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Clodoaldo Pelissioni resume a situação das principais obras do Metrô e CPTM

Faltando pouco mais de seis meses para fim da gestão, secretário dos Transportes Metropolitanos faz um apanhado geral da situação da rede metroferroviária
Projeção da futura estação São Paulo-Morumbi da Linha 4 (Consórcio HNL e 23 SUL)

Como prometido na primeira parte da entrevista com Clodoaldo Pelissioni neste artigo o secretário dos Transportes Metropolitanos do estado responde a diversos assuntos relacionados ao Metrô e CPTM.

Pelissioni está à frente da pasta desde 2015, no segundo mandato de Geraldo Alckmin. Nesse período, sua gestão se caracterizou por resolver algumas situações complicadas como a paralisada da fase 2 da Linha 4-Amarela e por focar na entrega das duas linhas de monotrilho do Metrô que já acumulavam atrasos e indefinições. O secretário também precisou lidar com os problemas causados pela suspensão da construção da Linha 6-Laranja pelo consórcio Move São Paulo, além da suspensão dos projetos da extensão da Linha 2-Verde e Linha 18-Bronze.

Outro aspecto que deve marcar seu período à frente da secretaria são as concessões de linhas à iniciativa privada. Além da linhas 5 e 17, repassadas à Via Mobilidade, a meta é leiloar também o monotrilho da Linha 15 e deixar o edital da concessão das linhas 8 e 9 da CPTM pronto. Veja a seguir os principais pontos da entrevista.

O modelo de Parceria Público-Privada (PPP) plena deu errado (devido ao fracasso das negociações com a Move São Paulo)?

A questão da Linha 6 nós estamos partindo para a caducidade ainda neste mês, espero.  O que acontece não é a revisão do modelo ou que a Linha 6 não deu certo porque foi uma PPP, mas porque as empresas envolvidas no Lava-Jato não conseguiram financiamento no BNDES. O modelo em si não está descartado. Talvez a PPP integral por ser uma obra “green field” (nota da redação: termo utilizado para descrever uma área de terra em que nenhuma infraestrutura foi construída), pelas obras serem enterradas você tem um risco maior, imprevistos. Nós estamos estudando se em vez de ser PPP integral passa a ser uma PPP parcial, ou seja, o Metrô poderia fazer obra e incluir os trens e os sistemas na concessão, como foi o caso da Linha 4.

O monotrilho ainda tem espaço no Metrô?

O grande teste será com a Linha 15-Prata. Em julho queremos entrar em operação comercial e inaugurar mais uma estação (Jardim Planalto, que acabou fora da entrega de abril). E em setembro mais três. Será um dos monotrilhos mais carregados do Brasil ou do mundo.

Existe a possibilidade de termos no futuro algum tipo de autoridade metropolitana unindo Metrô, CPTM e EMTU, como se vê no exterior?

A autoridade metropolitana não é só unir Metrô, CPTM e EMTU. Seria unir todos os municípios da região metropolitana, como é nas grandes metrópoles do mundo. Madri, Londres e Paris tem, mas isso depende muito dos prefeitos dessas cidades. Está se discutindo incluir isso no Estatuto da Cidade e recentemente estive num debate da Assembléia sobre o tema. Agora, o que o Estado pode fazer antes é ter um agência de transporte de passageiros e a ideia é a EMTU se tornar essa agência. Ela já gerencia a concessão de ônibus e criaríamos lá uma área de trilhos que possa fiscalizar as concessões privadas e talvez fazer um contrato de gestão com Metrô e a CPTM para que eles possam ter qualidade comparada aos contratos privados e também custos comparáveis. Depende mais dos prefeitos abrirem mãos dos seus ônibus municipais. Teria que delegar para a autoridade metropolitana. Por isso que teria que ter um arcabouço institucional adequado. Talvez a prefeitura (de São Paulo) com a concessão da bilhetagem já possa ser o primeiro passo entre governo do estado e a prefeitura.

