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Veja como estão as obras do Metrô e da CPTM

Apesar de tantas linhas estarem sendo expandidas ou criadas, ritmo dos trabalhos é lento
Shield duplo, vulgo tatuzão, na Linha 5
Shield duplo, vulgo tatuzão, na Linha 5
Shield duplo, vulgo tatuzão, na Linha 5

Veja como andam as principais obras do Metrô e CPTM em agosto de 2015.

Linha 2

Com pouco mais de 14 km, a Linha 2 é atualmente é a mais confortável da rede, mas deverá se transformar no ramal que mais transporta passageiros na próxima década. Um novo plano de expansão mais que dobrará sua extensão, indo em direção a Guaurlhos e cortando a Zona Leste. A linha também é a primeira administrada pelo Metrô a testar o sistema CBTC, que promete diminuir o intervalo entre os trens, mas a implantação, a cargo da francesa Alstom, está anos atrasado. É usado aos fins de semana, mas não é confiável para aplicação nos dias úteis. O Metrô já prometeu várias datas para inicio de operação comercial, mas eles nunca foram cumpridos. Rumores dizem que a empresa estatal exigiu modificações complexas para atender suas necessidades e isso teria atrasado o projeto.

Em relação à expansão, mais incertezas. Em resposta a uma solicitação do blog, o Metrô informou que a ordem de serviços para início dos trabalhos ocorrerá neste semestre, mas as dificuldades financeiras de parte dos vencedores dos lotes (Mendes Junior e a espanhola Acciona) colocam um ponto de interrogação se o governo emitirá o documento. O prazo para inauguração é de 2021, a princípio.

Linha 4

É o maior abacaxi do Metrô hoje em dia. A linha sempre teve problemas em seu longo período de implantação. Depois do acidente de 2007, que vitimou sete pessoas, a linha foi aberta apenas em 2010 e começou a operar plenamente no final de 2011, quando interligou várias linhas da rede. Mas a segunda fase, iniciada em 2012 com a construtora espanhola Isolux-Corsán Corviam, levou três anos para concluir apenas uma estação até haver o rompimento do contrato.

Agora o governo vive uma situação inusitada. Terá de refazer a licitação, o que atrasará ainda mais sua entrega (há estações que tiveram o trabalho iniciado em 2004), e também ressarcir a ViaQuatro, empresa que opera o ramal e que tem cláusulas mínimas de demanda não cumpridas pela demora em concluir o trecho.

Linha 5

Parecia ser a mais bem encaminhada de todas, mas também a Linha 5 tem algumas provações pela frente, a mais recente delas a relicitação do lote que inclui as duas próximas estações do ramal (Alto da Boa Vista e Borba Gato). O consórcio teria desistido de finalizar a obra, o que levou o estado a lançar novo edital. As duas paradas, mais Brooklin, têm previsão de abertura no início de 2017. Para que isso ocorra, no entanto, será preciso que o sistema CBTC seja adotado a fim de permitir que a nova frota P de trens passe a operar – ela só está equipada com a nova tecnologia.

Além disso, as escavações dos três shields estão atrasadas, impedindo que as estações sejam finalizadas. Última a começar a ser construída, a estação Campo Belo teve, inclusive, que mudar seu cronograma de obras para permitir que as duas tuneladoras menores passem por ela ainda em 2015 e não atrasem ainda mais os trabalhos.

Há ainda a sombra da operação Lava Jato que atinge praticamente quase todas as construtoras com lotes na linha.

Linha 6

Esperança do governo para um modelo eficiente de construção, a Linha 6 tamém passa por percalços. Embora seja uma PPP, a linha já está atrasada por conta das desapropriações que passaram por várias contestações jurídicas e agora, segundo o jornal Valor, padece da falta de pagamento aos imóveis pelo estado. Por enquanto, poucas frentes de trabalho foram iniciadas, o que coloca em risco o prazo de abertura em 2020.

Linha 9

A extensão até Varginha, que parecia uma obra simples, tem se arrastado nos últimos meses. O governo do estado diz aguardar verbas federais para regularizar a situação.

Linha 11

A linha Coral deve ser a única a ter novidades este ano. A nova estação de Ferraz de Vasconcellos está quase pronta e deve ser aberta em agosto. Já Suzano, que está sendo preparada para receber o Expresso Leste e a Linha 12, segue quase parada, mas perto da conclusão.

Linha 12

Além da chegada à Suzano, a linha ganhará uma nova estação Engenheiro Goulart quando a Linha 13 for inaugurada. Outra parada prevista é Tiquatira, também parte da Linha 13 e que se conectará à Linha 2, mas tudo ainda num horizonte distante.

Linha 13

Primeira nova linha da CPTM desde sua criação, a Linha 13 já estourou o otimista prazo dado pelo ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que alegava que o projeto levaria 18 meses para ficar pronto. Nesse meio tempo, pouca coisa aconteceu. Os pilares surgiram em quase toda a extensão, mas ainda há vários trechos de pontes e viadutos não iniciados. As obras engrenaram nos últimos meses, mas parece impossível vê-la funcionando dentro de dois anos.

Linha 15

Juntamente com a Linha 4, a linha Prata é outra das dores de cabeça do governo. Prometida como um monotrilho rápido e eficiente de construir, a Linha 15 já está há seis anos em obra e sem que o único trecho pronto, entre as estações Vila Prudente e Oratório, funcione em horário comercial.

O pior é que o trecho até São Mateus, que já tem as vias praticamente prontas, está atrasado porque as próximas estações dependem do desvio de um córrego para serem construídas. Já o trecho pós-São Mateus continua sem obras.

Linha 17

Outro monotrilho, a Linha 17 surgiu como obra da Copa, mas logo ficou claro que não seria possível concluí-la tão rapidamente. Embora as vias tenham sido levantadas de forma rápida (mesmo com um acidente fatal), o ponto mais importante do ramal foi deixado para depois, o pátio, vital para início dos testes com o trem da malaia Scomi. Este ano, as estações e o pátio estão num ritmo bom, porém, longe de darem condições para que os testes comecem. Sobre o material rodante, nenhum notícia.

Linha 18

Os moradores do ABC têm toda a razão em não acreditar nas promessas de políticos. A Linha 18 demorou a ser licitada, virou uma PPP, mas nem isso fez com que as obras virassem realidade. O impasse está nas prometidas verbas federais para desapropriações. Enquanto elas não vêm, o governo do estado não vê uma forma de iniciar as obras.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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