Num cenário de queda na arrecadação causada pela crise do coronavírus, os projetos metroferroviários de São Paulo têm passado por situações desafiadoras para manterem seus cronogramas. Um deles é a expansão da Linha 2-Verde do Metrô, cuja ordem de serviço foi dada pelo governo do estado meses atrás.

Até o momento, os trabalhos se concentram em preparação dos canteiros de obras para as intervenções que levarão o ramal de Vila Prudente até Penha, mas para que o projeto evolua nos próximos anos é preciso contar com recursos de cerca de R$ 3,7 bilhões. Desse montante, US$ 550 milhões (pouco menos de R$ 3 bilhões) estão sendo pleiteados junto ao CAF, banco de desenvolvimento da América Latina, informou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista aos sites de mobilidade.

É a mesma entidade que garantiu um financiamento para conclusão da primeira fase da Linha 17-Ouro meses atrás. No entanto, para que esse empréstimo seja aprovado é preciso que o Ministério do Planejamento aprove o endividamente do governo de São Paulo. Isso é feito pela Cofiex, a Comissão de Financiamentos Externos, que analisa a capacidade de pagamento do ente da federação. A proposta da gestão Doria já está nas mãos da comissão e prevê um financiamento de seis anos em que há uma contrapartida de US$ 137,5 milhões.

Nós colocaremos esses recursos, que são da capacidade financeira e fiscal do estado de São Paulo, integralmente para a obra da Linha 2-Verde“, garantiu Baldy, que observou ainda que “é quase 50% de todo o investimento necessário para a extensão da Linha 2 entre Vila Prudente e Penha“.

Futuras estações da Linha 2-Verde (Metrô)

Durante o anúncio da retomada da expansão do ramal, a gestão Doria estimou que a obra, com 8,3 km de extensão, oito novas estações e capacidade para atender mais 300 mil passageiros, deverá custar cerca de R$ 6 bilhões.

Com prazo estimado para ser entregue em duas fases, a primeira em 2025 com metade da estações, e a segunda, em 2026, a obra fará com que a Linha 2-Verde passe a ter 23 km de extensão e 22 estações. A média diária de usuários transportados será da ordem de 1,1 milhão de pessoas. O projeto ainda conta uma fase posterior que levará o ramal até a estação Dutra, já no munícipio de Guarulhos, mas que depende do avanço das desapropriações.