Técnicos de transportes geralmente dão prioridade às linhas de metrô mais centrais, mas as decisões políticas recaem em ramais pendulares. Qual a solução ideal?

Eu tenho uma visão, não sou da área. É que o metrô precisa ser construído em áreas muito adensadas. Metrô é para muita gente. Não dá para construir metrô para atender 100 mil pessoas. Por exemplo, estender uma linha em 10 km para atender 200 mil pessoas é muito pouco. Precisa ter metrô em algumas regiões centrais de São Paulo que não possuem linhas ainda. É o caso do bairro do Itaim (Bibi), ali precisa de metrô. Deve ser atendida no futuro pela Linha 19 ou 20. Essas seriam importantes porque tem muita concentração de pessoas. Na periferia, algumas regiões talvez, outras não, que podem ser ser atendidas por corredor de ônibus com integração. E com isso tem um investimento menor. Essa é minha opinião.

Acesso secundário da estação Hospital São Paulo: inauguração agora passou para julho

Temos visto o crescimento do comércio ilegal a bordo dos trens da CPTM e Metrô. Existe solução para essa situação?

A crise economia é muito complicada. Não temos como ter um segurança em cada vagão. Nós estamos combatendo mas esperamos que a melhora da economia do país possa reduzir os ambulantes.

O transporte coletivo nas grandes cidades depende cada vez mais de subsídios. Isso não é um risco no futuro?

Hoje o sistema estadual de transportes arrecadaria se não tivesse subsídio (gratuidades e bilhete único, por exemplo) em torno de R$ 8,5 bilhões. O estado precisa colocar cerca de R$ 2,3 bilhões entre subsídios e gratuidades na CPTM que é uma empresa deficitária, Metrô e EMTU. Não é considerado alto comparado a outros sistemas no mundo. Em Madri, por exemplo, o subsídio é de 53%, afinal são 153 municípios. A regra é simples: quanto maior a oferta maior o subsídio. Você não paga uma passagem de metrô para andar em uma linha só. Então nas concessões que já estamos fazendo a preocupação é que elas não gerem mais subsídios. Na Linha 5, por exemplo, nós vamos pagar R$ 1,80 por passageiro. Se andar em outra linha de metrô ainda sobra R$ 2,20 para outra linha. Se o passageiro utilizar a 4 e 5 não teria subsídio: R$ 2,20 com R$ 1,80 daria R$ 4.

Agora, no caso das gratuidades eu sou contra o caso dos 60 anos (idade onde começa a valer a gratuidade), Hoje as pessoas vivem cada vez mais então 65 anos seria bastante razoável. O estudante de baixa renda é preciso ter outro mecanismo de verificação por causa da chamada “autodeclaração de renda” (NR:o próprio aluno se qualifica como de baixa renda) que fez crescer muito o número de gratuidades no bilhete único.

Apesar disso, eu ainda acredito que ele não é tão alta, basta ver que na prefeitura (São Paulo) o subsídio da tarifa é de 33%. Então temos que procurar ter uma tarifa razoável. Hoje a tarifa é de R$ 4, o que dá em torno de 1,10 dólar. Veja o caso da CBTU (estatal federal que opera os metrôs de Recife e Belo Horizonte, entre outros) que recentemente deu um grande aumento na tarifa depois de 15 anos congelada. Isso não pode acontecer afinal em qualquer setor, a tarifa pública precisa ser atualizada.

E sobre o futuro da bilhetagem. Hoje vemos o Metrô com máquinas de autoatendimento e a CPTM testando o sistema QR Code…

Nós pedimos para a CPTM suspender o projeto do QR Code. O bilhete único, que o estado aderiu ao modelo da prefeitura de São Paulo, era um sistema bom em 2004, mas hoje está fraudado e a tecnologia é antiga. Infelizmente, o contrato que eles têm já está ultrapassado então a prefeitura teve a ideia, e nós apoiamos, de conceder o BU como um todo e quem sabe até a bilhetagem. Recentemente compramos 150 máquinas automáticas para o Metrô e estão funcionando bem.

