Desde o final do ano passado, o Metrô de São Paulo tem divulgado um novo mapa da rede de transporte com visual mais limpo e organizado. As mudanças coincidem com sugestões que vários usuários enviaram para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos nos últimos meses, muitas delas por meio do perfil do secretário Alexandre Baldy.

O executivo, inclusive, aparece respondendo e agradecendo pelas ideias, mas não se sabe de fato se as sugestões levaram o Metrô a alterar o estilo do mapa de linhas, mas a notícia é boa para o passageiros já que o resultado é claramente superior às versões anteriores.

Embora tenha perdido algumas informações como estações com bicicletários (informadas por um círculo azul) e trajetos de trens turísticos, a ilustração ganhou em clareza. Estações de conexão, por exemplo, agora são mostradas pelo círculo na cor da linha. A espessura da Linha 15-Prata, de monotrilho, que antes era menor, passou a serguir o padrão de outros ramais, facilitando sua visualização.

Há também novidades como a informação de tempo médio de caminhada entre pontos de ônibus de corredores e estações, além de símbolos mais compreensíveis sobre terminais de ônibus, o zoológico (cujo serviço Orca foi suprimido) e as estações de onde saem o expresso turístico. Por falar em expresso, o Airport Express, que sai da estação da Luz é talvez o único ponto pouco claro no novo mapa já que ele é indicado apenas por um círculo enquanto o Connect, outro serviço expresso, conta com uma linha num mais claro de verde.

Mudanças nos mapas de trilhos de São Paulo

VLT de Santos

As mudanças são bem-vindas, afinal a rede de linhas em São Paulo tem crescido nos últimos anos, o que torna a informação cada vez mais importante. Uma sugestão nesse sentido poderia usar o exemplo do Metrô de Londres que oferece várias versões de seu mapa, algumas mais simples e outras com serviços mais específicos. Ao mesmo tempo falta um alinhamento entre as companhias do governo já que CPTM e EMTU ainda não atualizaram suas versões.

A abertura da STM para novidades como essas pode até mesmo incluir uma informação curiosa, o mapa de estações do VLT da Baixada Santista. O usuário Paulo Keller sugeriu a ideia ao secretário Baldy argumentando que muitas pessoas utilizam o metrô para chegar a estação Jabaquara e tomar ônibus para Santos e não sabem da existência do sistema de VLT. Keller até enviou ao site um mapa incluindo a linha de veículos leves sobre trilhos.

Em funcionamento desde janeiro de 2016, o VLT deve ser expandido nos próximos anos, o que ampliará sua importância na mobilidade da região, o que pode ser um bom motivo para incluí-lo no mapa, sem dúvida.

A STM poderia seguir o exemplo do metrô de Londres que tem vários tipos de mapa como o que mostra o tempo de caminhada entre estações (TFL)