Entenda como os trens da Linha 2-Verde acessarão o novo Pátio Paulo Freire

Área de manutenção está prestes a ser construída como parte da extensão do ramal de metrô até Guarulhos

Novo Pátio Paulo Freire poderá receber até 39 trens
Novo Pátio Paulo Freire poderá receber até 39 trens (Reprodução)

A Linha 2-Verde nasceu como um ramal, o “Paulista”, por conta das primeiras estações abertas em 1991 serem apenas um “rabicho” comparado às linhas 1-Azul e 3-Vermelha, mais estruturadas.

Ela cresceu com o passar do tempo, chegou à 14 estações e ganhou um pátio próprio, o Tamanduateí, mas que nunca se equiparou ao pioneiro Pátio Jabaquara (Linha 1) e, sobretudo, ao gigantesco Pátio Itaquera (Linha 3).

Não é por menos que os trens do ramal ainda utilizem estruturas dos outros dois ramais para realizar alguns serviços mais complexos.

E, a despeito do Pátio Tamanduateí passar por uma expansão neste momento, a Linha 2 precisa de uma estrutura à altura do seu futuro, quando será o ramal mais extenso do Metrô de São Paulo com quase 30 km.

Esse lugar tem nome: é o Pátio Paulo Freire, uma grande área de manutenção localizada próxima à Marginal Tietê e à divisa com o município de Guarulhos.

As obras no local estão prestes a começar, com a liberação do terreno desapropriado, mas pouco se divulgou sobre como será o pátio.

O túnel de acesso ao Pátio Paulo Freire, a partir do VSE São Pedro (Willian Moreira)

O MetrôCPTM publicou algumas projeções recentemente e agora revela com detalhes como será o caminho dos trens da Linha 2-Verde até área de manutenção.

Em visita ao canteiro de obras da estação Penha registramos mapas que mostram o trajeto da Fase 2, que vai desta estação até Dutra, já em Guarulhos.

Como mostramos, o surgimento de um condomínio residencial (na imagem acima a área listrada) obrigou o Metrô a mudar o acesso para ser feito por via elevada (superfície) saindo do túnel seguindo por cima da Avenida Paulo Freire, desembocando no pátio, um trecho aproximado de 300 metros.

A via de acesso partirá do VSE São Pedro, que ficará na rua de mesmo nome, próximo à Avenida Educador Paulo Freire, e fará uma curva para desviar dos prédios residenciais.

Como se vê na imagem, o acesso se dará no sentido de Vila Madalena e a saída apontando para Dutra, num arranjo similar ao Pátio Guido Caloi da Linha 5-Lilás, que também fica no meio do ramal.

Pátio ficará próximo da estação Fernão Dias (Willian Moreira)

Estação Fernão Dias com dois poços secantes

O mapa também mostra com precisão a localização da estação Fernão Dias (antiga Paulo Freire), a ser construída em grande terreno ao lado da Marginal Tietê. Ela terá dois poços secantes em seu acesso principal, como mostra a foto acima.

Será também a primeira de três paradas após o rio Tietê e pode ter um potencial de atrair passageiros oriundos de fora de São Paulo, pela facilidade de acesso a partir das rodovias Fernão Dias e Ayrton Senna.

Voltando ao Pátio Paulo Freire, ele compensará os mais de 40 anos em que a Linha 2-Verde não teve uma estruta de suporte adequada já que será um dos maiores do Metrô de São Paulo, com 62 mil m² de área edificada.

Planta do Pátio Paulo Freire (Willian Moreira)

Serão 32 vias permanentes e capacidade para armazenar 39 trens, ou seja, quase toda a nova Frota R, que a fabricante CRRC produzirá para o Metrô.

A área também incluirá outros equipamentos obrigatórios como lavador de trens, oficinas para diversos serviços, centros de controle operacional e de manutenção e instalações administrativas.

A entrega do pátio e da Fase 2 da Linha 2 deve ocorrer no início da próxima década.

Marginal Tietê e ao fundo onde ficarão o Pátio Paulo Freire e a estação Fernão Dias, Também se notam os prédios quem mudaram o projeto (iTechdrones)