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Conheça as estações mais movimentadas do Metrô e da CPTM

Estação Sé do Metrô: mais movimentada da rede metroferroviária em 2017 (CMSP)
Estação Sé do Metrô: mais movimentada da rede metroferroviária em 2017 (CMSP)

O sistema de transporte por trilhos de São Paulo é um dos maiores do mundo num quesito, o de número de passageiros transportados. Em seus mais de 340 km de trilhos, no entanto, temos hoje três empresas atuando e compartilhando usuários diariamente. Por essa razão, é um tanto confuso dizer exatamente quais estações são as mais movimentadas quando boa parte dos passageiros acaba utilizando mais de um sistema ou linha.

O blog solicitou à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), autarquia responsável pela área, o movimento das estações em 2017 e recebeu a lista das 10 mais movimentadas do Metrô e CPTM, além de todas as sete paradas da Linha 4, operada pela ViaQuatro, uma empresa privada. Os dados, no entanto, não obedecem o mesmo critério. Enquanto as duas empresas públicas enviaram informações sobre o movimento em dias úteis (MDU) a concessionária repassou os números anuais. Além disso, o Metrô incluiu as transferências de outras linhas na conta de cada estação, ao contrário da CPTM, que apenas contabilizou as chamadas “entradas”, quando os passageiros embarcam na referida estação.

Mesmo assim, é possível ter um panorama interessante do transporte metroferroviário. Pelos dados repassados, a estação Sé , que atende as linhas 1-Azul e 3-Vermelha, continua a ser a mais movimentada da rede, com mais de 536 mil usuários diários. A estação Luz, hoje epicentro de quatro linhas, na soma simples tem cerca de 425 mil usuários circulando por ela. Já a estação Palmeiras-Barra Funda, com uma linha de metrô e duas da CPTM, ultrapassa a marca de 355 mil passageiros diários enquanto a estação Brás é destino de quase 270 mil pessoas.

Do outro lado da cidade, o destaque vai para a estação Pinheiros. Ponto de ligação entre a linha 9-Esmeralda e a linha 4-Amarela, ela movimenta cerca de 250 mil pessoas por dia. Outra conexão volumosa está na estação República, onde as linhas 4 e 3 se encontram e que, somados os dados, significam um fluxo diário de mais de 260 mil pessoas. Perto dali, a dupla Paulista-Consolação é outra localidade disputada com mais de 260 mil usuários também – não é à toa que a Paulista é a número 1 na linha 4.

Sé é a mais movimentada, mas Luz também não fica muito atrás (clique para ampliar)

Atração nas pontas

Como é possível notar, todas as estações do Metrô na lista, assim como da CPTM, servem a mais de uma linha. Por essa razão, é natural que estejam entre as mais movimentadas. Mas e as estações que só atendem a uma linha, quais são as mais utilizadas?

De acordo com os dados disponíveis no site do Metrô, a estação mais movimentada nesse caso é a Jabaquara, da linha 1-Azul. Em dezembro, passaram por ela cerca de 89 mil pessoas diariamente. Entre as razões estão o fato de existir um terminal rodoviário conectado a ela, mas também pelo fato de ser ali uma região para onde convergem muitos passageiros vindos do ABC e regiões mais periféricas. Por ser a estação mais distante da linha na Zona Sul é esperado que ela atraia essa demanda. É o que ocorre em outras regiões da cidade como por exemplo Capão Redondo, a estação mais movimentada da linha 5-Lilás, com exceção de Santo Amaro (onde há a ligação com a CPTM). Ela movimenta nada menos que 71 mil pessoas. Tucuruvi, no extremo norte, também contribui com 67 mil usuários por dia.

No caso da CPTM, a estação Grajaú, da linha 9, teve um movimento de mais de 63 mil pessoas por dia, mais uma que é ponto final em seu ramal. Em seguida temos duas estações da linha 10, a Santo André e Mauá, um indício claro que o ABC Paulista necessita urgentemente de mais trilhos. A primeira teve 55 mil usuários diários enquanto a segunda, passou dos 45 mil.

