Linha 17-Ouro estreia nova fase e abre para passageiros às 6h desta quarta-feira, 30
Ramal de monotrilho ficará aberto até às 22h em operação feita por meio de carrossel com cinco trens
A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo abriu pela primeira vez em seu novo horário de funcionamento, às 6 horas desta quarta-feira, 30.
O ramal de monotrilho ficará aberto até às 22h, um salto de nove horas em relação ao período de funcionamento anterior.
Como mostrou o site MetrôCPTM em primeira mão, a companhia estatal estreia hoje o sistema de operação por carrossel, ou seja, com trens circulando em fila pelas vias.
É o mesmo funcionamento vista nas demais linhas do sistema em que um sistema de sinalização controla a posição das composições, mantendo uma distância segura entre elas.
Até então, a Linha 17 operava no modo ‘shuttle’, em que havia apenas um trem em cada via, indo e voltando entre Morumbi e Congonhas – um terceiro circulava entre Washington Luís e Brooklin Paulista.
A expansão do horário de funcionamento, mesmo em operação transitória e sem pagamento de tarifa, será um grande teste para o novo monotrilho, como explicou o gerente de operações do Metrô, Milton Junior, entrevista ao site.
Movimento da Linha 17-Ouro (Metrô CPTM)
Agora, a Linha 17 passa a circular em horário de pico, com potencial de atrair uma demanda significativa, a despeito de possuir apenas oito estações. Como é conectado às linhas 5-Lilás (Campo Belo) e 9-Esmeralda (Morumbi), o ramal passa a ser uma alternativa para quem vem ou chega ao Aeroporto de Congonhas e também trabalhadores da região da Avenida Berrini, por exemplo.
O Metrô não deu um prazo para que o monotrilho inicie a operação comercial de fato. A ideia é que as próximas semanas sirvam de aprendizado para que a Linha 17 possa gradualmente ampliar seu funcionamento até o início da operação plena.
Pesa ainda no processo o fato que legalmente o monotrilho ser parte da concessão da Linha 5-Lilás junto à ViaMobilidade (Motiva). O governador Tarcísio de Freitas já sinalizou que quer manter a Linha 17 com o Metrô, negociando um arranjo que envolve a expansão da Linha 5 até Jardim Ângela.
Essa hipótese, no entanto, depende de alguns fatores, entre eles a assinatura de um aditivo e, sobretudo, saber se o atual governador será reeleito. Caso contrário, o plano certamente seria revisto pelo eventual sucessor.
