Retomada da demanda de passageiros na CPTM empaca

Em setembro, crescimento do volume de viagens foi de apenas 1,1% comparado com agosto. Movimento ainda é cerca de dois terços do que existia antes da pandemia
Trem da Linha 13-Jade (Jean Carlos)

Menos afetadas pela pandemia do Covid-19, as linhas da CPTM sempre demonstraram uma recuperação mais veloz que os ramais do Metrô. Mas, ao que parece, esse ritmo está perdendo força mesmo com a redução das restrições sociais nos últimos meses.

Dados de demanda de passageiros de setembro divulgadas pela companhia mostram um aumento modesto de apenas 1,1% em relação a agosto. Foram realizadas 40,8 milhões de viagens durante o mês retrasado, contra 40,4 milhões em agosto.

É a pior variação desde abril, quando houve retração causada pelas fases mais restritivas de isolamento social. Desde então, as linhas passaram a receber mais usuários mês a mês, mas em ritmo cada vez menor.

Seria natural pensar que à medida que os passageiros voltam a utilizar os trens da CPTM esse crescimento relativo seja menor, porém, a demanda atual ainda é muito inferior à setembro de 2019, quando nem havia sinal da pandemia.

Naquele mês, as setes linhas da CPTM transportaram mais de 59 milhões de passageiros, ou seja, há ainda muito espaço para crescer – cerca de 45% acima do total de usuários atual.

Fonte: CPTM

Linha 13 mais atraente

Apesar disso, a CPTM segue mais perto do cenário pré-pandemia do que o Metrô. As quatro linhas operadas pela companhia e as duas gerenciadas pela iniciativa privada ainda têm muito espaço para crescer.

Entre os sete ramais de trens metropolitanos, a Linha 13-Jade é a que mais se aproxima de atingir os níveis normais. Em setembro, ela chegou a 92% dos números de fevereiro de 2020, o último não afetado pelo coronavírus.

Mérito também de uma oferta mais atraente de viagens, que desde o final do ano passado incluem partidas a cada hora até a estação Luz e sobretudo à melhora na velocidade e intervalo dos trens da Linha 12-Safira, esta que já recuperou quase 90% do movimento.

A Linha 9-Esmeralda, por outro lado, continua a apresentar os piores dados, com movimento mensal de 6,9 milhões de usuários – nos bons tempos, passaram por ela mais de 14 milhões de passageiros.

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  1. A linha 23 ficará ainda mais procurada se atender as estações Brás e Tatuapé nos 2 sentidos, Brás com sua história de compras e Tatuapé com gastronomia e área de saúde onde muitos guarulhenses se deslocam com muitas baldeações até lá.
    Se o conect dava resultado e usava a mesma 9lataforma em Tatuapé pq não voltar?

    1. Com certeza, os fatores que mais afugentam usuários da linha 13 são i. o excesso de baldeações, ou seja, é necessário que ela ao menos faça integração com alguma linha de metrô, ii. o longo intervalo entre trens, que tem sido reduzido, e iii. a distância da estação do Aeroporto até o aeroporto, problema que só será mitigado com a inauguração do people mover.

  2. Efeito do home office (que eu sou completamente a favor), especialmente pra linha 9, e da economia patinando.

  3. Por mim, essa demanda pode continuar empacada, pois não tenho saudades daquela superlotação nos trens.
    Pararam para pensar que um dos motivos da demanda não ter se recuperado foi o Home Office e parte dos usuários ter optado pelo transporte particular comprando carro, moto ou bicicleta?

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