Linha 22-Marrom do Metrô terá trens de estilo “asiático”
Composições serão menores que a de linhas atuais, com cinco vagões e menor diâmetro, como este site já havia antecipado
O Metrô de São Paulo chamou de “layout asiático” os trens que circulação na Linha 22-Marrom, atualmente em estudos, e que ligará a estação Sumaré, na zona oeste da capital, a Cotia.
A informação foi compartilhada pelo gerente de Planejamento e Meio Ambiente, Luiz Antonio Cortez Ferreira, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
O motivo é que as composições serão menores que as usadas em outras linhas convencionais de metrô de São Paulo. Essa informação havia sido antecipada por este site em outubro de 2024, portanto há um ano, citando o mesmo executivo.
Em vez dos seis carros tradicionais, os trens estão sendo desenhados com cinco carros e também uma largura menor, o que fará com que os túneis tenham 10 metros de diâmetro, ou 13% menos de área. Além disso, estuda-se a volta do sistema de alimentação por terceiro trilho em vez de estruturas no teto do trem.
Trens menores com cinco carros
Demanda elevada com intervalo de pouco mais de 2 minutos
Essa configuração fará com que os carros tenham bancos laterais como nos trens que circulam na Ásia, daí a associação. Possivelmente, eles poderão ser rebatíveis para permitir mais espaço de circulação.
Com trens menores, as plataformas também encolherão: em vez de 132 metros, 110 metros de comprimento. Outra informação confirmada pela companhia agora e adiantada em nosso artigo é que algumas estações como Rio Pequeno, Cardeal Arcoverde e Sumaré usarão elevadores de alta capacidade em vez de escadas como principal equipamento de circulação.
As características preliminares da Linha 22-Marrom (Reprodução)
A despeito da redução da capacidade com um gabarito menor, a Linha 22 poderá transportar diariamente quase 680 mil pessoas em seus 29,4 km e 19 estações. Desse total, quase 400 mil serão usuários incrementais, ou seja, que não virão de outras linhas.
O carregamento hora/sentido será de 37.000 passageiros e a frota de trens será elevada, com 47 unidades. A capacidade de oferta é cerca de 31% menor que a das linhas tradicionais, no entanto. O intervalo entre trens é estimado em apenas dois minutos.
Linha 22-Marrom no fim da fila
O estágio atual da Linha 22 é de ter o anteprojeto de engenharia recém concluído em setembro. Foi ele que indicou a mudança da estação Teodoro Sampaio para Cardeal Arcoverde, aproveitando o eixo desta via.
Localização das estações da Linha 22-Marrom (Jean Carlos)
O Metrô também está retomando uma licitação de levantamento geotécnico para obter mais informações que embasem os estudos. No entanto, o ramal está no fim da fila de projetos metroviários do governo Tarcísio de Freitas.
Atualmente, a mais adiantada é a Linha 19-Celeste, tocada pelo próprio Metrô e que está em meio a licitações de obras civis.
Depois vem a Linha 16-Violeta, que deve ter o leilão de concessão no início de 2026. A Linha 20-Rosa, por sua vez, espera pela conclusão do projeto básico, previsto para o segundo semestre do ano que vem. Só então se terá uma ideia de quando e como será oferecida à iniciativa privada.
Portanto, a Linha 22-Marrom, que promete desafogar a Rodovia Raposo Tavares, só deve entrar no radar do próximo governo do estado, quem sabe, para ser leiloada durante o futuro mandato e começar a ser implantada até o final da década.
