Estação “Carrão-Assaí Atacadista” é a primeira a usar os direitos de naming rights do Metrô

Empresa de atacarejo é a primeira a patrocinar o nome de uma estação do Metrô, motivada pela sua relação com o bairro da Zona Leste. Direitos de nomeação foram obtidos por meio de empresa de marketing
Esquema visual de como será a inserção do nome da Assaí (CMSP)

O Metrô de São Paulo anunciou oficialmente nesta quinta-feira (25) a primeira marca a ser associada a uma de suas estações. A empresa de atacarejo Assaí obteve o direito de renomear a estação Carrão, da Linha 3-Vermelha, e a rebatizará como “Carrão-Assaí Atacadista“.

A parada havia sido leiloada em junho e teve como única participante e vencedora a empresa DSM – Digital Sports Multimedia, que arrematou os direitos de nomeação parcial por R$ 168 mil de mensalidade por 10 anos. Ou seja, a DSM então revendeu os ‘naming rights’ para o grupo Assaí por valores não divulgados.

Curiosamente, a estação Carrão fica distante da Vila Carrão, onde a Assaí foi fundada e um dos motivos apontados para o patrocínio.

Segundo o Metrô, já a partir desta sexta-feira (26) as placas e toda a comunicação visual apresentarão a marca “Assaí Atacadista” associado ao nome da estação. A empresa de atacarejo também será citada nas mensagens sonoras dos trens mapas da linha e da rede metroferroviária, além do site, mídias sociais e aplicativos da companhia – resta ainda saber se as concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade e também a CPTM exibirão o patrocínio em parte de seus materiais.

O Metrô tentou leiloar os “naming rights” de seis estações em duas rodadas, mas apenas Carrão, Penha e Saúde foram arrematadas, todas elas pela DSM. A expectativa é que novas marcas sejam anunciadas em breve.

Ilustração do totem da estação (CMSP)

Opinião do editor

O projeto de concessão dos direitos de nomeação das estações tem ficado bastante aquém da expectativa inicial. Nos cálculos do Metrô, haveria grande interesse por paradas bem localizadas como Consolação, Brigadeiro e Anhangabaú, mas no fim nenhuma delas recebeu uma proposta dentro do esperado.

Frustrou também o fato de apenas uma empresa, com o intuito de ser uma espécie de atravessadora na negociação, ter se apresentado nos leilões, fazendo com que os valores ofertados fossem bastante baixos.

Sem marcas globais interessadas em associar seu nome ao Metrô, a Assaí ao menos é considerada uma empresa em franco crescimento e que tem ações negociadas nas bolsas e São Paulo e Nova York. Ainda assim, a rede de atacarejo poderia ter ela mesma participado da licitação.

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  1. Gostei da atitude dessa empresa de marketing. Se arriscou para depois caçar um cliente. Faz sentido, pois a companhia Metrô cuida de trens, enquanto que a outra é do meio do marketing.

    Eu vejo que para o Metrô aceitar o valor “baixo”, talvez eles pensaram que é muito melhor que R$0, mas também pode – se for bem sucedida – pavimentar uma futura valorização quando a concessão chegar ao fim.

  2. Eu não gosto desse negócio de naming rights, isso atrapalha e enfeia os nomes das estações que deveriam ser simples e facilitar a localização do povo! Deveria ter outra forma de o Metrô ter receitas acessórias sem alongar os nomes das estações que os parasitas dos deputados estaduais poluiram mundando os nomes de várias estações de forma porca e ridícula!

  3. enquanto nossas autoridades nao entenderem (ou nao quiserem entender) que transporte publico tem carater social e enquanto negocio nao é lucrativo (nem deve ser), mas que traz beneficios diretos e indiretos para toda a sociedade, talvez pensem em criar uma forma inteligente e definitiva para subsidiar o transporte publico

  4. Rapaz, que ideia idiota de colocar naming rights em estação de metrô….
    Nossa senhora, eu achei piegas pensarem em mudar o nome da Vila Cardoso pra “Dom Paulo Arns”, agora já até me arrependi de reclamar….

  5. Acho interessante o naming-rights da estação e até mesmo se houvesse comércio associado a marca dentro da estação. Não vejo problema e acho que pode trazer mais dinheiro para o metrô. Mas, trocar todas os mapas, mudar a chamada sonora dentro dos trens eu acho bem estranho. De repente, pessoas que usam a malha, mas não são de São Paulo, não vão entender nada. Fora o preço alto de ter que fazer todas essas alterações a cada marca que quiser se associar.

  6. Batizar estaçoes do metro com esses nome nao faz qualquer sentido, pois ja q aqui a linguagem adotada e o ingles ( drivetrown-deliver-shopping center-hamburguer- moto boy- bus- etc ….) sugiro q as estaçoes recebam nomes bem + pomposos, tais como: New York – Nice Lady – Gret Ass – Clean Pussy – Carniça-Rojo – Rain Black – Minervally – Green Devil …. etc …..

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