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Edital de concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM pode sair em setembro

Meta do estado é repassar as duas linhas de trens metropolitanos para a iniciativa privada em 2020
Linha 9-Esmeralda, que deve ser concedida ao setor privado junto com a 8-Diamante | Foto: Rovena Rosa

A concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM já tem uma possível data para ocorrer. A publicação do edital de licitação está prevista para setembro de 2019, e o recebimento das propostas em dezembro. Com isso, as duas linhas serão as primeiras a serem operadas pela iniciativa privada na malha de trens urbanos paulista.

A informação consta em uma apresentação da Secretaria dos Transportes Metropolitanos que a pasta oficialmente não reconhece. A publicação revela um plano ambicioso de expandir a malha metroferroviária. De acordo com o texto, seriam feitas audiências públicas, obrigatório para o processo, a partir de junho deste ano (veja imagens com as telas).

A empresa ou consórcio que vencer a disputa terá que operar os trens em 77,6 quilômetros de trilhos, assim como requalificar os espaços. Com os trabalhos, a pasta espera o fluxo de passageiros cresça nas ferrovias. Na linha que liga Julio Prestes até Amador Bueno, passando por Itapevi, são esperados 530 mil passageiros diários, contra os atuais 478,7 mil transportados diariamente nos dias de hoje, aumento de quase 11%.

Já o eixo entre Osasco e Grajaú que corre ao lado da marginal Pinheiros, que atualmente carrega 573,3 mil passageiros por dia, levaria 611 mil usuários diários (6,6% a mais), já prevendo a extensão até Varginha, que vai acrescentar 4,5 km, cujo duas obras foram iniciadas em 2013 e têm previsão de entrega em 2020.

Uso comercial não esclarecido

O operador deverá administrar as linhas por 30 anos a partir da assinatura do contrato, com investimentos previstos 3 bilhões em via permanente, acessibilidade de estações, pátio de manutenção, passarelas, drenagem, muros, modernização dos sistemas de controle de trens e de energia, além de aquisição de novos equipamentos de manutenção.

Um dos objetivos em conceder as ferrovias é a redução de tempo de viagem e intervalos entre trens, com a conclusão da implantação do sistema de sinalização. Fala-se na redução para 3 minutos. A apresentação, no entanto, não cita aquisição de novos trens.

Também não é citado pelo documento, mas um dos atrativos para empresas seria o uso comercial do espaço nas estações. Não se sabe, no entanto, se o governo permitirá que a concessionária possa erguer prédios nos terrenos pertencentes às estações, por exemplo, ou se poderá ampliar essas edificações a fim de comportar lojas, serviços e outras formas de negócios.

Com a concessão, que teve os estudos iniciados pelo governador Geraldo Alckmin, antecessor de Doria, espera-se que a CPTM tenha uma economia de R$ 1,6 e que o estado deixe de aportar outros R$ 3 bilhões em investimentos.

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