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Expansão da Linha 2-Verde até Penha espera por empréstimo de R$ 3 bilhões para garantir obras nos próximos anos

Valor está sendo pleiteado pelo governo do estado junto ao CAF, banco de desenvolvimento da América Latina, mas depende da anuência do Ministério do Planejamento
Estação Vila Prudente: extensão até Penha depende de empréstimo de R$ 3 bilhões (Diego Torres Silvestre/CC)

Num cenário de queda na arrecadação causada pela crise do coronavírus, os projetos metroferroviários de São Paulo têm passado por situações desafiadoras para manterem seus cronogramas. Um deles é a expansão da Linha 2-Verde do Metrô, cuja ordem de serviço foi dada pelo governo do estado meses atrás.

Até o momento, os trabalhos se concentram em preparação dos canteiros de obras para as intervenções que levarão o ramal de Vila Prudente até Penha, mas para que o projeto evolua nos próximos anos é preciso contar com recursos de cerca de R$ 3,7 bilhões. Desse montante, US$ 550 milhões (pouco menos de R$ 3 bilhões) estão sendo pleiteados junto ao CAF, banco de desenvolvimento da América Latina, informou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em entrevista aos sites de mobilidade.

É a mesma entidade que garantiu um financiamento para conclusão da primeira fase da Linha 17-Ouro meses atrás. No entanto, para que esse empréstimo seja aprovado é preciso que o Ministério do Planejamento aprove o endividamente do governo de São Paulo. Isso é feito pela Cofiex, a Comissão de Financiamentos Externos, que analisa a capacidade de pagamento do ente da federação. A proposta da gestão Doria já está nas mãos da comissão e prevê um financiamento de seis anos em que há uma contrapartida de US$ 137,5 milhões.

Nós colocaremos esses recursos, que são da capacidade financeira e fiscal do estado de São Paulo, integralmente para a obra da Linha 2-Verde“, garantiu Baldy, que observou ainda que “é quase 50% de todo o investimento necessário para a extensão da Linha 2 entre Vila Prudente e Penha“.

Futuras estações da Linha 2-Verde (Metrô)

Durante o anúncio da retomada da expansão do ramal, a gestão Doria estimou que a obra, com 8,3 km de extensão, oito novas estações e capacidade para atender mais 300 mil passageiros, deverá custar cerca de R$ 6 bilhões.

Com prazo estimado para ser entregue em duas fases, a primeira em 2025 com metade da estações, e a segunda, em 2026, a obra fará com que a Linha 2-Verde passe a ter 23 km de extensão e 22 estações. A média diária de usuários transportados será da ordem de 1,1 milhão de pessoas. O projeto ainda conta uma fase posterior que levará o ramal até a estação Dutra, já no munícipio de Guarulhos, mas que depende do avanço das desapropriações.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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