior tuneladora já usada na América Latina deve iniciar escavações em setembro com destino a Guarulhos
Aos poucos, a gigantesca tuneladora “Hebe Camargo” vai ganhando forma no fundo da vala da estação Penha, da Linha 2-Verde do Metrô. Imagens compartilhadas em redes sociais nesta semana revelam mais um estágio atingido, com a couraça recebendo mais peças importantes.
A estrutura da porção frontal do tatuzão abriga vários equipamentos importantes de pressão, cabine de comando, pistões e o mecanismo de extração de terra e montagem dos anéis de concreto. Atrás dela vem o backup, vários módulos de apoio que fazem deste o maior equipamento do gênero a ser usado na América Latina.
A soldagem dos painéis acabou danificando a pintura de ‘partida’ do tatuzão, onde está logo do Metrô, das empresas do consórcio responsável e outros órgãos como o BNDES mas ela deve ser retocada até setembro, quando está previsto que Hebe comece a escavar em direção à Guarulhos.
Na parte frontal, o anteparo onde será encaixada a roda de corte parece pronto para recebê-la Este é um momento emblemático no processo, sempre divulgado pelo Metrô, a chamada “descida da roda de corte”.
Anteparo onde a roda de corte de Hebe Camargo será montada (Redes sociais)
Assim como Cora Coralina, a nova tuneladora também foi fabricada na China pela empresa CREG. Ela do tipo “Dual Mode”, ou seja, trabalha no modo EPB (Pressão Balanceada de Terra) e “aberto”, dependendo do solo.
Ela tem cerca de 133 metros de comprimento e peso de 2.600 toneladas. A roda de corte possui diâmetro de 11,67 m, padrão para a Linha 2-Verde, cujos trens usam bitola larga, de 1,6 m. O avanço médio esperado é de até 15 m/dia em solo e 10 m/dia em rocha.
A extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos inclui cinco estações: Penha de França, Gabriela Mistral, Fernão Dias, Ponte Grande e Dutra, as duas últimas já no município vizinho. Além disso, o ramal ganhará um grande pátio de manutenção, o Paulo Freire. A inauguração pode ocorrer em fases a partir da próxima década.
