Linha 22-Marrom até Cotia tem licença ambiental solicitada pelo Metrô de SP

Pedido envolve aval prévio da Cetesb e ocorre após sequência de licitações para projeto básico, sondagens e mapeamento de redes

Linha 22-Marrom em projeto básico
Linha 22-Marrom em projeto básico (Imagem gerada por IA)

A Linha 22-Marrom deu mais um passo formal para sair do papel. O Metrô de São Paulo solicitou à Cetesb a Licença Ambiental Prévia do ramal entre Sumaré, na capital, e o Terminal Cotia, na Região Metropolitana.

O aviso foi publicado no Diário Oficial do Estado e confirma que a companhia apresentou o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), etapa necessária para o licenciamento de grandes obras de infraestrutura. A partir da publicação, foi aberto prazo de 45 dias para manifestações por escrito de interessados no processo.

O trecho citado no pedido envolve os municípios de São Paulo, Osasco e Cotia, o traçado já conhecido da futura linha, que deverá ligar a estação Sumaré, da Linha 2-Verde, ao Terminal Cotia, passando pela zona oeste da capital, pela região da USP e pela porção sul de Osasco.

O pedido ocorre semanas após o Metrô lançar uma série de licitações voltadas ao projeto. No fim de março, a estatal abriu concorrência para contratar o projeto básico da linha, etapa que definirá de forma mais detalhada estações, pátio, traçado e demais estruturas necessárias para a implantação do ramal.

Mapa de estações da Linha 22-Marrom (CMSP)

A companhia também iniciou processos para contratar investigações geológicas e sondagens ao longo do percurso, além de serviços de mapeamento de redes públicas de água, esgoto, energia, gás e levantamentos topográficos.

A Linha 22 terá cerca de 30 km de extensão, 19 estações e demanda estimada em 680 mil passageiros por dia. Ela usará trens menores com cinco carros e largura mais estreita que de outros ramais. A despeito disso, o intervalo será baixo, o que explica uma demanda elevada.

A sequência de contratações chamou atenção por colocar a Linha 22 em ritmo acelerado enquanto a companhia ainda tenta seguir com o desenvolvimento de ramais em estágios mais avançados.

O Metrô tenta tirar do papel a Linha 19-Celeste, cujo início de obras depende da assinatura de três contratos mas que estava preso à uma disputa judicial em um dos lotes. A companhia também evolui os estudos da Linha 20-Rosa, ligação planejada entre a Lapa e o ABC Paulista, mas neste caso, a obra e a operação deverão ser repassadas à iniciativa privada.