Veja que no Metro é preciso contratar empresas para vender o bilhete único, o que é complicado. A ideia é quem ganhasse (a concessão) pudesse assumir tudo e usar uma tecnologia mais avançada que impeça a fraude como é o caso do BOM (bilhete integrado do estado). Ele nunca teve fraude e usa uma tecnologia melhor que a do BU.

O estado precisa é ter o controle sobre o que acontece na bilhetagem, arrecadação, controle diário etc e é isso que buscamos com concessão do BU. E aí pode ser qualquer tecnologia, QR code, celular, biometria. Hoje temos que limitar o BU para evitar fraudes afinal de contas são cerca de 15 milhões de cartões na praça. Acho que a concessão será uma boa solução de médio prazo ao avançar tecnologicamente e reduzir o custo que é bastante alto para nós. Cerca de 24% dos usuários pagam em dinheiro na CPTM e 18% no Metrô. Manter bilheteiro é vantajoso em algumas situações, mas tem estação que vende pouco. O bilheteiro acaba custando mais caro que a receita.

Quando a Via Mobilidade deve iniciar a ampliação e reforma da estação Santo Amaro, hoje um gargalo entre as linhas 5 e 9? 

A reforma da integração entre as linhas 9 e 5 tem um cronograma no contrato. A Via Mobilidade tem que apresentar um cronograma da reforma em até 18 meses contados da assinatura do contrato, ou seja outubro de 2019 . E a reforma tem que estar pronta em até 42 meses da assinatura do contrato (outubro de 2021).

Quando serão entregues as últimas estações da Linha 5?

Em julho teremos mais 4 estações entregues (AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin) e no final do ano, a estação Campo Belo.

O que esperar da concessão da Linha 15-Prata?

Nós vamos fazer um roadshow na semana que vem em Bruxelas (Bélgica) para atrair operadores internacionais. No dia 22 teremos um roadshow nacional para apresentar o projeto a interessado. A ideia é conceder e assinar o contrato ainda em 2018.

Fábrica dos anéis dos túneis da Linha 6-Laranja, em Perus
Fábrica dos anéis dos túneis da Linha 6-Laranja, em Perus: prioridade para o governo

Embora a expansão da Linha 2-Verde esteja suspensa, a desapropriação está sendo realizada. Existe esperança de retomar o projeto?

Estamos revendo o contrato da Linha 2. Pedimos para o Metrô analisar a possibilidade de reduzir os custos da obra. Só a obra hoje custa R$ 6,7 bilhões (cerca de 14 km até Guarulhos). Agora ela vai ficar para a próxima gestão e sairá do papel sim. Os terrenos desapropriados estão sendo limpos e contam com vigilância, mas é um processo normal que não significa que a obra em si começou.

O que o senhor pode nos dizer a respeito do processo judicial que envolve as construtoras Andrade Gutierrez e CR Almeida no contrato da Linha 17-Ouro?

A Linha 17 tem um novo cronograma apresentado pelas empresas no último momento do prazo que nós estabelecemos. Nós vamos avaliar e se estiver tudo de acordo as empresas vão retomar a obras. Caso nós acertemos o cronograma com essas empresas aí não precisaria da decisão de juíza. Se não der certo vamos entrar com uma medida cautelar para que a juíza determine a retomada da obra. Ela (a obra) não está parada, temos mais de mil pessoas trabalhando nela.

Como está o projeto do túnel de interligação entre as linhas 2 e 4 (estações Paulista e Consolação)?

Estamos fazendo o projeto. A ideia é que talvez em 2019 o projeto fique pronto e seja possível licitar no ano que vem mesmo. É uma obra complicada de fazer e precisa ter recurso para tirar do papel. Talvez com a integração com a Linha 5 chegando em Klabin reduza o volume de pessoas na integração, mas mesmo assim a obra é necessária.

