Metroviários do DF adiam greve por 15 dias após pedido do TRT
Paralisação prevista para começar nesta terça-feira, 1º de setembro, foi suspensa para continuidade das negociações entre trabalhadores e Metrô-DF
Os metroviários do Distrito Federal decidiram adiar por 15 dias a greve por tempo indeterminado que começaria nesta terça-feira (1º). A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de segunda-feira (31), após um pedido do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) para que a categoria aguardasse a continuidade das negociações.
Com a suspensão do movimento, o Metrô-DF mantém a operação normal nesta terça-feira. O período adicional abre uma nova janela para as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho de 2026 e para uma solução dos pontos que levaram os funcionários a aprovar a paralisação na semana passada.
Entre as principais reivindicações está a realização de um novo concurso público para recompor o quadro de empregados. O tema vem sendo discutido durante a mediação conduzida pela Justiça do Trabalho e é apontado pelo Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) como necessário diante da redução do efetivo e da sobrecarga dos trabalhadores.
Antes da assembleia, a possibilidade de um acordo já havia levado o sindicato a incluir na pauta a suspensão da greve caso houvesse uma evolução das negociações. O pedido feito pelo TRT-10 na segunda-feira acabou levando a categoria a conceder mais 15 dias antes de iniciar o movimento.
Estação do Metrô do Distrito Federal (Metrô DF)
Após a decisão, o Metrô-DF afirmou que permanece negociando com os trabalhadores e confirmou a manutenção de todos os serviços. A companhia também declarou que não existe negativa sua ou do Governo do Distrito Federal para a realização do concurso público.
Segundo a empresa, o processo administrativo para viabilizar a seleção está em tramitação na Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC) e chegou à fase final. Ainda precisam ser cumpridas etapas legais, fiscais, orçamentárias e administrativas para que o certame seja autorizado.
A greve havia sido aprovada pelos metroviários em assembleia realizada em 26 de agosto, depois de meses de negociações da campanha salarial. Inicialmente, a paralisação começaria em 1º de setembro e não teria prazo para terminar. Com a decisão tomada nesta segunda-feira, o movimento fica suspenso enquanto prossegue a tentativa de acordo.
