MetrôRio altera nome de estação para “Botafogo Coca-Cola”

Venda dos naming rights é o primeiro caso no sistema sobre trilhos no Brasil e pode ser seguido pelo Metrô de São Paulo, que contratou estudo para a viabilidade de ação similar em 2020
Fonte: MetrôRio

Com problemas financeiros, assim como praticamente todos os sistemas metroviários do país atualmente devido à pandemia do coronavírus, a concessionária que administra o MetrôRio, no Rio de Janeiro, decidiu arrecar recursos através da venda de naming rights de suas estações. O martelo já foi batido e a estação Botafogo, das linhas 1 e 2, passa a se chamar “Botafogo Coca-Cola”.

Em reportagem da Folha de São Paulo, a Coca-Cola diz que a escolha da estação Botafogo se deve a proximidade com o escritório da empresa na cidade e que a ação tem o objetivo de transformar o espaço utilizado por milhões de pessoas em uma “experiência de conexão com a marca”.

“Esta primeira etapa será marcada pelas mudanças nas sinalizações visuais e sonoras da estação, mas estamos planejando uma série de outras ações”, afirmou a vice-presidente de marketing da Coca-Cola, Poliana Sousa.

O MetrôRio confirmou a parceria e relembra que durante a pandemia, em determinados momentos, chegou a ter queda de 87% no número de passageiros, o que afetou drasticamente o caixa da concessionária. Detalhe curioso é que em 2013, o então governador fluminense Sérgio Cabral, vetou nome de marcas em estações de metrô.

Estudos em São Paulo

A venda dos naming rights é um recurso muito utilizado em casas de espetáculos ou estádios de futebol, como por exemplo Allianz Parque (estádio do Palmeiras) ou UnimedHall (casa de shows). Já em estações de metrô a prática é pouco convencional, com algumas experiências no Oriente Médio e Estados Unidos.

No ano passado, o Metrô de São Paulo contratou um estudo para avaliar a venda dos direitos de nomes de suas estações atrelando marcas a eles (veja aqui). Até hoje, no entanto, a gestão não apresentou os resultados ou deu mais detalhes se utilizará essa forma de receita não tarifária. A companhia passa por uma grave crise financeira, com prejuízo acumulado em 2020 de cerca de R$ 1,6 bilhão.

 

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