Quais linhas e ampliações o governo deve investir depois da conclusão das obras atuais? Linha 4 até Taboão? Linhas 19 e 20?

A linha 4 eu não sei lhe dizer hoje. Já as linhas 19 e 20 (Campo Belo-Guarulhos e São Judas-Lapa) são para um futuro mais distante. O governo deve dar sequência aos projetos mas isso é coisa não para a próxima gestão (2019-2022), mas para a outra (2023-2026). A prioridade do governo é concluir as obras que nós temos hoje: as linhas 5, 4 e 15 e depois concluir a 17 e a 9, que recentemente foi retomada. A Linha 6 é a primeira prioridade do governo, que já está começada, e em seguida as linhas 2 e 18. Só então será possível pensar nas linhas 19 e 20 que vão precisar de recursos.

Nossa gestão terá investido R$ 18 bilhões nesses quatro anos. Se o próximo governo conseguir investir o mesmo valor ainda assim não haveria dinheiro para as linhas 19 e 20. Veja que vamos ter uma sobra de recursos de financiamento das obras em andamento (17, 9, 5, 4). Temos ainda as obras da CPTM, a Linha 6 e talvez dê para retomar a Linha 2 e a Linha 18.  O que o Metrô até poderia fazer é contratar o projeto das Linhas 19 e 20 se houver dinheiro.

Ainda sobre as novas linhas, existe perspectiva de obter o financiamento para a Linha 18-Bronze?

Estamos caminhando com as negociações, temos um projeto na Assembléia para aumentar a possibilidade de financiamento para a linha, mas provavelmente não acredito que retome esse ano. A prioridade nossa é terminar o que estamos fazendo.

Trem da Série 9500 chega à Eng. Goulart: entrega da encomenda de 65 composições acaba em 2018

Qual será o cronograma da concessão Linhas 8-Diamante e Linha 9-Esmeralda da CPTM?

Nós terminamos os estudos da concessão, agora é uma decisão de governo. O benefício da concessão é o concessionário tornar todas estações acessíveis pelo menos na Linha 8 (a Linha 9 já tem um padrão bom), investir em energia e colocar CBTC (sistema de controle de trens mais avançado) na Linha 9. A Linha 8 talvez não precise, apesar que está avançado. Se reduzir os intervalos da Linha 9 vai torná-la um metrô de superfície. Muita gente vai usar a linha. Muitos trabalham na região Berrini e não pegam o trem porque é cheio. A linha fora do horário de pico é ótima, praticamente um metrô. Lembrando que a retomada das obras da extensão até Varginhas e Mendes já começou com os viadutos. Nós temos um edital de obras publicado das obras complementares e o outro deve ir até o final de maio ou começo de junho. Até o final do ano está tudo retomado.

Vai dar tempo de entregar todos os trens da encomenda de 65 unidades que a CPTM prometeu para este ano?

Nós entregamos já entregamos o 39º trem recentemente. Para este mês de maio serão mais dois a serem entregues. A ideia é que a cada mês sejam entregues de 3 a 4 trens até o final do ano de 2018.

E os novos trens da Linha 13?

Devem chegar a partir do final de 2019 e início de 2020. Vamos colocar lá oito trens da Hyundai e a hora que os trens chineses chegarem os 9500 seguirão paras outras linhas.

Ainda na CPTM, veremos em breve a redução de headway (intervalo entre trens)?

A redução de headway depende de sistema e energia. A linha 9 e 11 seriam interessantes reduzir headway. A linha 8 não precisaria reduzir, não adianta colocar trens a cada 2 minutos pois não vai ter demanda. Sobre os problemas de cautela (redução causada por problemas na via), a CPTM está fazendo novos contratos de manutenção para resolvê-los.

É comum vermos na rede metroferroviária mapas desatualizados das estações e agora isso ficou ainda pior com as inaugurações de 2018. Quando a secretaria vai conseguir resolver esse problema para os usuários?

Vamos resolver logo, devemos realizar uma atualização geral dos mapas no segundo semestre.

