People Mover do Aeroporto de Guarulhos deve ter autorização em março, afirma Baldy

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Em nota nas redes sociais, secretário dos Transportes Metropolitanos revelou liberação do projeto por parte do TCU
O Cable car da Doppelmayr e o Aerotrem brasileiro: decisão à vista (Pi.1415926535 e Divulgação)

O projeto do People Mover do Aeroporto de Guarulhos deve receber a ordem de serviço por parte do Ministério da Infraestrutura na segunda quinzena de março. A afirmação partiu do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em post no Instagram nesta sexta-feira (29).

Segundo o responsável pela STM, uma reunião entre o governador João Doria (PSDB) e membrtos da ANAC e da concessionária GRU Airport, que fará a gestão do sistema, definiu os próximos passos do projeto, que ligará o aeroporto à Linha 13-Jade da CPTM. “Estabelecemos o plano de trabalho e cronograma de execução das obras. Após liberação do TCU pelo ministro Vital do Rêgo, os órgãos firmaram compromisso de emitir a ordem de serviço na segunda quinzena do mês de março. Seguimos firmes para honrar mais este compromisso com a população do Estado de SP”, afirmou Baldy.

O processo de implantação do sistema automatizado de transporte é tocado pela GRU Airport em conjunto com a ANAC e a Secretário de Aviação Civil, vinculada ao Ministério da Infraestrutura. A concessionária ficou incumbida de levantar propostas no mercado baseadas num escopo acertado entre os órgãos e que contou com o suporte da CPTM. Os recursos para construção da linha de 2,6 km virão de um desconto na outorga paga pela GRU ao governo federal pela concessão de 20 anos do aeroporto, hoje em torno de R$ 1 bilhão anuais.

Por conta disso, será preciso alterar o contrato de concessão para prever o projeto. É por essa razão que o TCU foi acionado e onde o processo encontra-se à espera da decisão do relator Vital do Rêgo. Segundo o site do tribunal, não há movimentação no processo desde 13 de janeiro, quando a GRU enviou considerações apoiando a escolha do consórcio GRU Connecta, liderado pela empresa europeia Doppelmayr.

 

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A preferência, no entanto, esbarra no custo mais alto do sistema por cabos, comparado à tecnologia Aeromovel do consórcio AeroGRU, que reúne empresas brasileiras. A GRU, no entanto, tentou condicionar a opção pelo sistema nacional à que o governo federal assuma os riscos por possíveis problemas de operação, algo que foi negado pela ANAC.

Após o aval do TCU caberá à SAC e ao Ministério da Infraestrutura autorizar o projeto, que será contratado diretamente pela GRU Airport. A concessionária também fará a operação do sistema, que será gratuito aos passageiros.

Com quatro estações, o People Mover promete reduzir o tempo de deslocamento entre a estação Aeroporto Guarulhos e os três terminais aéreos, hoje atendidos por ônibus da GRU. O prazo de estimado de construção informado pelo governo do estado é de 18 meses.

O traçado é o mesmo do projeto original da GRU Airport
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  1. Com capacidade de transportar mais de 120 mil usuários, a Linha 13-Jade que serve quase que exclusivamente aos usuários das classes sociais “A” e “B” que não tem o hábito de se fazer baldeações desconfortáveis em locais próximos dos terminais, e transporta hoje apenas cerca de 16 mil passageiros diariamente, significando que está ociosa, em contraponto a Linha 3-Vermelha que tem uma demanda de 7,1 passageiros por m² comprovando com isto que houve uma falha de planejamento e logística, não levando em conta que existe uma altíssima demanda reprimida na região, principalmente em Guarulhos, um dos municípios mais populosos do Brasil com mais de um milhão de habitantes e não possui nem Trem Metropolitano e Metrô, ao invés disto preferem anunciar a Linha 19-Celeste para a década de trinta!!!

    A Linha 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, liga a capital paulista até o Aeroporto de Guarulhos. Seus três terminais, no entanto, ficam distantes ~1,3 a 2,6 km dos terminais de embarque, e os passageiros precisam utilizar um ônibus circular para completar o trajeto.
    O fato é constantemente criticado por jornais e colunas. Mas dois ex-secretários de transportes metropolitanos do estado, em um texto publicado na Folha de São Paulo, rebatem a “acusação”. A coluna é assinada por Jurandir Fernandes e Clodoaldo Pelissioni.
    “Difunde-se a ideia de que o governo de São Paulo, então comandado por Geraldo Alckmin (PSDB), fez o serviço pela metade, por falha de projeto ou simples incúria. É uma versão distorcida dos fatos, que confunde responsabilidades e exige correção”, diz o texto.
    Segundo os ex. titulares da pasta, o projeto original previa que a estação Aeroporto fosse localizada na entrada do terminal 2. Mas para os ex-secretários, tudo mudou quando o consórcio vencedor para administrar o terminal, o GRU Airport, informou na época que o local destinado à estação de trem deveria ser usado para um shopping, cujas receitas ajudariam a pagar o investimento. A empresa teria se comprometido em construir um monotrilho entre a estação de trem e os movimentados terminais 2 e 3. Esboços teriam sido apresentados.
    O texto também cita também que a Linha-13 poderia ter aumento expressivo na demanda no número de passageiros ainda nesta década, caso seja expandida rumo a bairros de Guarulhos.

  2. Um projeto tardio, mas interessante. Só faço a seguinte ressalva: por que não montar esse “Air train” no modelo circular? Aí poderia rodar com 2, quiçá 3 composições.
    A menos que use duas vias? Ida e volta.
    Se não, poderá ficar mais parada do que funcionando.
    Sei lá, não conheço o projeto a fundo, mas pela imagem da linha, dá a entender que terá só uma via.

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