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Prometida para março, estação Oscar Freire abrirá com apenas um acesso

Nova parada da Linha 4-Amarela está com o acesso principal sendo finalizado, como mostram imagens feitas pelo blog nesta quarta-feira
Estação Oscar Freire: abertura com apenas um acesso

Na pressa em inaugurar estações antes do final do prazo de descompatibilização do cargo (7 de abril), o governador Geraldo Alckmin deve abrir a estação Oscar Freire, da Linha 4-Amarela, com apenas um acesso pronto. A estação, localizada na avenida Rebouças, terá duas entradas, a principal, do lado dos Jardins, e uma secundária, do lado de Pinheiros. É justamente esse acesso que está atrasado.

Como mostram imagens feitas pelo blog nesta quarta-feira (28), o poço por onde está sendo construído o acesso ainda encontra-se num estágio inicial, aguardando o revestimento definitivo. Outra parte dele ainda será escavada para permitir que haja espaço para instalação das escadas e elevadores.

A consequência disso é que os usuários da futura estação terão de atravessar a movimentada avenida para acessá-la. E isso por um bom tempo afinal o segundo acesso deve ficar pronto apenas nos próximos meses – consultada via SIC a Secretaria de Transportes Metropolitanos deu o prazo do segundo trimestre de 2019.

A confirmação que Oscar Freire abrirá com apenas uma entrada surgiu nesta quarta-feira no Diário Oficial. Na publicação, um relatório da Secretaria dos Transportes Metropolitanos cita o fato num trecho em que explica as metas da implantação da linha:

“Higienópolis-Mackenzie: Jan/2018;
Oscar Freire (Parcial – com Acesso Jardins): Mar/2018;
São Paulo-Morumbi: Jul/2018;
Vila Sônia: Dez/2019;
Pátio Vila Sônia (Complementação): Ago/2018.”

Apesar da previsão e diante dos seguidos atrasos em diversas obras, há o risco de Oscar Freire acabar sendo aberta posteriormente. Pelas imagens de hoje, ainda há muito trabalho pela frente mesmo no acesso principal.

Revestimento amarelo é feito antes de ser feita a parede final

Acabamento ruim

A pressa em abrir estações num ano eleitoral tem causado algumas situações embaraçosas para o governo. No jornal Bom Dia São Paulo da TV Globo, por exemplo, foram mostrados vários problemas de acabamento nas estações Brooklin, Alto da Boa Vista e Borba Gato, inauguradas em setembro do ano passado. De pisos quebrados, a infiltrações e elevadores e escadas inoperantes, fica claro que a correria final para finalizá-las prejudicou  qualidade da obra.

O blog pode atestar isso por ter visitado a estação AACD-Servidor, que ficou pronta dentro do prazo e ainda não abriu. A qualidade do que se vê ali é bem superior à Borba Gato, por exemplo. Mesmo na Linha 4, a abertura de Higienópolis-Mackenzie só foi possível porque a construtora instalou peças de plásticos em locais onde deveriam ter sido usados vidros, que estavam com a entrega atrasada.

Colaborou Fernando Galfo (imagens e informações). Atualizado em 05/03/2018

Veja também: Estação Eucaliptos deve abrir no próximo sábado

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

2 Comentários

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  • A questão do acabamento é nítido, estão fazendo tudo pelas coxas. Duas semanas atrás peguei o elevador na estação Higienópolis-Mackenzie e fiquei preso por quase uma hora pq ninguém atendia o interfone ou ouvia a site e de emergência. Um descaso! Fiz reclamação pedindo uma posição da ViaQuatro e até agora nada, acho que vai ter que ser na justiça.

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