Edição de Ricardo Meier

Clodoaldo Pelissioni: “nas concessões que estamos fazendo a preocupação é que não gerem mais subsídios”

About the author

Fernando Galfo

É engenheiro por formação e entusiasta de obras de mobilidade urbana. Utiliza transporte individual diariamente mas acompanha e sabe da real e urgente necessidade de investimentos em infraestrutura e principalmente em transporte público aliadas com políticas públicas de redução da pendularidade do sistema de transportes

34 Comentários

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  • Muito se falou das expansões e a prioridade para terminar o que já começou.

    Mas e a gestão das empresas? De nada adianta um monte de trens e estações novas e linhas se a gestão da CPTM e metrô continuar ruim e no caso do metrô, decaindo cada vez mais.

    Qto mais irregular for, menos confiabilidade passará e mta gente irá voltar pro carro.

    E a mobilidade ativa? não se fala nada. Nem quero pensar se o PSDB ganhar mais uma vez em 2019, precisamos de renovação de cadeiras no Estado, com ideias novas!

    • A gestão das empresas foi dita na resposta da “autoridade metropolitana” com a criação de uma agência (no caso, incluir a gestão metroferroviária na EMTU)

      • Ora, o VLT de Santos é operado pela EMTU.
        Não vejo novidade nisso.
        O problema é a politica(gem).
        Bem comum ou dividendos eleitorais?
        “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!”

        Jeremias 17:5

  • Inacreditável como é fácil ser gestor em SP. Toda vez que tem uma entrevista a data de entrega muda e ninguém questiona. Não é feita uma única pergunta sobre os atrasos e mudanças constantes de prazos. Mais uma vez a as entregas da linha lilás não serão cumpridas e cadê o questionamento?!!

    • O intuito foi pegar o máximo de informações sem entrar no detalhe. Sobre os atrasos o momento ideal de questionar é na coletiva da inauguração da estação. Senão íamos ficar discutindo detalhes e não íamos ter informações dos outros assuntos/obras

  • Ah, tá de sacanagem entregarem as últimas três estações apenas em setembro!!!
    Podem anotar, ficará para outubro ou até mesmo depois das eleições, pois meia dúzia de funcionários estão trabalhando em cada estação…
    Promessas desse ano: fevereiro, março, abril, junho, agora agosto e setembro….

    Pior, nas 4 estações que entregaram em abril, AINDA não colocaram os postes de iluminação externa…

    E o povo não faz porcaria alguma, todo mundo quieto, ninguém questiona, ninguém pressiona, apenas reclamam na hora de votar na urna, e ainda assim votam nos mesmos de sempre….

    • Também pensei a mesma coisa! É horrível esperar por estações importantes como essas numa região cada vez mais difícil, viver espremido em ônibus, na linha vermelha e nos trens do abc.

    • O pior é que tem pessoas que questionam, porém para as pessoas erradas. Como por exemplo questionarem/se queixarem sobre o funcionamento em horário comercial das novas estações da linha 15 para funcionários das estações do metrô.

  • Poderiam questionar e sugerir que parte dos 36 trens da Linha 8 ordem em outras linhas como a 10 através de aditivo que permita operação em outras linhas, é um desperdício de dinheiro deixar carros novos sem roer porque a linha 8 não tem ctg enquanto que na linha 10 roda carros antigos problemáticos

  • Há uma cor que poderia ser uma nova linha no metrô de SP e que ainda não temos: Marrom. Existe algum projeto de uma linha Marrom futuramente pro metrô? Se sim, como ela seria?

    • Cor linha marrom que eu saiba não. Mas a Via Mobilidade, concessionária da L5 e L17 usará uma cor amarronzada como cor institucional. Foi possível ver a cor no cheque simbólico que o Governo recebeu da concessionaria em que no local da assinatura estava o logo. Pesquise no google e achará.

