Metrô seleciona consórcio que fará obras de readequação viária da Avenida Ragueb Chohfi
Empresas A3 Engenharia e Augusto Velloso venceram licitação com proposta de R$ 146 milhões, 42% mais barato que na primeira concorrência. Obras abrirão caminho para implantação da Linha 15-Prata
O Metrô de São Paulo anunciou a seleção e habilitação do Consórcio Augusto Velloso – A3 – Linha 15 para assinar contrato dos serviços de readequação viária da Avenida Ragueb Chohfi, na Zona Leste.
A empresa receberá um valor de R$ 146 milhões pelo trabalho, que tem como meta principal abrir espaço para implantação das vias da Linha 15-Prata, além de outros serviços menores.
A companhia esperava gastar R$ 183 milhões com o contrato, mas o consórcio ofereceu um valor sensivelmente menor e apenas R$ 910 mil mais baixo que a proposta da Álya Construtora, segundo colocada.
A ironia da licitação é que a Álya (antiga Queiroz Galvão), havia sido a única participante da primeira tentativa de licitar o projeto, em dezembro de 2022.
Na época, o Consórcio Expresso Ragueb (sociedade da Álya com a controvertida Coesa) pediu R$ 250,6 milhões para realizar o escopo do serviço, valor muito acima do que o Metrô esperava.
Diante da discrepância, a comissão de licitação tentou negociar e sem sucesso impugnou o resultado. O Consórcio Expresso Ragueb, no entanto, entrou com recurso, exigindo que o Metrô aceitasse sua proposta ao alegar que havia feito um “estudo aprofundado” para entregar uma proposta “de forma muito minuciosa”.

O Metrô rejeitou os argumentos e relançou a licitação em maio, com propostas abertas em 3 de agosto. Ao contrário da primeira rodada, desta vez 12 consórcios e empresas participaram da disputa, com valores de até R$ 209 milhões.
Opinião do editor
A licitação de readequação viária da Linha 15 é um exemplo nítido da falta de transparência que cerca as concorrências públicas. Como explicar que uma mesma empresa faça uma proposta de R$ 250 milhões e oito meses depois reduza o valor para apenas R$ 147 milhões?
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A descrição do serviço não mudou nesse meio tempo e é difícil crer que houve uma queda no custo dos insumos para motivar tamanha diferença, de 41%.
É direito de qualquer empresa privada pedir o valor que acha justo pelo seu produto ou serviço, mas saber que a Álya e a Coesa tentaram forçar a assinatura do contrato com o Metrô na época é de causar vergonha alheia.
