Licitação para compra de 44 trens para o Metrô será lançada nesta quinta-feira, 21

Novas composições da Frota R serão utilizadas na expansão da Linha 2-Verde e contarão com inovações como vagões com passagem livre e operação 100% automática
Trem na Linha 2 do Metrô: governo revelou planos para os próximos anos
Linha 2-Verde

A aguardada licitação de aquisição de 44 novos trens para o Metrô de São Paulo será lançada nesta quinta-feira, 21, pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A informação foi divulgada pela coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, que tem feito um trabalho de “assessoria de imprensa informal” para a atual gestão, ao ter acesso a anúncios antes do restante da mídia.

Foi o que ocorreu, por exemplo, quando o Metrô assinou o contrato para serviços de telefonia e Wi-Fi em suas instalações. A coluna divulgou o evento com exclusividade, antes mesmo que a própria companhia comunicasse o fato.

Portanto, segundo o jornal e não o governo, a licitação tem um preço-base de R$ 3,6 bilhões e terá a sessão pública de entrega de propostas marcada para o dia 20 de março.

Portas dos trens da Linha 2 terão abertura diferente (CMSP)

O prazo para fabricação dos trens é de 58 meses, mas a primeira composição deverá ser entregue em até 21 meses.

Como a assinatura do contrato deverá ocorrer por volta do meio de 2024, é esperado que o trem “cabeça de série” chegue às instalações do Metrô no início de 2026.

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A chamada Frota R terá inovações ainda inéditas nas linhas mais antigas da companhia como passagem livre entre os vagões, entradas USB, paineis eletrônicos e ausência de cabine de comando já que eles serão do padrão GoA4, ou seja, totalmente automatizados.

O site atualizará esta nota quando o governo Tarcísio resolver atender os demais veículos de imprensa em vez de privilegiar apenas um deles.

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12 comments
  1. ta certo, tem que criticar mesmo! Uma vergonha um governo que se diz anti-esquerda estar se curvando pra esse lix0 da folha…

    1. NAO. A linha 3 tem total prioridade nos trens de porta larga. E a 3 por correr em superfície dificilmente funcionara sem condutor na cabine algum dia, mantendo a nova frota bem longe da linha 3.

  2. Bem improvável que esses trens sem condutores entrem em operação tão cedo. Isso só é possível com 100% das estações com portas de plataforma, e não há sinal de que haverá um contrato para instalação delas tão cedo. Já que o contrato com o consórcio Kobra contempla apenas algumas estações da Linha 2.

    1. Na pior das hipóteses coloca eles pra rodar na linha 1 em substituicao a frota E que sera aposentada. De maneira nenhuma ficarão parados.

      E outra, vai ter que licitar e instalar portas de plataforma do trecho novo, nao? É so incluir as estacoes faltantes na mesma licitação…

      1. As obras do novo trecho já contemplam instalação das portas. Então vai ter que ser licitado um contrato só para as estações restantes. E não há sinal disso, até o momento.

  3. Embora esteja prevista a exclusão da cabina para o maquinista, considero uma economia desnecessária uma vez que para efeito de segurança e vandalismo o operador ficar exposto, pois a presença de um profissional isolado para evitar tumultos contornar possíveis anomalias que sempre existiram, independente se a frota terá tecnologia “driverless” (GoA4), ou seja, que permite operação sem condutor na frente da composição, lembrando que poderão serem utilizados nas Linhas-1, 2 e 3 numa contingencia, pois são da mesma modulação.
    Seria útil se possível acrescentar a informação do dimensional, bem como da capacidade de cada composição destas terá de usuários em pé e sentados, uma vez que os novos trens terão passagem livre entre carros (open gangway), arranjo dos assentos “misto”, ou seja, bancos virados para frente ou para trás da composição de um lado e assentos virados para as laterais, do outro.
    A padronização sempre foi e continuará sendo uma forma extremamente econômica e ágil de se expandir, integrar, uniformizar, racionalizar e minimizar os estoques de sobressalentes e ativos e a manutenção de veículos de passageiros em quaisquer lugares do mundo, o gestor que ignorar estas premissas comete uma grave falha de gestão e não impede a evolução e a inovação em nenhum segmento de tecnologia, e atualmente com a adoção de portas fixas nas estações, a posição das portas nestas novas composições devem ser iguais as existentes, além de que trens podem possuir mais de um sistema embarcado (não que isto seja necessário).
    Um fator importantíssimo em uma licitação, é o de minimizar ao extremo de equipamentos componentes exclusivos, pois se necessitar de um componente específico que só uma “montadora” fornece, aí se ficará refém como foi o caso de alguns componentes exclusivos do trem monotrilho Bombardier Innovia-300 da Linha 15-Prata que embora seja por conta da Alstom, foi repassado e está sendo montado na China, a não ser que se desenvolva um fornecedor, nesta hora que se vê a importância das padronizações, que só quem possua expertise consegue entender.
    Assim como acontece na indústria automobilística e de aviação entre outras, nenhuma das empresas “montadoras de trens” mundiais fabricam a grande maioria de seus componentes, como pinças de freios, pastilhas, vedações para sistemas de suspensão, ventiladores para o ar condicionado e chaves eletro-eletrônicas para o sistema auxiliar de alimentação do trem, porem elas são responsáveis pelo que elas especificaram e fabricam e adquirir componentes diretamente dos fabricantes sem intermediários não significa perda de qualidade.
    Estas informações são fundamentais para se poder avaliar o desempenho e qualidade de uma empresa montadora idônea destes sistemas.
    As montadoras CAF e Hyundai Rotem tem condições de absorver estas encomendas, mesmo que tenham que importar alguns equipamentos, a Alstom também teria, porém não está dando conta nem das encomendas atuais.

      1. Ok, desculpe, procurarei ser mais sucinto. Aproveito o ensejo para desejar a todos seguidores deste prestigioso site e da equipe do Metrô CPTM, Ricardo, Jean, Caio… Boas Festas e um Feliz Ano Novo!

        Aproveitando o ensejo e com relação ao financiamento para estas aquisições existem várias opções viáveis pela ordem de interesse, entre elas:
        1ª O brasileiro BNDES;
        2ª Banco de Desenvolvimento dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – através do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB – New Development Bank).
        3ª BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

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