Já entre as estações que não são atendida por mais de uma linha e nem estão nas pontas da rede o destaque é São Bento. A parada próxima a rua 25 de Março teve 81 mil passageiros em dezembro de 2017, pouco mais que Anhangabaú, da linha 3, com 74 mil pessoas.

A grosso modo, esses dados revelam que a rede, após ser unificada com o bilhete único, passou a exibir números muito grandes nos pontos de conexão que se espalharam pelas linhas. A tendência é que, à medida que mais estações sejam inauguradas e surjam outros pontos de conexão, esse fluxo se distribua de forma mais equilibrada e também que estações pouco movimentadas como Alto da Boa Vista, no Metrô, e Botojuru, na CPTM, as lanterninhas de cada companhia, possam atrair mais passageiros que os 3 mil e 1,5 mil que passaram por elas respectivamente.

Veja também: Três décadas depois, região central de SP ganha novo destino pelo Metrô

Acesso principal de Alto da Boa Vista: estação é a lanterninha em demanda no Metrô por enquanto

 

 

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

8 Comentários

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  • Quando a integração da linha 5-Lilás com a linha 1-Azul for concluída, a Sé vai ficar pior ainda (já que quem embarcar na linha 5-Lilás e quiser acessar a linha 3-Vermelha vai fazer uma segunda transferência por lá), e a estação Santa Cruz (onde a linha 5-lilás vai se encontrar com a linha 1-azul) vai ficar do mesmo jeito que a Sé, um inferno.

    • Marcio, o que voce falou eh verdade com respeito as estaçoes Sé e Santa Cruz, porem vai diminuir o movimento nas estaçoes Pinheiros e Paulista/Consolaçao visto que as pessoas farão outras integraçoes a partir da linha 5 lilás como voce apontou !

      • Verdade. E também, a diminuição do movimento nas estações Pinheiros, Paulista e Consolação vai vir às custas do inferno que a estação Chácara Klabin vai virar, já que lá é onde a Linha 2-Verde vai se encontrar com a 5-Lilás. Por enquanto, a Chácara Klabin é uma das estações menos movimentadas. Isso vai mudar em menos de 5 meses.

    • Um tempo atrás vi um mapa fictício com a linha 5-Lilás sendo estendida de Chácara Klabin até o Brás (Linha 3), bem que podia ser verdade iria ajudar bastante quem mora naquela região da Aclimação, Cambuci entre outras e desafogar a Linha 1.

  • Estender a linha lilas até as estacoes Dom Pedro ou Brás seria uma alternativa boa para distribuir o fluxo de passageiro que vem da leste para santo amaro. Porque a Sé vai ficar lotada novamente.

  • Pessoal que mora na ZL (não conheço nada por lá ), mas tipo vocês estão falando que a Sé vai ficar mais cheia por conta da linha 5.
    Mas tipo essa linha 15 , que algumas estações irão inaugurar este ano , não iria desafogar a linha 3 ?

    • Quem embarcar na linha lilás e quiser ir pro Anhangabaú, Praça da Bandeira ou algum ponto específico do centro que seja atendido apenas pela linha vermelha, terá que fazer uma segunda integração na Sé. Também tem a Barra Funda, Tatuapé, Brás, que são bairros atendidos pela linha 3 e que muita gente da zona Sul frequenta, e o próprio bairro de Itaquera (muita gente aqui na região do Capão e na zona Sul em geral vai fazer o trajeto Linha 5-Linha 1-Linha 3 pra ir pros jogos no estádio do Corinthians). Isso significa que vai ter um aumento no fluxo na Sé. A estação República vai ser beneficiada com a linha 5 também, já que ninguém vai precisar mais ir até lá pela linha Amarela pra acessar a linha Vermelha.

  • Matéria interessante, difícil encontrar conteúdo relacionado ao assunto, parabéns! Agora, sobre as estações Grajaú, Santo André e Mauá, se elas realmente têm os números de entradas citados, não deveriam estar na lista das 10 mais movimentadas, à frente de Tamanduateí, Osasco e Itaquera, que, de acordo com a matéria, têm números inferiores? Obrigado pelo espaço!

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