O Metrô e as empresas Camargo Côrrea Infra Construções (CCIC) e Construções e Comércio Camargo Côrrea (CCCC) assinaram na semana passada o 5º aditivo do contrato de construção da estação Morumbi da Linha 17-Ouro. Nele, a conclusão do projeto, antes previsto para este mês, foi postergado para 14 de março de 2021.

O novo atraso já era esperado diante do atual estágio das obras. Como mostrou o site em imagens aéreas, há bastante trabalho sobretudo de acabamento na estação. Não há qualquer informação sobre mudança nos valores que serão pagos para o consórcio, mas salta aos olhos como uma obra do Metrô pode atrasar sem grandes motivos – citar a pandemia é injusto já que outros canteiros estão em dia e a estação Francisco Morato foi entregue em agosto, antes do prazo, segundo a CPTM.

É fato que de nada adiantará terminar Morumbi se os demais contratos estão com problemas e farão com que o ramal de monotrilho só entre em operação dentro de no mínimo dois anos. Mas a obra da Camargo Côrrea não tem qualquer relação com eles, ou seja, uma análise fria da situação apontaria que a empresa deveria ser multada pelo atraso.

Na página que mantém na internet, a Camargo Côrrea informa que o andamento das obras estava em 98,5% em setembro, mas resta entender como esse 1,5% exigirá mais seis meses de trabalhos. O contrato com o Metrô, assinado em 2017, tem valor de R$ 114,1 milhões. No mês passado, estavam alocados no empreendimento 61 funcionários, bem menos que no pico da obra, quando a empresa afirmou que existiam 350 pessoas envolvidas com a construção.

A estação Morumbi será operada pela ViaMobilidade, concessionária que assumiu também a Linha 5-Lilás em 2018. O ramal tem apenas a fase prioritária em implantação, com 7,7 km e oito estações. Veja abaixo vídeo do canal iTechdrones mostrando a estação nesta semana: