Estação Jardim Colonial recebe primeiro trem de monotrilho

Composição M06 realizou primeiro teste até a nova estação da Linha 15-Prata nesta madrugada, segundo revelou o presidente do Metrô, Silvani Pereira
Estação Jardim Colonial (iTechdrones)

Pouco mais de dois anos após ter suas obras iniciadas, a estação Jardim Colonial, da Linha 15-Prata do Metrô, recebeu a visita do primeiro trem de monotrilho, na madrugada deste sábado, 21.

A informação foi revelada pelo presidente do Metrô, Silvani Pereira, em seu perfil em rede social. A composição M06 percorreu o trecho entre São Mateus, atual estação terminal, e a nova parada, com cerca de 1,7 km de extensão.

Desde o começo de julho, a companhia realiza testes de sinalização e sistemas aos fins de semana, a fim de preparar o início da operação da estação, a 11ª do ramal.

Segundo informou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, Jardim Colonial será inaugurada em outubro. Portanto, o início de testes se dá com bastante antecendência à abertura da estação, ao contrário do que ocorreu em Mendes-Vila Natal, nova estação da Linha 9-Esmeralda, que opera de forma bastante simplificada desde a semana retrasada.

Como o site revelou, a estação Jardim Colonial também deverá operar isolada do restante do ramal. Isso porque para ser integrado ao carrossel será preciso concluir outra obra, a das áreas de manobras após a nova parada.

Esse trabalho é responsabilidade do consórcio CEML e ainda está um pouco distante da conclusão, que deve ocorrer em 2022. Por conta disso, o Metrô deverá abrir Jardim Colonial com apenas uma plataforma e um trem indo e voltando até São Mateus, onde os passageiros poderão se conectar com o resntate da linha.

Caso confirme a inauguração em outubro, a estação Jardim Colonial terá levado apenas 30 meses para ser concluída, algo bastante raro para uma obra metroviária. A razão envolve a implantação mais simples e barata que uma estação subterrânea.

Como deverá ser a operação até Jardim Colonial

Isso só não ocorreu em outros trechos por erros de projeto e a própria falta de conhecimento com o novo modal. Infelizmente, agora que o país absorveu e começou a entender esse conceito, a gestão Doria diz não ter interesse em replicá-lo além das linhas 15 e 17.

Assista ao vídeo do canal iTechdrones realizado nesta semana mostrando o estágio das obras na estação.

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  1. Que orgulho dessa linha!

    Deveria se tornar um padrão pro Brasil inteiro que deveria ter linhas de Metrô, a Linha 15 – Prata do Metrô de São Paulo.

    Quando feito direito, vemos o quão rápido e barato é melhorar a vida de milhares de pessoas, além de revitalizar as avenidas por ondem passam.

    1. O valor menor de construção tem o seus benefícios, verdade, pena que o atrito causado pelo pneu no concreto, no médio e longo prazo, pode tirar esses benefícios. Mais atrito, mais se gasta com energia, maior é custo para operar.
      – Trilhos = 750 kg/HP
      – Rodo = 170 kg/HP

      E isso foi apresentado, na época, como sendo um modal mais silencioso, mas não disseram o preço que iremos e estamos pagando.

      Quando é dito que trens são meios de transportes eficientes, não só a questão da quantidade de passageiros, mas também eficiência energética onde se leva mais com menos esforço graças aos trilhos.

      Por isso eu gosto daquele monotrilho antigo alemão, por ter um trilho e uma roda de aço, apesar de ser mais barulhento como um trem comum, não sofre com esse problema energético. Acho que seria uma opção mais sábia de monotrilho, tem as qualidade da L15, porém mais eficiente, e claro, não teríamos o problema de ter um pneu explodindo em cima das pessoas. ;P 🙂

      Mas já que fizeram, desejo longa vida à L15.

      1. Daniel, pesquise sobre os monotrilhos no Japão. A maior linda do mundo possui quase 33km de extensão e os trens são com pneus, assim como os da linha 15.

        Não venha colocar algo antigo no mesmo patamar das tecnologias atuais.

      2. É mais eficiente que o “Aeromóvel” que a fabricante brasileira abandonou em Porto Alegre (vive quebrado e sem assistência técnica adequada) e na Indonésia (onde o trem foi convertido para diesel por falta de peças- que a fabricante brasileira não conseguiu fornecer).

        1. O Aeromóvel na Trensurb tem média de 0,44 centavos por passageiro, quero ver se a L15 consegue média de custo menor que esse, senhor Ivo.

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