Durante fase emergencial, linhas de metrô perderam poucos passageiros em abril

Movimento nas seis linhas metroviárias caiu apenas 7% em relação a março. Por outro lado, volume transportado no mês passado foi 84% superior a abril de 2020, o pior momento na pandemia
Estação Santa Cruz da Linha 1

Apesar do endurecimento das regras de isolamento social durante a fase emergencial decretada pelo governo Doria, o movimento nas linhas de metrô em São Paulo teve uma queda bastante modesta em abril.

Segundo dados levantados pelo site, houve uma redução de 6,8% na média de usuários em dias úteis nos seis ramais metroviários (incluindo os dois operados pela iniciativa privada).

A Linha 3-Vermelha, atualmente a mais movimentada do sistema, transportou em média 578 mil passageiros por dia, 18% a menos que em janeiro, quando teve a maior demanda do ano. A Linha 1-Azul obteve média de 532 mil usuários/dia enquanto a Linha 2-Verde foi a 3ª mais acessada, com 297 mil passageiros por dia.

Novamente, a Linha 5-Lilás superou a Linha 4-Amarela: foram 289 mil usuários contra 276 mil no ramal operado pela ViaQuatro. Após crescer em março, a Linha 15-Prata teve uma queda no mês passado em linha com os demais ramais.

Por outro lado, o total de passageiros transportados em abril mostrou uma enorme alta se comparado ao mesmo período de 2020. A explicação é que em abril do ano passado tivemos os piores números de passageiros desde o início da pandemia do Covid-19.

Número acumulado de passageiros transportados por linha do Metrô em 2021

Crescimento da demanda em relação ao ano passado

Naquele mês as seis linhas realizaram 26 milhões de embarques, incluindo transferências. No mês passado, por sua vez, esse total subiu para 48,5 milhões, ou 84% mais passageiros.

Ainda assim, trata-se de um número bem aquém da capacidade normal do sistema metroviário paulista que em outubro de 2019 chegou a realizar 140 milhões de embarques, equivalente a quase três vezes o movimento atual.

A demanda menor nas linhas de metrô, no entanto, deve agravar ainda mais a situação financeira da companhia que em 2021 já acumula um prejuízo superior ao de 2020. Para buscar recursos, a direção tem lançado várias concessões, entre áreas comerciais e direito de nomeação das estações.

Até mesmo a sede do Sindicato dos Metroviários, que ocupa um terreno do Metrô, pode ser vendida caso encontre interessados – a entidade foi avisada da possibilidade de ter de ser mudar no futuro.

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