Com dívida bilionária, SuperVia entra com pedido de recuperação judicial no Rio

Concessionária foi criada em 1998 para operar cerca de 270 km de trilhos de subúrbio no Rio. Apesar da crise financeira, tarifa cobrada passará para R$ 5,90 em julho, uma das mais altas do país

O Ramal Japeri é o mais problemático e tem mais ocorrências (SuperVia)
O Ramal Japeri é o mais problemático e tem mais ocorrências (SuperVia)

A SuperVia, concessionária de trens urbanos do estado do Rio de Janeiro, entrou nesta terça-feira, 8, com pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justica do Rio.

“Com agravamento da pandemia e da crise econômica e social do Rio de Janeiro, a recuperação total do fluxo de passageiros está prevista apenas para 2023”, disse a SuperVia em comunicado a imprensa.

Antes da pandemia, a concessionária transportava, em média, 600.000 passageiros por dia. Hoje, a média caiu pela metade: 300 mil. De acordo com a concessionária, seria necessário uma média mínima de 450 mil passageiros/dia para cobrir os custos da operação.

As dívidas da SuperVia chegam ao redor de R$ 1,2 bilhão e os principais credores são o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Light, concessionária de energia do estado.

No próximo dia 1º de julho, a tarifa nos ramais operados pela SuperVia passará para R$ 5,90, uma das tarifas do sistema de trens mais caras do Brasil.

A concessionária é controlada pela GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated desde maio de 2019, quando assumiu a empresa das mãos da Odebrecht, sua proprietária a partir de 2010.

Criada em 1998 para operar os trens de subúrbio do Rio, a Supervia tem hoje cerca de 270 km de trilhos sob sua responsabilidade, que são atendidos por 201 trens em 104 estações.