Metrô estende até 2032 contrato principal da Linha 15-Prata

Acordo que venceria em 2027 ganha mais cinco anos e meio e incorpora mudanças no Pátio Ragueb Chohfi e na expansão do monotrilho

Linha 15-Prata
Linha 15-Prata (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo prorrogou até 2032 o contrato original de implantação da Linha 15-Prata, firmado em 2010 e responsável por parte das obras, sistemas e material rodante do monotrilho.

A mudança consta do 20º termo aditivo firmado com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste (CEML). formado pelas empresas Álya, Coesa, Alstom Transport e Alstom Brasil Energia e Transporte. O prazo de execução dos serviços, que terminaria em 16 de dezembro de 2026, passa para 16 de junho de 2032. Já a vigência do contrato foi ampliada de 16 de abril de 2027 para 16 de outubro de 2032.

A alteração chama a atenção porque ocorre pouco depois de uma prorrogação muito menor. Em setembro, o Metrô havia assinado o 19º aditivo, acrescentando apenas três meses aos prazos anteriores.

O novo documento, no entanto, vai além de uma extensão de prazo. Ele reorganiza partes do escopo ainda pendente do contrato, incluindo atividades relacionadas à expansão da Linha 15 entre Jardim Colonial, Jacu-Pêssego e o Pátio Ragueb Chohfi.

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Trecho suspenso à direita

Uma das principais mudanças envolve justamente o novo pátio, cuja construção é atribuição de outro consórcio. O contrato dividia a implantação das vias em duas fases. As áreas 1, 2 e 3 faziam parte da Etapa 2B, correspondente à atual expansão até Jacu-Pêssego, enquanto a Área 4 permanecia vinculada à Etapa 2C, que levaria o monotrilho até Hospital Cidade Tiradentes.

Com o 20º aditivo, todo o Pátio Ragueb Chohfi, incluindo as quatro áreas, passa a integrar a Etapa 2B. A etapa seguinte começa após 860 metros a leste de Jacu-Pêssego e segue até Hospital Cidade Tiradentes, sem incluir o pátio.

A mudança permite concentrar a implantação completa da estrutura de manutenção na expansão atualmente contratada, sem vinculá-la à futura chegada da Linha 15 a Cidade Tiradentes.

Pátio Ragueb Chohfi, da Linha 15-Prata, tinha 76% das obras civis concluídas (iTechdrones)

Trecho até Cidade Tiradentes continua suspenso

Apesar da reorganização, o aditivo não determina a retomada da extensão entre Jacu-Pêssego e Hospital Cidade Tiradentes.

A nova tabela de datas-marco continua classificando esse segmento como “Trecho Suspenso”. A expansão acrescentaria as estações Jardim Marilu, Jardim Pedra Branca, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes.

O cronograma também mantém uma situação particular para a Área 4 do Pátio Ragueb Chohfi. Embora ela tenha sido incorporada à Etapa 2B no texto do contrato, alguns marcos da nova programação ainda aparecem como suspensos para essa parte do complexo.

As obras civis das estações Boa Esperança e Jacu Pêssego são parte do escopo do Consórcio Expresso Boa Esperança, que possui cronograma próprio. O prazo contratual dessas intervenções permanece em novembro de 2027, enquanto a abertura das duas estações é esperada para 2028 após a instalação dos sistemas, testes e preparação para a operação.

No contrato original agora prorrogado, a nova tabela de datas-marco estabelece prazos específicos para sistemas, testes de integração e entrega para operação comercial. Para o trecho entre Jardim Colonial e Jacu-Pêssego, o limite contratual aparece como 7.081 dias contados a partir da respectiva ordem de serviço, enquanto as áreas 1, 2 e 3 do Pátio Ragueb Chohfi possuem marco de 7.347 dias.

Além da mudança do prazo, o 20º aditivo cortou quatro trens da encomenda inicial de 54 unidades do modelo Innovia 300.