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Quatro novas estações da Linha 15-Prata devem funcionar das 6 às 20 horas a partir de dezembro

Operação passará a ser cobrada no novo trecho inaugurado em abril. Ampliação do horário pode ocorrer entre sexta-feira, 30, e segunda-feira, 03 de dezembro
Se tudo der certo, Linha 15 ganhará mais tempo de funcionamento em dezembro

Ainda não será desta vez que as quatro estações da Linha 15-Prata inauguradas em abril passarão a funcionar em horário integral, mas uma boa notícia deve ser confirmada nos próximos dias, a ampliação do horário de funcionamento e início da cobrança de tarifa no trecho.

A informação foi obtida pelo site com alguns funcionários da linha neste fim de semana. No entanto, segundo eles, a data de início ainda não está definida: pode ocorrer na sexta-feira, durante o fim de semana ou mesmo na segunda-feira, 03 de dezembro, mas a ampliação é dada como certa. Segundo eles, as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União abrirão das 6 às 20 horas todos os dias – o site questionou a Secretaria dos Transportes Metropolitanos para confirmar ou não a informação e aguarda resposta.

Com a cobrança de tarifa, o serviço será parecido com o que a ViaQuatro e ViaMobilidade fizeram nas linhas 4 e 5, ou seja, o usuário não terá que desembarcar na estação Oratório para passar pelos bloqueios e voltar para plataforma novamente.

Também será um grande teste para o monotrilho afinal a demanda nesses horários é muito maior que a atual. Parece claro, portanto, que finalmente a Bombardier, fornecedora do sistema CBTC de controle dos trens, conseguiu atingir um nível de confiabilidade na linha capaz de dar conta desse aumento de usuários. Uma das ações, inclusive, foi substituir portas de plataforma com defeitos por equipamentos que estavam em outras estações

De acordo com um dos funcionários do Metrô ouvidos, o horário de funcionamento só não será maior por falta de pessoal disponível. Não se sabe, de fato, se existe essa carência de mão de obra já que a companhia transferiu boa parte do contingente que estava alocado na Linha 5-Lilás, hoje nas mãos da iniciativa privada. Segundo um segundo relato obtido pelo site, a grande maioria dos funcionários egressos da Linha Lilás teria sido transferida para as linhas 1 e 3. A empresa também estaria com dificuldades para cobrir o turno da madrugada e a expansão do horário da Linha 15 deve complicar essa situação.

Estação Camilo Haddad: operação das 6 às 20 horas deve aumentar demanda consideravelmente

Problemas seguidos

Como abordado aqui, o monotrilho da Linha 15-Prata, o primeiro de grande porte no Brasil, tem passado por várias dificuldades ao longo do tempo. O trecho total, de cerca de 26 km, acabou encurtado para 11 estações apenas, mas duas delas operam o dia inteiro atualmente. Das oito em construção há alguns anos, apenas metade foi aberta em abril, porém, ainda incompletas. As demais estão paradas por abandono da construtora.

Mesmo o trecho entregue tem demonstrado muitos problemas na operação assistida que acabou prolongada por oito meses, caso seja substituída pela operação reduzida em dezembro. Agora, com essa possível ampliação espera-se que o modal ganhe confiabilidade para dar conta da demanda de uma região carente de transporte coletivo de qualidade.

Veja também: Licitações da Linha 15-Prata ficam para o próximo governo

Estação Vila União: cobrança de tarifa a partir de dezembro

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

3 Comentários

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  • Precipitado? Isto implica em dois fatores:
    Primeiro, a despeito do atraso nas obras no trecho Jardim Planalto-São Mateus, o sistema CBTC foi aprovado nos duros testes a que foi submetido.
    Segundo, a subestação São Lucas já está em plena operação, de sorte que nenhum problema com este equipamento fora levantado. Pelo menos tenho pra mim.
    Com a operação comercial no início de 2019 e a retomada das obras até o fim do mesmo esperamos que apertos como o havido na Pça. Felisberto Fernandes da Silva (não me recordo do dia, mas foi publicado no SSC, a praça “travou”) sejam apenas vagas lembranças em vez de dura realidade.

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