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IPT deve entregar laudo sobre estouro do pneu do monotrilho da Linha 15 até o início de julho

Instituto de Pesquisas Tecnológicas assinou contrato com o Metrô para investigar o conjunto de rodas do trem e dos pneus e run flat forncecidos pelos consórcio CEML
O Innovia 300 circulando na Linha 15: IPT deve finalizar relatório do incidente até julho (Bombardier)

O Metrô de São Paulo e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) assinaram um contrato no dia 29 de abril para investigar as causas do rompimento do pneu de carga do trem de monotrilho da Linha 15-Prata. Com prazo de 70 dias para ser entrgue, a análise deve ficar pronta até o dia 8 de julho e envolverá apenas o conjunto de rodas, pneus e o run flat, o dispositivo de segurança que teria provocado a explosão.

Com isso, o governo do estado pretende produzir um laudo independente do que está sendo preparado pela Bombardier, fabricante do monotrilho, e suas sócias OAS e Queiroz Galvão, que foram responsáveis pela construção da linha. Segundo alguns dados internos da companhia, o incidente ocorreu por conta do contato do run flat, um anel metálico instalado dentro do pneu, com as paredes deste. A hipótese mais citada é que irregularidades na superfície das vigas-trilho teriam feito a parte interna dos pneus se aproximar do equipamento.

O IPT terá a tarefa de realizar ensaios estáticos no conjunto completo de pneus de carga (pneu, roda e run flat), e análise do dimensional dos componentes incluindo molas, a calibraççao de pressão, entre outros testes. O instituto também fará uma análise dos materiais do pneu e run flat em diferentes temperaturas, sua degradação e estrutura. Pelo serviço, o órgão vinculado ao governo do estado receberá R$ 533 mil.

Correções

O incidente que motivou a paralisação da Linha 15-Prata ocorreu no dia 27 de fevereiro com a composição M20. Um dos pneus de carga, que ficam instalados na parte central do trem, estourou lançando partes do conjunto na superfície. O Metrô então recolheu a composição afetada e acionou a Bombardier para analisar o problema. No final do dia seguinte, uma sexta-feira, a empresa canadense solicitou que a companhia suspendesse a operação da linha por conta dos riscos à segurança.

Na parte de cima da imagem é possível ver o pneu de carga, que foi afetado pela explosão (Reprodução)

Após vários dias de análises, a fabricante e suas sócias decidiram realizar testes de carga nos trens e enviar análises para unidades fora do país a fim de entender o que teria provocado o rompimento. Há algumas semanas, o Consórcio CEML, que reúne as três empresas, iniciou a correção de imperfeições nas vias enquanto a Bombardier passou a substituir partes do conjunto de rodas.

Houve até uma promessa de reinício da operação, mas com tantas restrições que o Metrô negou essa possibilidade. Na semana passada, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, anunciou que a Linha 15-Prata voltará a operar o mais tardar no início de junho. O governo do estado afirmou que cobrará os prejuízos causados pela paralisação da linha junto ao consórcio.

 

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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