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Metrô e CPTM passam a oferecer cabines de descontaminação para passageiros

Segundo governo, sensores de movimento borrifam solução com clorexidina eliminar vírus, fungos e bactérias
Cabine de descontaminação na estação Tatuapé (STM)

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos passou a testar mais um recurso para tentar reduzir os riscos causados pela pandemia do coronavírus no transporte público. Tratam-se de cabines de descontaminação que estão sendo implantadas nas estações do Metrô e da CPTM. O conceito funciona por meio de sensores de movimento que que borrifam uma solução antisséptica com a substância cloredixina que é borrificada nos passageiros que passam pelas “tendas”.

Por enquanto, existem apenas duas cabines instaladas na estação Tatuapé, mas a STM promete ampliar o número para 25 nos próximos dias. A ação é feita em parceria com a empresa Neobrax, que é especializada na produção da cloredixina. Segundo nota do governo, são preciso apenas quatro segundos para obter o resultado e cujo efeito dura cerca de quatro horas. De acordo com a Neobrax, a cloredixina não irrita a pele e não precisa ser eliminada por meio de enxágue.

O governo do estado tem buscado encontrar soluções que consigam reduzir o risco de proliferação do coronavírus dentro de trens, ônibus e estações. Diante das características do transporte público, com a proximidade entre os passageiros, o ambiente é considerado de risco mais elevado no ambiente urbano. Entre as iniciativas no Metrô e CPTM estão a higienização dos trens a cada viagem em vez de uma vez por dia.

A cabine foi montada pela empresa Neobrax (STM)

Dias atrás, o Metrô iniciou experimentos com um sistema ultravioleta que promete higienizar cada vagão em apenas um segundo. Os testes estão sendo feitos com a ajuda do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas -, e ainda não tiveram seus resultados divulgados.

Máscaras obrigatórias

A estreia das cabines ocorre nesta segunda-feira, 4, dia em que passou a ser obrigatório o uso de máscaras dentro de estações e trens. Sem condições de oferecer o item aos passageiros, a gestão Doria tem buscado parcerias com a iniciativa privada e também orientado os passageiros a produzirem versões caseiras de máscaras. Até este domingo, 03, o estado de São Paulo acumulava 2.586 fatalidades causadas pela COVID-19.

Passageiros permanecem 4 segundos na cabine e recebem um neutralizador baseado na substância cloredixina (STM(
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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

3 Comentários

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  • Que besteira. Mais uma forma de gastar dinheiro público atoa, essa pandemia foi ótima para desabrochar os idiotas e os ditadores adormecidos dentro de cada gestor público.

  • Só pode uma pessoa por vez? Vai ter aglomeração de fila para usar-lo. Possível que o impacto disso para o combate do COVID-19 pode ser pior do que melhor.

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