      • Entendo, mas ainda assim o nome e cor dessas linhas não será Marrom (e sim Lilás e Ouro, respectivamente). E isso não seria um problema pra uma futura Linha Marrom, pois a Linha 12-Safira tem uma cor bastante parecida com a cor oficial da linha Azul, por exemplo. E a linha Coral tem uma cor idêntica à cor laranja, que será a da linha 6.

        Acho que uma linha Marrom faz falta no metrô de SP, assim como uma linha Laranja (que pelo menos já tem obras iniciadas e percurso definido), pois esta é uma das principais cores e quase todo sistema de metrô internacional tem uma linha Marrom. Já temos projetos de linhas Rosa e Laranja, então poderíamos considerar a cor Marrom pra uma futura linha.

  • Além disso, existe algum projeto pra levar o metrô pra bairros como Interlagos (que já tem CPTM, mas que é ineficiente pra atender toda a população da região, só passa num pequeno pedaço dessa enorme e importante região e não passa por importantes locais da região como a própria Avenida Interlagos e o shopping)? E a Casa Verde (zona Norte)?

    • Pelo que eu sei, não existe.

      As próximas linhas em planejamento e com projeto funcional são a L19 e L22 .
      Ainda tem a L20 que é muito interessante também.

    • Tbm estava fazendo essa pergunta pois a Região de Interlagos,Cidade Dutra,Grajaú,Parelheiros é muito grande e densamente povoada e a linha 9 esmeralda é ineficaz para atender a demanda, e ela ñ passa pelas avenidas mais importantes(Avenida Interlagos,Avenida senador Teotônio Vilela),além do que a Prefeitura Regional da Capela de Socorro é a mais populosa da cidade.O Ideal seria uma nova de linha de metrô lingando o Terminal Grajaú(integração com a linha 9 esmeralda),passando pelo Hospital Grajaú e indo de encontro a Avenida Senador Teotônio Vilela,Avenida Interlagos e ir paralelamente ao corredor Norte Sul(passando pelo Aeroporto de Congonhas e integrando com a estação da linha 17 ouro) até a o destino final a estação Brás(Assim integrando com a linha 3 vermelha,linha 10 turquesa,linha 11 coral,linha 12 coral)e posteriormente chegar ao Aeroporte de Guarulhos ,assim,ligando os 2 principais aeroportos do Brasil a rede metroviária(Integração a linha 9 esmeralda na Estação Grajaú,a Linha 17 ouro na Estação congonhas,Linha 5 lilas na estação AACD-Servidor,Linhas 1 , 2 na estação Paraiso, estação Bras linhas 3,11,12 e por fim a linha 13 Estação aeroporto).Hoje só quem mora na zona sul sabe como é dificil chegar a região do Brás,tantas integrações e quase 2 hrs de ônibus,e essa linha poderia beneficiar a milhares de moradores de regiões sem a infraestrutura do transporte metroferroviário como a região de Pedreira e Cidade ademar.

  • Fernando, há alguma previsão para se iniciarem os trabalhos do túnel de ligação entre as estações Luz e Júlio Prestes? A meu ver seria uma obra que ajudaria muito a conectar os extremos oeste e leste da região metropolitana. A Linha 8 é isolada das principais estações do centro de São Paulo.

    • Samuel, não sei dizer. Mas você sabia que como munícipe, você tem direito a perguntar qualquer coisa para a administração? Após a lei de acesso a informação isso é possível. Acesse http://www.sic.sp.gov.br/Cadastro.aspx e faça sua pergunta de forma clara e objetiva à CPTM. Em 20 dias, por lei, eles tem que te responder.

  • Ele poderia falar o motivo de ter poucos funcionários nas obras.
    No vídeo do metrô mostra estações paradas, sem funcionários na obra, e a linha que vai ligar ao aeroporto.

    • Creio que é uma estratégia para acelerar a construcao do pátio, pois este visivelmente esta com um ritmo frenético de obras.

