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Linha 2-Verde foi a mais afetada no Metrô por conta do início da quarentena

Ramal de 14 km perdeu quase 38% dos passageiros em relação a fevereiro. Linha 5-Lilás foi a menos afetada em março. Sistema perdeu quase 1,8 milhão de usuários por dia
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Linha 2-Verde perdeu mais passageiros em março

O início da vigência da quarentena em São Paulo, por conta da pandemia do coronavírus, tem afetado o transporte sobre trilhos de forma brutal, mas até hoje os dados informados pelo governo têm sido genéricos. Agora, finalmente, as informações mais detalhadas divulgados pelo Metrô, ViaQuatro e ViaMobilidade foram liberadas, trazendo mais luz para o fenômeno. E a primeira constatação é que a Linha 2-Verde foi a mais afetadada em março, mês em que entraram em vigor as regras de restrições de deslocamentos.

Com seus 14 km de extensão e uma função integradora importante, a Linha 2 viu seu movimento cair para apenas 515 mil usuários por dia, 38% menos que em fevereiro. Uma das explicações para isso está no fato de o ramal ter experimentado um crescimento antes da crise causada pelo vírus Covid-19 e motivado pela entrada de mais passageiros oriunda da Linha 15-Prata. Prova disso é que em fevereiro passaram em média por ela 826 mil pessoas, uma das maiores marcas da sua história.

Por outro lado, o ramal menos afetado no mês passado foi a Linha 5-Lilás, que também alimenta a Linha 2 na estação Chácara Klabin. Operada pela ViaMobilidade, a linha viu seu movimento cair 29%, de uma média de 587 mil pessoas para 419 mil em março. A segunda que menos perdeu movimento foi a Linha 4, com queda de 32%.

Por conta das mudanças de trajetos causada pela quarentena, a Linha 3-Vermelha recuperou a liderança na rede metroferroviária, com média diária de 939 mil passageiros, cerca de 20 mil pessoas a mais que a Linha 1-Azul, a mais movimentada do ano. Já o monotrilho da Linha 15 permaneceu fechado durante esse período por problemas causados pelo estouro de um pneu em fevereiro.

Movimento nas linhas do Metrô foi 35% menor em março

Um terço a menos

No total, as seis linhas de metrô de São Paulo tiveram uma redução de usuários diários de 35% no mês passado. Isso significou que 1,77 milhão de viagens deixaram de ser realizadas diariamente, um enorme impacto na receita tarifária dessas empresas.

Para o Metrô, o prejuízo foi maior: a companhia perdeu 1,36 milhão de passageiros por dia enquanto as concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, ambas tendo como sócio principal a CCR, perderam juntas 410 mil usuários, ou 25% da soma total.

Os números de abril devem mostrar uma situação ainda mais precária já que no mês passado a quarentena passou a vigorar em 24 de março.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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