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Coronavírus faz número de usuários despencar ainda mais no Metrô e CPTM

Companhias registraram uma queda de 45% nas linhas de metrô e 35% nos trens metropolitanos, mas governo diz que oferta do serviço será mantida
Movimento de passageiros no Metrô caiu quase pela metade nesta quinta-feira (GESP)

O avanço dos casos de coronavírus em São Paulo e as medidas lançadas pelo governo do estado e pela prefeitura da capital, além de restrições de circulação causadas por empresas, escolas e outros estabelecimentos fizeram o movimento de passageiros no transporte público despencar ainda mais nesta quinta-feira. Segundo declaração do governador João Doria durante coletiva, o Metrô circulou com 45% menos usuários enquanto a CPTM recebeu 35% a menos de pessoas do que num dia comum.

Em média, trata-se do dobro de passageiros perdidos em relação a segunda-feira, 16, quando a Secretaria dos Transportes Metropolitanos havia registrado uma queda de 20% nas três empresas gerenciadas por ela – além do Metrô e CPTM, também a EMTU, de ônibus intermunicipais.

Apesar da redução dramática na demanda, Doria voltou a afirmar que a oferta de trens e ônibus será mantida nos atuais moldes. O governador, no entanto, reconhece que haverá uma “redução sensível na ocupação” nos próximos dias por conta do fim das aulas nas escolas públicas, além de outras restrições de circulação. Até esta sexta-feira, o estado acumulava 286 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19).

Fechamento de linhas e estações

A estratégia do governo do estado de São Paulo de manter o transporte público de grande capacidade tem sido diferente de outras regiões do país e do mundo. No Reino Unido, a TFL, empresa que administra os transportes de Londres, decidiu fechar uma linha e 40 estações que não fazem conexão com outros ramais. Tanto o governo do país quanto o prefeito da capital britânica têm pedido para que o público evite deslocamentos dispensáveis.

Em Washington, capital dos EUA, a queda de 85% no movimento do metrô obrigou a operadora a reduzir o horário de funcionamento. Ao mesmo tempo, foram fechadas duas estações de grande movimento de turistas e que atendem o cemitério nacional de Arlington e o museu Smithsonian.

No Rio de Janeiro, a Supervia, que opera os trens metropolitanos, anunciou que fechará oito estações na região da Baixada Fluminense a partir do sábado, 21. O governo do estado, no entanto, confirmou que haverá bloqueios em outros modais como o metrô, BRT e barcas.

Na Grande São Paulo, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que reúne os sete prefeitos da região, anunciou nesta semana a suspensão do serviço de ônibus municipal a partir do dia 29. A medida foi questionada pela gestão Doria, que pediu para que fosse reconsiderada. O governador considerou a atitude dos prefeitos “precipitada”, na sua visão.

No Rio de Janeiro, a Supervia fechará oito estações a partir do dia 29 (Supervia)

 

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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