Conforme havia adiantado em seu perfil nas redes sociais, o secretário Alexandre Baldy, dos Transportes Metropolitanos, deu um prazo de até 30 dias para que a Linha 15-Prata do Metrô retome sua operação. A afirmação foi dada no jornal Bom Dia São Paulo nesta quinta-feira, 30.

Nosso compromisso é que o monotrilho possa voltar a operar no máximo nos próximos 30 dias“, afirmou o executivo, que fez questão de ressaltar que o ramal deve retomar o serviço antes disso no trecho Vila Prudente-Jardim Planalto. Ou seja, excluindo inicialmente as três estações inauguradas no final do ano passado e que ampliaram a demanda da Linha 15 de forma significativa. Esse trecho será retomado dentro do prazo estipulado, acrescentou.

Baldy explicou que o consórcio CEML segue realizando trabalhos nas vias para corrigir a superfície das vigas-trilho, apontadas como causadoras do estouro no pneu da composição M20, ocorrido em 27 de fevereiro. “O monotrilho tem recebido ao longo da via diversas intervenções para correção de variações que foram encontradas e os trens estão sendo realizadas manutenções por parte da Bombardier“, explicou.

Ainda de acordo com o secretário, a Bombardier estaria realizando modificações nos conjuntos de rodas que incluem uma redução na peça do runflat, um disco metálico que serve de anteparo em quase de esvaziamento do pneu. “Na última segunda-feira, foram realizados novos testes com as mudanças naquele runflat, ele sendo diminuído, com peças que chegaram de fora do Brasil“, disse.

Onde se localiza o runflat (Reprodução)

Indenização por parte do consórcio

Nesta semana, o site mostrou em primeira mão que o Metrô desistiu de mover uma ação para pressionar o consórcio CEML, formado pelas empresas OAS, Queiroz Galvão e Bombardier. A ideia era forçá-las a apresentar um cronograma de retomada de operação para minimizar os prejuízos com sua paralisação. Apesar disso, a companhia ressaltou que continua pressionando o consórcio a resolver os problemas e não descarta outra ação caso ele não solucione o impasse e indenize o estado pelos custos gerados pelo incidente.

A Linha 15-Prata estava parada há 68 dias quando este artigo foi publicado. A última vez que os trens circularam foi na sexta-feira, 28 de fevereiro, um dia depois do incidente. No início da noite, o Metrô anunciou que o ramal não funcionaria no fim de semana para testes, mas logo se soube que a causa era o pneu rompido. A Bombardier havia solicitado que a operação fosse suspensa para que fossem apurados os motivos do problema.

Trem de monotrilho recebeu o adesivo de máscara para a campanha contra pandemia do coronavírus (Reprodução)

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