  • Fernando, essa segunda parte da entrevista tem alguns pontos que ficaram em aberto, mas outros bem esclarecedores! Como no caso da menção que foi feita pelo secretário com relação as obras de modernização da estação Santo Amaro. Se eu compreendi direito essa modernização não se limitará apenas nas dependências do Metrô, mas também nas dependências das CPTM. No geral foi uma boa entrevista! Mais uma vez, meus parabéns! Entendo que não possa ter se aprofundado mais com relação sobre alguns prazos de inauguração informados pelo secretário para não prejudicar a dinâmica da entrevista, mas no geral o saldo foi muito positivo!
    Acredito que o Metrô tem mostrado pouco os avanços das obras de Chácara Klabin e de Santa Cruz pelo fato de talvez essas estações serem mais complexas, pois elas serão estações estratégicas e de extrema importância na distribuição do gargalo da Linha 5 com as linhas 1 e 2 do Metrô.
    Abraços

  • Perguntei sobre a alteração de prazos das últimas 3 estações da Linha Prata para a página oficial do Metrô e me responderam que não tinham novidades sobre isso.
    Realmente, não acredito que inaugurem em julho, visto o andamento das obras, o que é um absurdo, pois teve uma época em que estas 3 estações, mais o Jd. Planalto, estavam mais adiantadas que as outras 5 recém inauguradas.)

  • Sem uma mudança drástica nas fontes de financiamento para o metrô, não tem como aumentar a malha de metrô em SP e nas outras grandes capitais mais rápido do que já vem sendo feito sem criar desequilíbrio fiscal forte e comprometer mais ainda outras áreas como educação, saúde, segurança, habitação e saneamento. O metrô é caro, mas é uma obra necessária , pois traz um benefício indireto, em termos de produtividade, redução da poluição, tempo para lazer e etc… que não tem como ser incorporado totalmente à tarifa, por isso a necessidade do estado investir. A PPP pode ajudar, mas não será a solução definitiva para a falta de recursos. Alguns especialistas apontam que o limite da PPP é em torno de 30% do valor total da obra. Dificilmente vai ser mais do que isso para o metrô. Mesmo assim, provavelmente os recursos da empresa privada serão conseguidos mediante empréstimos do BNDES, como na linha 6, que está parada. Para mudar a expectativa de crescimento do metrô tem que ocorrer duas coisas ao meu ver. Primeiro , o governo federal investir diretamente, sem ser por meio de empréstimos, mas com recursos que poderiam vir do tesouro nacional ou pela CIDE-combustíveis, agora mais difícil ainda por causa da questão do preço da gasolina. Mas aí, é uma questão de escolha. Ou queremos ter uma malha maior de metrô ou pagamos menos pela gasolina, combustível poluente. Estimativas dizem que a CIDE poderia arrecadar cerca de R$ 3bi por ano, só em SP. Daria para fazer 6km de metrô convencional por ano. A outra coisa que precisa ser feita é taxar mais os veículos, que hoje são 8 milhões na Grande SP,ou por meio do pedágio urbano, que pode arrecadar R$ 2,5 bi por ano, o que daria para fazer mais 5km, ou com algum adicional sobre o IPVA, todos vinculados a um fundo para investimento exclusivo no metrô.Mas são medidas polêmicas ,que a população não aceitaria. Se conseguissem implementar essas medidas, poderíamos ter 10 km por ano ou até mais construídos(13, 14km/ano), se considerássemos ainda as PPP´s, o que mudaria a perspectiva da cidade. Ou então, vamos continuar nessa lerdeza para aumentar o metrô. Nesse cenário ideal teríamos em 20 anos quase 300km a mais de metrô.

  • A região da Raposo Tavares precisa urgentemente de um transporte de alta demanda como o metro. Todo ano surge novos condomínios e a rodovia não suporta mais. Moro no km 18 (Jd Boa Vista), e levo 1h20 pra chegar até o Butantã, trajeto que é feito em 20m fora do horario de pico!

  • Quer dizer que para o nobre secretario 200.000 pessoas de demanda não justificam uma linha de metrô???Eu entendi certo mesmo?

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