Uma das iniciativas do governo do estado para reduzir a circulação de vírus e outras doenças a bordo dos trens, a cabine de descontaminação teve seu número ampliado nesta semana. Até então só disponível na estação Tatuapé, o boxe neutralizador agora pode ser encontrado nas estações Sé, Corinthians-Itaquera e Paraíso, do Metrô, e na estação Vila Olímpia, da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Não por acaso, são locais de grande movimento mesmo nesses tempos de quarentena. As cabines estão sendo oferecidas por meio de uma parceria com a empresa Neobrax, que produz uma substância antisséptica chamada clorexidina (nada a ver com a famosa e polêmica cloroquina, envolvida em um possível tratamento contra o coronavírus). Assim como na primeira estação, o processo de descontaminação envolve passar pela cabine onde é borrifada a solução por um período de 4 segundos. De acordo com a Neobrax, o efeito dura 4 horas.

O objetivo do governo é levar a cabine para um total de 25 estações nas próximas semanas e não tem custo para os passageiros. Além dessa iniciativa, o Metrô está testando um sistema ultravioleta que promete higienizar cada vagão em apenas um segundo. Os testes estão sendo feitos com a ajuda do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas -, e ainda não tiveram seus resultados divulgados.

Segundo pesquisas, o transporte público é o segundo local com maior taxa de contaminação, atrás apenas dos hospitais.

Solução com a substância clorexidina é borrifada nos passageiros: ação por 4 horas e sem efeitos nocivos (STM)