Estação Clínicas ganhará nome comercial associado

Metrô de São Paulo lançou nova licitação de concessão de “naming rights” da estação da Linha 2-Verde nesta terça-feira
Estação Clínicas, da Linha 2-Verde
Estação Clínicas, da Linha 2-Verde (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo decidiu escolher uma nova estação para oferecer os chamados “naming rights”, ou direitos de renomeação parcial. Nesta terça-feira, 7, a companhia lançou a licitação de concessão da estação Clínicas, da Linha 2-Verde.

Os detalhes ainda não eram conhecidos quando esta nota foi publicada, mas Clínicas chama a atenção por não ter participado da primeira rodada de concessões. O Metrô tentou vender os direitos de seis paradas, mas só fechou duas delas, Saúde e Carrão, que receberam as marcas “Ultrafarma” e “Assaí Atacadista” por intermédio de uma empresa de marketing, real detentora dos naming rights.

Recentemente, a companhia do estado voltou a leiloar a estação Penha para a mesma empresa, a DSM, mas ainda não há um nome conhecido para estampar sua marca na comunicação visual.

Outras três estações bastante movimentadas – Anhangabaú, Brigadeiro e Consolação – acabaram fracassando mesmo com duas tentativas de leilão.

Exemplos de como podem ficar os totens e testeiras das estações do Metrô com o patrocínio

A escolha de Clínicas possivelmente segue a estratégia de Saúde, buscando algum nome associado à área médica já que a estação é vizinha do maior complexo hospitalar do Brasil.

A venda dos direitos de renomeação é uma das tentativas do Metrô de ampliar as receitas não tarifárias em meio ao seu grande prejuízo. No entanto, até aqui os valores arrecadados têm sido modestos, bem distante de projeções otimistas da companhia e do governo do estado. O vencedor pode associar sua marca ao nome da estação como complemento, além de aparecer em vários materiais de divulgação da rede metroviária.

A sessão de recebimento de propostas está marcada para o dia 7 de julho.

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12 comments
  1. Pura poluição visual, sonora, e ganhos pífios. Péssima ideia ficar mudando o nome das estações; só serve para confundir as pessoas. Nome de estações é algo tão tradicional que jamais deveria ter alterações ou homenagens a políticos que pouco ou nada fazem pela população.

    Eu tento não ser uma pessoa negativa, mas é difícil viu.

    (Mas a matéria está de parabéns) 😉

    1. Tenho esperança que a Nestlé patrocine a estação Brigadeiro. Será perfeito. Estação Brigadeiro Nestlé.

  2. Eu sou contra mudar os nomes das estações dessa forma porca que estão fazendo, já não chegam os parasitas da ALESP fazerem isso e agora o Metrô estraga os nomes das estações, espero que o próximo governador revogue isso tudo, eu revogaria e faria os nomes a voltarem o que eram antes e essas empresas se associariam ao Metrô de outra forma se quisessem, mas nos nomes, não!

  3. Pronto virou moda isso, é time de futebol é farmácia é super mercado é nome de político morto ninguém merece 🙄

  4. Ótima ideia. Com a arrecadação dos naming rights, o metrô pode suavizar a tarifa para os usuários. O nome da estação pouco importa, o que realmente importa para a grande maioria, é o preço.

  5. O ganho com a venda dos naming rights é minusculo nas finanças do metro, quem dirá deixar a tarifa mais barata

  6. Ficaria bom o nome da estação Clínicas Dr. Euclides de Jesus Zerbini (médico cirurgião competente).

  7. Neste caso porque o próprio governo de São Paulo não assume o nome do HC ou do Instituto do Câncer como boa referência de indicação para a população que tanto frequenta e sofre no complexo hospitalar, como eu que vi partir uma irmã mais nova no IC???

  8. Essas empresas de transportes só sabem ganhar dinheiro o serviço para a população é péssimo e caro alem de sobrecarregam os motoristas, maquista etc. O que precisa e mudar é a qualidade do serviço, melhorarem a qualidade dos seus colaboradores
    ainda “vendem”espaço para propaganda ou naming rights o correto é boicotar as empresas fazem parte desse absurdo. JA QUE O SERVIÇO PRESTADO E PESSIMO TANTO ONIBUS, TREM E METRO.
    E também seus colaboradores que trabalham em cargas horárias absurdas.

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