Aditivo de contrato para obras da Linha 5-Lilás até Jardim Ângela deve ser assinado até março
Afirmação partiu do diretor de operações da ViaMobilidade. Estações Comendador Sant’anna e Jardim Ângela contarão com batalhão da polícia militar
Prometida pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a extensão da Linha 5-Lilás até Jardim Ângela deverá ter o aditivo de obras assinado até março de 2026, revelou o diretor de operações da ViaMobilidade, Antônio Márcio, nesta quarta-feira, 17.
A declaração foi dada durante encontro com jornalistas nas instalações da ViaQuatro (parte do Grupo Motiva) na Vila Sônia.
Com quase 5 km, a expansão contará com duas novas estações, Comendador Sant’Anna e Jardim Ângela e deve atrair mais de 100 mil passageiros por dia ao ramal metroviário.
No entanto, apesar da evolução de estudos e da autorização para a ViaMobilidade avançar com outras atividades, a obra ainda depende de um acerto similar entre a empresa e a Artesp, agência do estado que supervisiona a concessão.
Antonio Marcio Barros Silva, diretor de operações da ViaMobilidade e ViaQuatro
Para isso é preciso equacionar o projeto de obras civis, as desapropriações, o impacto ambiental e o investimento em sistemas e material rodante – a ViaMobilidade deve adquirir mais 22 trens que se juntarão às 26 composições da Frota P.
Além disso, o investimento deverá ser dividido entre a ViaMobilidade e o governo que, se seguir o exemplo da extensão da Linha 4 até Taboão da Serra, ficará com a maior parte do custo.
Na proposta de orçamento estadual para 2026, a gestão Tarcísio previu um avanço físico de 10% no projeto, porém em 2027 – no ano que vem não há referência a qualquer evolução.
Localização da Estação Comendador Sant’anna (ViaMobilidade)
Um dos motivos do atraso envolve a Prefeitura de São Paulo que abandonou a parceria com o governo para ampliar uma avenida que serviria para parte do trajeto.
A despeito da meta apenas em 2027, o orçamento do ano que vem prevê destinação de R$ 400 milhões para o projeto via Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI). O montante pode ser usado para processos de desapropriações necessárias além de custeio dos projetos e estudos para implantar o novo trecho.
No começo do ano, a mesma Assembléia autorizou a gestão estadual a contrair um empréstimo de R$ 2,7 bilhões para o projeto. Em julho, a prefeitura deu aval para a expansão enquanto a ViaMobilidade previu que iria contratar a empresa para as obras em setembro.
O executivo também confirmou que o plano do projeto é prever uma área para batalhões da Polícia Militar junto das duas estações.
