Metrô prorroga contrato original de implantação da Linha 15-Prata até 2027

Acordo assinado em 2010 com o Consórcio CEML inclui vias, sistemas e trens do monotrilho e deve permanecer necessário para as próximas etapas da expansão

Trem S30 da nova frota da Linha 15-Prata, durante testes pré-operacionais
Trem S30 da nova frota da Linha 15-Prata, durante testes pré-operacionais (Trilhos que Movem SP)

O Metrô de São Paulo prorrogou por mais três meses o contrato responsável por parte da implantação da Linha 15-Prata, incluindo obras civis, sistemas e material rodante. O acordo, assinado originalmente em 2010 com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste (CEML), chegará a pelo menos 16 anos e meio de vigência.

O 19º termo aditivo do contrato estendeu o prazo de execução de 16 de setembro para 16 de dezembro de 2026. Já a vigência, que terminaria em 16 de janeiro de 2027, foi ampliada até 16 de abril.

A extensão relativamente curta não significa, contudo, que o contrato esteja próximo de ser encerrado. O consórcio ainda participa da implantação da expansão da Linha 15, que avança de Jardim Colonial em direção às estações Boa Esperança e Jacu-Pêssego e ao Pátio Ragueb Chohfi.

Nesse trecho, ainda há obras de implantação das vias e dos sistemas que fazem parte do escopo do antigo contrato. O Metrô também mantém em seus planos a continuidade da Linha 15 entre Jacu-Pêssego e Hospital Cidade Tiradentes, segmento que permanece em análise e depende, entre outros fatores, de intervenções viárias e da disponibilidade de recursos.

Vigas-trilho da extensão da Linha 15-Prata (Thiago Nonato)

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Com esse cenário, o prazo acrescentado pelo 19º aditivo deverá ser consumido antes que todo o escopo previsto no contrato seja executado. Caso o atual arranjo contratual seja mantido, novas prorrogações serão necessárias para que o mesmo consórcio continue participando das etapas futuras da expansão.

Contrato prevê 54 trens

Firmado em setembro de 2010, o contrato tem como objeto a implantação do sistema monotrilho, incluindo projeto, obras civis, fabricação e fornecimento de sistemas e material rodante. O documento continua prevendo uma frota total de 54 trens para a Linha 15-Prata.

As primeiras 27 composições foram produzidas no Brasil pela Bombardier, posteriormente adquirida pela Alstom. Outras 19 unidades foram fabricadas pela Alstom na China para atender à expansão da linha.

O contrato não corresponde, entretanto, a todas as obras necessárias para ampliar o monotrilho. Estações e outras estruturas da expansão contam com contratos específicos, enquanto o antigo acordo permanece relacionado principalmente a componentes como vias, sistemas e material rodante.

O Consórcio Expresso Monotrilho Leste é atualmente formado pela Álya Construtora, que o lidera, pela Construtora Coesa, em recuperação judicial, pela Alstom Transport Holding US e pela Alstom Brasil Energia e Transporte.

Lançamento de viga-guia da Linha 15 (CEML)

Contrato foi assinado por R$ 2,97 bilhões

Quando firmado, em 2010, o contrato tinha valor de aproximadamente R$ 2,97 bilhões, em preços da época. Desde então, passou por sucessivos aditivos e reajustes ao longo da implantação da Linha 15.

O valor original não pode ser comparado diretamente com os desembolsos atuais. Além de alterações contratuais realizadas ao longo do período, os preços são corrigidos por índices previstos no próprio contrato. O 18º aditivo, por exemplo, atualizou as séries da Fundação Getulio Vargas utilizadas no reajuste de obras civis e sistemas.

O 19º aditivo não estabelece novo acréscimo financeiro. O documento também preserva o direito do consórcio de apresentar eventuais pleitos relacionados a remobilização, adição de escopo, custos de estrutura e armazenagem de materiais e reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Atualmente, a Linha 15-Prata opera entre Vila Prudente e Jardim Colonial. Além da expansão em direção a Boa Esperança e Jacu-Pêssego, estão em andamento as obras da extensão até Ipiranga, onde o monotrilho terá conexão com a Linha 10-Turquesa da CPTM.