Governo quer levar Linha 17-Ouro ao Morumbi e Jabaquara
Em evento, governador Tarcísio de Freitas reafirmou planos de implantar as duas outras fase do ramal de metrô após conclusão das atuais oito estações
Em ritmo de construção nunca antes visto nos mais de 12 anos de obras, a Linha 17-Ouro do Metrô deverá ser aberta no primeiro semestre de 2026, segundo a previsão mais atual.
Porém, o governo não pretende ficar restrito às oito estações do chamado “trecho prioritário”, entre a Linha 9-Esmeralda (Morumbi) e o Aeroporto de Congonhas. A meta é retomar as duas fases que estão suspensas há vários anos.
“A gente já pensa depois na expansão da Linha 17“, afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta terça-feira, 24, durante discuros no evento J. Safra Brazil.
“A Linha 17 do Metrô faz sentido não só ligando Pinheiros[sic] a Congonhas, mas fazendo a ligação com a Linha 1 e com a Linha 4“, acrescentou, possivelmente se referindo ao rio ou a Marginal Pinheiros e não ao bairro de mesmo nome.

Atendimento a regiões carentes de transporte de qualidade
As fases 2 e 3 do ramal de monotrilho incluem mais 10 estações, cinco em cada direção e com elas a Linha 17 atingirá seus objetivos, ou seja, ser uma conexão perimetral na malha metroferroviária.
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Se na fase prioritária a expectativa é atender cerca de 100 mil pessoas nos seus 6,7 km operacionais, com os 17 km do projeto completo será possível transportar ao menos 300 mil usuários.
Mais do que isso, os novos trechos incluem regiões de mobilidade urbana deficiente e que com o monotrilho ganharão requalificação como o entorno do Córrego da Água Espraiada e a Favela de Paraisópolis.

A expansão da Linha 17, no entanto, esbarra em polêmica e questões sociais. A fase 3, que irá da estação Washington Luis até o Jabaquara (Linha 1-Azul) enseja uma reurbanização logo após o Pátio Água Espraiada.
Trata-se de um projeto que surgiu em conjunto com a Prefeitura de São Paulo onde haveria um novo túnel para levar o tráfego de veículos até a Rodovia dos Imigrantes e a criação de um parque linear.
Os moradores no eixo seriam removidos e acomodados em habitações populares, mas a prefeitura suspendeu o projeto parcialmente.
Cemitério, protestos e edifício no caminho do monotrilho
Na outra ponta, a situação é mais complexa. Embora a futura estação Panamby, dentro do complexo Parque Global, seja viável em curto prazo, o restante da linha é um mistério.
Desde que foi anunciada, a Linha 17-Ouro enfrentou protestos de moradores e frequentadores do Cemitério do Morumbi, cuja lateral deveria comportar parte das vias.
Além disso, um condomínio próximo ao Estádio Morumbis construiu um dos edifícios em uma área que seria desocupada para a passagem do monotrilho.

Anos atrás, o Metrô e a gestão estadual anterior chegaram a ventilar que haveria uma retomada desses trechos, mas nada ocorreu.
A companhia até divulgou uma nova divisão de fases para o percurso no Morumbi, com a Fase 2A chegando até América Maurano, mas também não houve evolução.
Espera-se que o novo anúncio de Tarcísio não fique apenas no papel também.
