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Estação Santo Amaro começa a ser ampliada a partir desta segunda-feira, 27

ViaMobilidade irá alargar plataformas, mezanino e passarela de integração com a estação homônima da CPTM. Prazo de conclusão é de dois anos
Projeção da ampliação da estação Santo Amaro: trabalhos começam nesta segunda (Estrutural Engenharia)

Parte do contrato de concessão da Linha 5-Lilás, a ampliação da estação Santo Amaro teve os trabalhos iniciados nesta segunda-feira, 27, pela ViaMobilidade. Os trabalhos, que durarão cerca de dois anos, prevêem várias melhorias para facilitar o fluxo de passageiros entre as duas estações homônimas (onde é feita a conexão com a Linha 9-Esmeralda da CPTM).

Trata-se de uma intervenção de grandes proporções, como o site já mostrou aqui. A estação Santo Amaro do Mêtrô, erguida por uma ponte estaiada, uma das primeiras do país, embora tenha uma concepção original, carece de espaço para o volume de passageiros que se desloca em direção à CPTM e vice-versa. Há apenas uma escada rolante nas pontas de cada plataforma, além de uma escada fixa. Outro problema reside no fato de que a estação Santo Amaro da Linha 9 também não foi preparada para fazer uma conexão tão importante como essa. Além disso, ela é tombada, o que dificulta modificações como a ampliação dos corredores de interligação.

É justamente nessas frentes que a ViaMobilidade atuará. A ideia é construir duas “pontes” paralelas com sete metros de largura às plataformas que permitirão ampliar o espaço de circulação e também a instalação de oito novas escadas rolantes e quatro elevadores. No prédio da CPTM a empresa também fará modificações ao alargar o mezanino e a passarela de ligação para 14 metros que receberão um par de escadas rolantes – hoje existe apenas um par em toda a estação. Por fim, uma nova passarela com seis metros de largura será construída para interligar as duas paradas.

Com esses 4.000 metros quadrados adicionais, será possível mudar o layout dos bloqueios, com a instalação de contadores por câmera em vez de catracas, o que facilitará o deslocamento dos passageiros – a ViaMobilidade também construirá uma nova bilheteria na estação.

“Essas adequações visam oferecer mais conforto, segurança e acessibilidade aos 95 mil passageiros que passam pela Estação Santo Amaro todos os dias”, afirma Francisco Pierrini, presidente da ViaMobilidade. A empresa não explicou se essas intervenções terão impacto na circulação atual dos usuários, mas isso é praticamente certo. Apesar disso, é uma obra essencial para a Linha 5-Lilás e que fará uma enorme diferença quando for concluída, não há dúvida.

A parte crítica da obra é a ligação entre as duas estações, que deve exigir grandes alterações na circulação dos passageiros (Estrutural Engenharia)

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

9 Comentários

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  • Que projeto medonho. Todos que utilizam a estação sabem que existe um afunilamento após as escadas rolantes, devido as salas operacionais da CPTM. Deveriam prender quem projetou esse desastre arquitetônico.

    • Mas a estação da Linha 5 foi feita do jeito que você defende (arquitetonicamente bela) e, mesmo assim, falhou no funcionamento. E então?

      • Se falhou, corrijam de uma forma bonita. Esses pórticos que irão segurar essas plataformas provisórias na lateral são horrorosas. Essa estação tem um destaque muito grande na Zona Sul de SP. Não podem fazer qualquer rabisco para corrigir uma falha de fluxo.

        • Pra mim isso que vão fazer com a estação e uma gambiarra. Uma estação tao linda e bela o que estraga e esse rio sujo e fedido que ha anos dizem que vão despoluir. Tenho certeza que teria outras maneiras pra resolver. Mas como sempre o governo faz o famoso ” Puxadinho “

          • José, não é uma gambiarra.

            Primeiro, não existe gambiarra ou puxadinho em engenharia. Ou a obra é bem projetada, bem executada e bem mantida ou desaba. Para ampliar a capacidade da estação da Linha 5 só ampliando a laje da plataforma. Para mexer na estrutura estaiada (e manter a arquitetura atual), só fechando a linha por 3 anos. Será que a Zona Sul aguenta esperar?

            Segundo, se existissem outras maneiras de se resolver não estariam empregando essa maneira. Essa maneira é bem cara e complexa por manter a linha e a estação funcionando durante as obras.

            Mesmo assim se você acha que tem uma solução infalível capaz de conciliar orçamento, operação da Linha 5 e arquitetura, procure o Metrô e a concessionária e venda a sua idéia.

        • Não tem como corrigir do jeito que você propõe sem ter de fechar a Linha 5 por uns três anos.

          A estação Santo Amaro é uma estrutura de laje sustentada por estais presos a um pilar central. Para ampliar a laje, teriam de aumentar o número de estais e, consequentemente, redimensionar o pilar central para suportar a carga extra. Para isso, teriam de fechar a linha e a estação, reforçar e ampliar o pilar, escorar a laje enquanto isso e depois instalar os novos estais.

          Como vê, a estética é a última coisa a ser pensada nesse caso. Entre fechar a Linha 5 por três anos e realizar a obra com a operação em andamento, a escolha natural foi a segunda.

          • Tem que ser funcional, pouco importa a questão da beleza. Beleza não vai me levar ao trabalho em 30 minutos.

          • Boa IVO !! as pessoas nao entendem que nao da para colocar a estaçao abaixo e começar de novo com um projeto que possa atender o dobro ou triplo de pessoas para a qual ela foi projetada 20 ou 30 anos atras !!!??? Precisa triplicar o espaço e nao da para fazer sem alguns compromissos com a parte estetica !!

  • E o Terminal Guido Caloi? Apesar da localização relativamente isolada, pode ser muito melhor aproveitado como conexão entre a Linha 5 e a região da Av. Guarapiranga, e ainda aliviar a Ponte do Socorro e o centro de Santo Amaro. Basta adequar a Av. Guido Caloi e o terminal para maior trânsito de ônibus.

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