Estações Moema, AACD e Hospital São Paulo da Linha 5 devem ser abertas apenas em abril

Em entrevista ao jornal SPTV, da TV Globo, governo diz que estação Eucaliptos depende apenas da Bombardier para ser inaugurada em fevereiro

Acesso principal de Hospital São Paulo: somente em abril

Mais um adiamento, mas que não causa surpresa a quem acompanha este blog. O governo reconheceu que não conseguirá entregar o trecho entre as estações Moema e Hospital São Paulo, da Linha 5-Lilás, em fevereiro, como prometido. Agora o secretário Clodoaldo Pelissioni, da pasta dos Transportes Metropolitanos, fala em final de março, mais tardar abril, conforme entrevista que foi ao ar nesta quarta-feira (14) no jornal SPTV, da TV Globo.

Como se sabe que o governo não costuma antecipar nenhum prazo, é mais provável que as estações AACD-Servidor, Hospital São Paulo e Moema sejam abertas mesmo em abril. De fato, esta última é a que impede a finalização do trecho ainda. Como o blog constatou nos últimos dias, ainda falta concluir a praça do acesso principal e a montagem do acesso secundário, entre outros detalhes internos.

Já Eucaliptos, como adiantamos, será aberta ainda em fevereiro, promete a gestão Alckmin. A estação em frente ao Shopping Ibirapuera está nos retoques finais, conforme mostramos numa visita que fizemos dias atrás. Mas tudo depende da Bombardier. A empresa canadense é responsável pelo sistema de sinalização e comunicação CBTC além das portas de plataforma, as chamadas PSDs. Pois esse seria o motivo pelo qual a linha 5 ainda não foi expandida até Moema.

O último teste em horário comercial foi realizado no domingo (3) e agora, segundo Pelissioni, falta apenas o ‘ok’ da divisão de segurança da Bombardier para validar a operação. A fabricante também precisará concluir os testes para que a linha chegue até Hospital São Paulo em breve mas o ritmo lento e as dificuldades encontradas até aqui fazem crer que podemos ter novos problemas.

Prazo estourado

Quem repara na evolução do uso do sistema CBTC na linha 5 nos últimos meses pode até pensar que a Bombardier tem conseguido dar conta da demanda, porém, basta lembrar há quanto tempo o contrato foi assinado para ver que o atraso é absurdo.

A Bombardier assumiu o projeto do CBTC da Linha 5 em 2011, portanto, há cerca de sete anos. O prazo de entrega era de cinco anos, porém, os primeiros trens só começaram a ser testados na linha para valer em 2016 e entraram em operação há cerca de um ano após ficarem parados nos pátios desde 2013. O resultado disso é um número elevado de falhas que já provocaram a paralisação completa da linha.

Essa situação deixa em suspense a chegada da Linha 5 à Santa Cruz e Chácara Klabin, prevista para abril, mas que deve atrasar também. Quando os trens começarem a parar nas plataformas das duas estações finalmente a linha Lilás estará conectada diretamente a outras linhas do Metrô. Essa possibilidade deve mudar sensivelmente o fluxo de passageiros no sistema, atraindo novos usuários mas também trazendo gente que hoje se movimenta pela rede utilizando as linhas 9 da CPTM e 4 da ViaQuatro.

O atraso da Bombardier, que está sendo multada, segundo o governo, já está virando um caso “diplomático”.

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