Veja a localização exata do pátio da Linha 20-Rosa em São Bernardo

Instalação de manutenção também será ponto de partida de dois tatuzões que escavarão primeiro trecho do ramal de metrô

Projeção do Pátio da Linha 20-Rosa em São Bernardo
Projeção do Pátio da Linha 20-Rosa em São Bernardo (CMSP)

A Linha 20-Rosa, enfim, terá uma ‘casa’: após negociações demoradas, o governo do estado chegou a um acordo com a empresa Prologis e com isso parte da antiga fábrica que a Ford por décadas em São Bernardo do Campo abrigará o primeiro pátio de manutenção do ramal.

Até então, o Metrô estudava dois terrenos em Santo André, além de um segundo pátio perto da estação Santa Marina, na zona oeste de São Paulo – este ainda dentro dos planos.

O pátio que ficará localizado no bairro do Taboão, perto da divisa com a capital paulista, ocupará uma área aproximada de 230 mil m² na parte sul do enorme terreno.

A Prologis pretende erguer no restante da área um centro logístico enorme, mas reclamava que a escolha da companhia do estado afetava um ponto chave de seu projeto, a entrada e saída pela Via Anchieta, considerada crucial para que o empreendimento vingasse.

Após meses de discussão, o Metrô e a empresa encontraram uma solução que permitirá que tanto o pátio quanto o centro logístico possam acessar a rodovia.

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Os detalhes desse acerto não foram revelados mas um painel enorme mostrado no espaço onde o governador Tarcísio de Freitas realizou um evento para anunciar o acordo trazia justamente uma planta do pátio.

Com essa imagem e mais uma planta da desapropriação fizemos a sobreposição no Google Maps e com isso mostramos abaixo a localização da futura área de manutenção e estacionamento de trens.

Pátio de trens da Linha 20-Rosa ocupará área onde existia fábrica da Ford (Montagem sobre imagem do Metrô e Google)

Como se nota, o pátio não chegará a ocupar um parcela muito grande da área disponível, porém, é justamente um trecho estratégico pela proximidade com a Via Anchieta além de ser um local com uma cota mais baixa no terreno.

Para o Metrô, esse espaço é ideal porque já contempla a passagem da Linha 20-Rosa em seu subsolo. Como mostra a imagem, há duas saídas de emergência no terreno e a planta revela os dois túneis singelos que darão acesso ao pátio.

Será uma rampa até chegar à superfície quanto os trens percorrerão uma longa curva para se alinhar com o estacionamento. Dali existirão vias para levar as composições para outros blocos cobertos onde serão feitos os serviços.

Há ainda um prédio administrativo logo na entrada do complexo, mas não se sabe se o Centro de Controle Operacional da Linha 20 ficará ali, como ocorre em outros ramais.

Mapa atualizado com as estações da futura Linha 20-Rosa (Divulgação Metrô)

Outra função fundamental do pátio é servir de ponto de partida de dois dos tatuzões previstos. Um vai escavar no sentido de Santo André enquanto o outro avançará no sentido contrário, chegando à capital paulista.

Há outras duas tuneladadoras previstas, mas o governador deu declarações ambíguas sobre o uso delas. Em dado momento ele disse que as quatro máquinas operarão de forma simultânea enquanto em outra ocasião citou que o trecho do ABC será o primeiro a começar.

O que está bastante claro, contudo, é que a Linha 20-Rosa será implantada pelo Metrô de São Paulo, nos moldes da Linh 19-Celeste. Isto é, por meio de licitações em lotes para projeto executivo e obras civis.

É um panorama diferente do pensado até então, quando se falava numa grande concessão, possivelmente em formato de Parceria Público-Privada (PPP). Isso também coloca em dúvida a hipótese de concessão conjunta com algum ramal em operação como a Linha 1-Azul. Se o Metrô vai operar a Linha 20 no futuro, já é outro assunto.

O ramal deverá ter 33 km e 24 estações ligando a zona oeste da capital ao ABC Paulista e oferecendo conexão com inúmeras outras linhas. A intenção do governo é lançar as licitações em 2027 o que permitiria iniciar obras em 2028. A entrega, estimada em apenas cinco anos, é uma hipótese para lá de otimista, contudo.

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