Oitava e última parada da primeira fase da Linha 17-Ouro do Metrô, a estação Morumbi teve seus trabalhos iniciados oficialmente nesta sexta-feira (16) com a presença do governador Geraldo Alckmin. A nova estação, que deve ficar pronta entre o final de 2019 e o início de 2020, é importante para o monotrilho por fazer a ligação com a linha 9-Esmeralda da CPTM.

Ela também é fundamental para que a linha possa operar nas duas vias, isso porque a área de manobras dos trens fica justamente após a estação. Ou seja, sem ela o monotrilho só poderia ir e volta pela mesma via.

O contrato para construção da estação Morumbi foi vencido pelo consórcio CCIN-CCCC, nada mais do que um novo nome para a construtora Camargo Correa. Após fazer acordos de leniência sobre a operação Lava Jato, a empresa se reorganizou e já pode voltar a participar de licitações públicas. Seu trabalho, no entanto, será complicado nesse projeto. A razão é que a estação Morumbi será feita com parte das fundações dentro do Rio Pinheiros, que precisará ter um trecho aterrado.

Além disso, as obras devem causar algum reflexo na operação da linha 9 da CPTM e sua estação Morumbi. Para integrar as duas paradas, será preciso ampliar a plataforma dos trens metropolitanos. Para completar, a estação do monotrilho terá um novo acesso mais ao sul do atual e onde ficará o prédio técnico.

Segundo o governo, a nova estação terá  piso tátil, quatro elevadores, oito escadas rolantes, cinco escadas fixas e dois bloqueios especiais. Serão construídos dois bicicletários, um ao lado da ciclovia da Marginal Pinheiros e o outro no acesso principal, na avenida das Nações Unidas. O movimento da estação, com 8,6 mil m² de área construída, é estimado em 41 mil passageiros por dia.

Nova estação do monotrilho precisará avançar sobre o Rio Pinheiros

Projeto refeito

O início das obras da estação Morumbi ocorre quase seis anos após o começo dos trabalhos na Linha 17. O atraso foi causado por uma mudança no projeto da estação pelo Metrô que considerou que o movimento de baldeação com a linha da CPTM seria muito maior do que o imaginado. Além disso, desde que o  projeto original foi concebido, a região próxima à estação teve vários edifícios corporativos construídos, ampliando a quantidade de pessoas que circulam por ali.

A primeira estação desenhada seria apenas uma continuação da atual  e com um acesso somente. Agora, com o novo projeto, as plataformas passaram a ser laterais em vez de central e até mesmo o desenho da cobertura mudou para um padrão mais arrojado (veja imagens). A expectativa do governo é que a Linha 17 atenda cerca de  185 mil usuários por dia. Mas há partes da obra que ainda sofrem com paradas repentinas como o lançamento das vigas-guias.

O consórcio Monotrilho Integração, responsável por esse trabalho, foi intimado pela Justiça a concluir sua parte, mas depois de lançar várias vigas na região da avenida Washington Luiz os trabalhos pararam novamente. Falta justamente o grande trecho às margens do Rio Pinheiros, local da nova estação. Segundo consulta ao governo via SIC (Serviço de Informação ao Cidadão), “O cronograma de lançamento das vigas-guia encontra-se em revisão”.

À esquerda, a nova estação, ao sul da parada da Linha 9 da CPTM (direita)

Ela já será aberta pela iniciativa privada, afinal o consórcio Via Mobilidade, que venceu o edital de concessão das linhas 5 e 17, deve assumir a operação no segundo semestre deste ano. Enquanto isso, as fases 2 e 3 da linha 17 seguem sem previsão, embora o governo admita que exista a possibilidade de expandi-la até pelo menos Paraisópolis.

Atualizado às 14h40 de 16/02/2018

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